No momento o Deputado Gabriel Guerreiro fala aos dirigentes do PV da região, e é aplaudido pelas lideranças presentes, no momento em que convoca a todos para se engajarem no pleito que se aproxima e das possibilidades do PV ter Marina Presidente do Brasil.
2 opniões:
A SÍNDROME DA IRAÚNA GRANDE
Ronaldo Brasiliense
www.oparaense.com.br
A governadora Ana Júlia Carepa (PT) vai tentar a reeleição em outubro, nas urnas, para um governo sem projeto e sem obras, eleito com um discurso que pregava mudanças. No poder, as mudanças de fato vieram, mas para pior. Não há em Belém, a capital paraense, por exemplo, uma única obra que Ana Júlia possa chamar de sua.
A não ser que Ana Júlia considere – e inaugurou com pompa e circunstância, com direito a placa, pouco mais de quatro meses após tomar posse no cargo – o Hangar, Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, como obra de seu governo. O arquiteto Paulo Chaves Fernandes, secretário de Cultura dos governos tucanos Almir Gabriel e Simão Jatene, projetou e construiu o Hangar e, nele, o governo Jatene investiu R$ 100 milhões. O governo Ana Júlia gastou no Hangar R$ 5 milhões e olhe lá...
Esta semana Ana Júlia propagandeou que a siderúrgica da mineradora Vale – uma empresa privada –, em Marabá, também é obra de seu governo. Daqui a pouco vai dizer que as duas “torres gêmeas”, digamos assim, construídas na Doca de Souza franco, também são obras do governo petista, assim como a cozinha industrial do Hangar e os trapiches de madeira inaugurados nas ilhas que circundam Belém, que de fato o são.
A verdade, verdadeira, é que em mais de mil dias de governo, Ana Júlia e sua turma não mostraram a que vieram. Como diria um dileto amigo jornalista, no alto de sua sabedoria sexagenária: "Não sei por que vocês ficam cobrando tanta coisa da Ana Júlia. Ela dizia na televisão durante a campanha que queria ser a primeira mulher a governar o Pará. E nada mais do que isso. Nem prometeu trabalhar", sentencia. De fato.
Ronaldo
Permita-me discordar desta sua abordagem.
Os brasileiros foram acostumados, viciados mesmo, a avaliar um governo pela quantidade de asfalto, de concreto ou de equipamentos que são capazes de movimentar.
Os políticos são criticados por serem financiados por empreiteiras e durante os mandatos abarrotem as burras dos construtores com dinheiro público. Continuar repetindo essa receita, não vamos chegar a lugar nenhum.
Governar é muito mais que construir um espaço para pendurar uma placa de inauguração.
Vejamos o caso do SUS. É um belo sistema de saúde pública, no papel. Na prática, porém, não funciona. A base do SUS está em contratar e treinar pessoal para cumprir os três princípios filosóficos: universalidade, equidade e integralidade. Este sistema exige gente capacitada e bem remunerada para fazer a base do sistema funcionar.
Acontece que treinar e pagar bem funcionário público não rende votos e nem recursos de campanha. Mas se, por exemplo, tivermos o Programa de Saúda Família, fazendo a prevenção, em todos os cantos, na proporção certa de profissionais por população, gastaremos menos recursos em remédio, exames e outros procedimentos que engordam as empresas deste setor.
Educação de qualidade e universal é o que determina a Carta Magna, para fazer isso virá realidade precisamos de pedagogos, professores, administradores escolares e pessoas de apoio em quantidade e com remuneração adequada. Hoje o se gasta muito, quarenta por cento de todo o recurso do setor com livros, material didática, manutenção e construção de prédios. No dia seguinte a inauguração começa a depredação do bem público, por que isso acontece? Geralmente nas escolas não tem escola. O mesmo vale para segurança pública.
Políticos, mesmo de oposição, diziam que as obras feitas nos oito anos de Governo de Almir Gabriel eram suficientes para dotar o Estado de infra-estruturas, e que a prioridade era construir marcos legal para dar tranqüilidade e legalidade à produção paraense, também devíamos era apostar no social. Sem gente feliz não se faz cidadania.
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