Será que Lira Maia pensa que o povo é bobo?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O deputado Lira Maia, defensor do esquartejamento do Estado do Pará, em entrevista ao Jornal Liberal, primeira edição, tratou o povo do Pará como um bando de bobo ou infatilizados, possivéis de serem enganados por suas estórias de pouca inventividade.

O deputado Lira Maia, para dar ideia de que estamos todos ganhando com de criação de feudos políticos particulares, chama o que sobraria da sua tentativa de retaliação de “Novo Pará”. Deputado, nos respeite, somos um Estado de 400 anos de história de resistência e não vamos cair neste slogan criado pelo Duda Mendonça para enganar otários. Sua intenção é tirar 73% do nosso território, das nossas riquezas, da nossa gente, da nossa cultura, para criar mais cargos políticos, produzir desigualdades e gerar mais pobreza. O Senhor mesmo sabe que a solução para os problemas que todos enfrentamos não está nesta solução divisionista.

Lira Maia tentou dizer que todos ganham e deu como exemplo uma família, que junta vive com um mil reais e depois de dividir-se em três pedaços ficará com três mil reais, sendo um para cada pedaço, como se isso fosse possível.

O Deputado justifica sua tese falando que o ICMS vai aumentar para todos na mesma proporção. O ICMS é um imposto estadual e o seu incremento depende da economia, de empresas crescendo, de mais circulação de mercadorias e simplesmente não aumenta só porque um Estado se divide em três partes. Se a mágica fosse simples assim, por que não dividir em pelo menos mais dez pedaços? por que só três? Pare com isso, Deputado? De onde o Senhor tirou essa estória?

O Deputado falou que o Pará recebe o mesmo que o Amapá, sendo muito maior. Se o Deputado estava falando de FPE, isto não é verdade e nem poderia ser. O índice do Amapá é a metade do índice do Pará, Deputado, de onde o Senhor tirou estes números? Consulte pelo menos o site da Secretaria do Tesouro Nacional e veja os valores antes de ir à televisão falar o que o Senhor falou.

Em setembro de 2011 o Pará recebeu R$ 249.935.874,39 referente a todos os fundos, enquanto que o Amapá recebeu no mesmo mês apenas R$ 128.801.356,38. Agora dizer que com a divisão o município de Afuá receberá um milhão a mais por ano e Belém mais de cem milhões, que dará para construir um novo Pronto Socorro todo ano, foi de pura maldade.

Eu gostei mesmo foi quando o Senhor tentou enganar os seus parceiros da região do Tapajós ao dizer que Altamira, Itaituba, Santarém ou qualquer outro município da região pode ser a Capital, quando todos sabem que se o Pará for divido a capital do Tapajós está certa que será Santarém e é por isso que muita gente da própria região não concorda.

A região do Xingu nunca foi ouvida e nem cheirada sobre este Mapa do Tapajós, que vocês fizeram sem consultar um técnico. Diga, Lira Maia, quem decidiu que o Tapajós deveria ter esse mapa e esse tamanho que vocês apresentam?

Deputado Lira Maia, o melhor é o Senhor confessar que não se preparou direito para entrevista, peça para voltar ao Jornal Liberal e apresente outros argumentos mais respeitosos, se é que o Senhor os tem.

6 opniões:

Anônimo disse...

é Zé Carlos,

O Lira Maia não sabe de nada e a sua entrevista demonstra uma ignorância de fazer inveja a qualquer JUMENTO, o povo de Santarém não o suporta mais.

Anônimo disse...

É Ze Carlos esse é o custo que o povo paga por eleger políticos completamente despreparados, que não conseguem sequer fazer um debate a respeito da situação dos repasses constitucionais ao Estado do Pará. Imagine com que competencia esses políticos querem fazer uma gestão de um novo estado? Eles precisam mostrar os benefícios da maldita separação, e não se prender na falta do de políticas públicas para as regiões pretensas a separar, porque se for por essa lógica a primeira região a ser divida para ficar mais pobre é o marajó, que alem de não receber atenção nenhuma do Estado, sua economia é frágil e sem consolidação, esse oportunistas precisam parar de mentir a tratar a coisa séria, um dos sonhos de Lira Maia é ser Senador da República e sabe que esse é o único caminho que lhes resta, isso se STF deixar ele continuar na política

Anônimo disse...

É senhor Zé carlos, eu não quero aqui defender A ou B,defendo sim a divisão do estado. Mas acreditar no que o senhor fala é o mesmo que "enfiar a cara na merda", pois o senhor quando esteve em Santarém em 2010, como candidato a Deputado Federal, e graças a Deus não se elegeu, discursava ser a favor da divisão do estado para a crição do Estado do Tapajós. O que mudou? É que não estamos mais no período político? Pois é, o senhor como uma boa parte dos político é mascarado e mentiroso. Sendo assim, não tem moral para criticar ninguém.

José Carlos Lima disse...

Amigo, eu sou contra a divisão do Pará e este processo da forma como foi feito.

Anônimo disse...

Os ataques dos ficha suja.

Manifestando seu profundo incômodo com a aplicação da lei da ficha limpa, por razões obvias, o jornal Diário do Pará perde a compostura e a credibilidade. Isso se algum dia já teve. O que é improvável.

A sociedade paraense já está cansada de ver os ataques gratuitos que o referido pasquim “ficha suja” faz aos homens públicos que conduzem seus mandatos com seriedade e honestidade, como é o caso do deputado ficha limpa Arnaldo Jordy.

O jornal, como todos sabem, é de propriedade de um notório ficha suja, um velhaco político que tem ficha corrida e prontuários criminosos espalhados em todas as esferas da polícia e da justiça.

Portanto, atacar insistentemente em notinhas ordinárias e factóides as personalidades que se destacam na luta contra a corrupção e a impunidade é o objetivo dos “editores” deste jornaleco ficha suja. É a comprovação do velho ditado de que “Ninguém atira pedras em árvores que não tem bons frutos”.

Esses ataques, já percebido por todos, também é a tentativa de antecipar as eleições municipais do ano que vem, considerando que o possível candidato apoiado pelo ficha suja encontra-se nas últimas posição em todas as pesquisas, e que apontam os deputados Edmilsom Rodrigues e Arnaldo Jordy como os preferidos dos eleitores de Belém. É o desespero de quem assiste a repulsa da sociedade contra a prática da corrupção e a impunidade que mancha a história da política de nosso país.

padeirinho disse...

Ze Carlos , e a divida do estado??ele esqueceu de falar.
Esse malandro sabe que vai sobrar para uma parte pequenina do povo e ele e nem ninguem toca no assunto.

 

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