Empréstimo em clima de campanha

quarta-feira, 3 de março de 2010

A legislação brasileira diz que só existem candidatos e campanhas após as convenções partidárias, que podem ser realizadas, segundo o calendário eleitoral do TSE, a partir do dia 10 de junho de 2010. Mas o clima de campanha está por todos os lugares.

Os jornais e grande imprensa falam em candidatos a presidente da república e acompanhas as agendas. No Estado comentam-se pesquisa, percentuais de aprovação, rejeição e possíveis coligações.

Nos escritórios políticos reúnem-se líderes, acertam-se apoios e esquemas de campanha são montados. A movimentação é monstruosa.

Até um empréstimo para compensar perdas das receitas que o Pará suportou por causa da crise é tido como moeda eleitoral. Deputados bradam aos quatro cantos, impunemente, que não vão aprovar o empréstimo por que é um cheque em branco para Governadora usar na sua campanha de reeleição. Isto é absurdo e criminoso.

Quando estava na Assembléia Legislativa, na condição de líder do PT, oposição ferrenha ao Governador Almir Gabriel, lembro-me de um episódio importante envolvendo empréstimo.

O empréstimo BID, referente à macro drenagem da Bacia do Una, havia vencido sem que o Governo atentasse para o prazo de autorização legislativa. Prato cheio para quem era de oposição. Nem precisava de votos para ganhar a questão, bastava alegar a falha e desmoralizar o Governo. O problema é que o povo seria prejudicado.

Qual foi a atitude do Partido dos Trabalhadores quando procurado pelos deputados da bancada governistas pegos de calças curtas? Pensamos no interesse das pessoas sofridas que moravam nas baixadas da cidade de Belém e aceitamos votar o projeto com data retroativa e assim viabilizar as obras.

Almir Gabriel e o PSDB, passado o susto e viabilizado o recurso, nunca citaram esse gesto nosso, pelo contrário, usaram a obra para nos derrotar eleitoralmente. Como deputado e líder do PT na Assembléia Legislativa jamais me arrependi, fiz e faria tudo de novo, e da mesma forma, sempre pensando no interesse da população.

3 opniões:

guilherme marssena disse...

Boa lembrança caro Zé,as turmas do Edmilsom e do Babá,na época queriam teu fígado.Infelizmente é este o comportamento de parlamentares ,que mais se parecem membros de "FAMÍGLIAS" e não de agremiações partidárias.

José Carlos Lima disse...

Oi Guilhereme.
Na época fizemos um bom debate que delimitou até onde pode ir o embate de oposição. Não prejudicar o povo é a solução.

bruce.bel disse...

Essa questão do empréstimo na minha opinião já é um grande circo, com os seguintes picadeiros (PMDB, PSDB e PT, Imprensa) e os seguintes palhaços (Parlamentares, empresários da midia e os Secretários e Governadora) e claro quem são os espectadores, nós a população, ai o que vai ocorrer, no finalzinho do campeonato o empréstimo é aprovado, a imprensa vai correr atrás de outras notícias para mudar o tom, e assim a vida continua.

 

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