“A história não começa quando a gente chega” – O Pará já existia antes da Vale ou do Daniel Dantas

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Antes de dividir o Pará, um Estado com 400 anos de história, que tal você que veio de outros Estados e aqui foi bem acolhido, ganhou dinheiro, criou filhos e fez patrimônio, conhecer melhor o que estão propondo fatiar? A começar pelo trecho do nosso hino que tem frases muito interessantes para uma necessária reflexão:
Ó Pará, quanto orgulho ser filho,
De um colosso, tão belo e tão forte;
Juncaremos de flores teu trilho,
Do Brasil, sentinela do Norte.
E a deixar de manter esse brilho,
Preferimos, mil vezes, a morte!

A “história não começa quando a gente chega”, ouvi esta frase em muitos discursos do Governador Simão Jatene, quando era seu Chefe da Casa Civil e a escrevi aqui a proposito de dizer que concordo com o Governador, quando diz que a sociedade deve ter total clareza do que vai escolher, bem como de suas reais consequências. Então Governador, que tal criar uma comissão técnica para produzir informações sobre o assunto e disponibiliza-las à população ?
Tem muita material disponivel, como o que reprouzo aqui. O texto com a história da criação do Pará e outras informações podem ser consultadas no site Pará Histórico.
Após a fundação de Belém, a nova descoberta ficou administrada por capitães-mores subordinados ao Governo Geral do Brasil. Não demorou muito para que o vasto território fosse dividido e várias capitanias, doadas a pessoas de bom grado. Assim, criaram sete capitanias:

1 – Capitania do Pará – Tinha como cede Belém e estendia-se da margem esquerda do rio Acutipuru (Quatipuru), até o primeiro braço do Rio Pará (Tocantins).


2 – Capitania de Caeté – Gaspar de Souza, e mais tarde seu filho Álvaro de Souza, era o donatário. Não tinha delimitação certa.

3 – Capitania de Vera Cruz do Gurupi – Pertencente a Feliciano Coelho de Carvalho, filho de Francisco Coelho e Carvalho, governador do Maranhão e Pará.

4 – Capitania de Cametá – Feliciano Coelho de Carvalho, perdendo a concessão de Vera Cruz de Gurupi, conseguiu outra, localizada em terras banhadas pelo Tocantins e habitada pelos índios camutás (1623). Em 1635, criou a vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá.

5 – Capitania do Cabo do Norte – Pertencente a Bento Maciel Parente. Compreendia quase a totalidade das terras do atual Amapá.

6 – Capitania da Ilha de Joanes – Pertencente a Antônio de Souza Macedo, abrangendo todo o território da ilha do Marajó.

7 – Capitania de Gurupá – Criada a partir das ruínas do forte holandês.
Esse sistema de capitanias não foi muito benéfico para a região, sendo extinto e revertendo à Coroa as antigas doações. Em 23 de setembro de 1623, as capitanias do Grão-Pará e Maranhão se unificaram em um só Estado, tendo como sede a cidade de São Luís. Em 1652, Pará e Maranhão separaram-se; dois anos depois voltando a se unificar. Em 1673 o governador Pedro César de Menezes transferiu a sede do governo para Belém. Em 1688, a corte determinou que a capital voltasse a ser São Luís. No entanto, em 1737 a sede governamental retornou a Belém para, em 1752, o Pará ganhar novamente sua autonomia. Em 1815, as capitanias gerais do Brasil foram transformadas em províncias. A Província do Grão-Pará, com capital em Belém, possuía toda a superfície da Amazônia, já que a capitania do Rio Negro (atual Estado do Amazonas), continuava a depender do Pará.
O Pará (e a Amazônia) era subordinada diretamente a Lisboa, desvinculado do resto do Brasil. Somente com a vinda de D. João VI, e sendo a Corte instalada no Rio de Janeiro, é que os laços entre o extremo norte e o resto do país estreitaram-se mais.


6 opniões:

Jhony Santos disse...

1. O PV de Marituba é oficialmente contra a divisão do Pará, e faremos campanha contra e dando nomes aos bois!
2. Assim como Mikhail Gorbachev é lembrado como o Presidente que acabou com a URSS, Simão Jatene será lembrado como o Governador omisso que permitiu a Divisão do Pará!
3. Obrigado a Liderança do PT na Câmara que foi a unica voz contra esse projeto que só beneficia a classe política de Madeireiros e fazendeiros contra o Meio Ambiente!

JHONY SANTOS
Presidente do PV do Pará

Anônimo disse...

1. O PV de Marituba é oficialmente contra a divisão do Pará, e faremos campanha contra e dando nomes aos bois!
2. Assim como Mikhail Gorbachev é lembrado como o Presidente que acabou com a URSS, Simão Jatene será lembrado como o Governador omisso que permitiu a Divisão do Pará!
3. Obrigado a Liderança do PT na Câmara que foi a unica voz contra esse projeto que só beneficia a classe política de Madeireiros e fazendeiros contra o Meio Ambiente!

JHONY SANTOS
Presidente do PV do Pará

mauricyo disse...

Ai estão espelhados os interesses de Giovanni Queiroz, Lira Maia, Zequinha, Maria do Carmo e um punhado de terroristas filhos da mãe joana.

Nada contra a mãe joana -Ela me dá doces- pelo contrário, eu até a respeito.

Mas temos que ter na cabeça, antes de mais nada, que essas pessoas(?) tem por interesse na divisão as eleições majoritárias que eles nunca ganham por ter pouquissímos votos na capital.

Um dos argumentos -frageis- que eles usam é: "Que um estado pequeno terrorialmente é mais fácil de se gerenciar", se isso fosse verdade Alagoas e Sergipe não seriam ninho de corrupção, pobreza e violência. E é isso que os possíveis estados serão.

Isso tudo sem contar o naipe dos eleitores dessas regiões que será igual ao dos maranhenses.

Por um truque do destino, pasmem, essas regiões ainda que 'independentes' continuariam a importar pacientes à Santa Casa e aos PSM's - Do mesmo jeito que algumas cidades do Maranhão já o fazem.

E por falar no Sarney, digo, no Maranhão, a região não separatista ainda tem um enorme trunfo em mãos que é o petróleo em Salinas, mas eu aposto minhas cuecas como o maranhão vai sair muito mais beneficiado com o petróleo de salinas - com industrias, empregos...- do que o Pará. E enquanto tivermos a 'maravilhosa' dilma como presidente é isso que vai acontecer.

Resumo da Opera: Maranhenses, goianos, mineiros, paulistas, catarinenses e gaúchos -tchê que trilegal! (e se duvidar até os estrangeiros) querem doar para si mesmos algo que não os pertencem!

Quem agradece são os caça-fastasmas que terão mais trabalho pra fazer...

Maria do Carmo, Zequinha, Lira e Giovanni que rezem para que eu não me encontre eles, pq isso acontecer eu cuspo na cara de qualquer um deles.

servidor indeciso disse...

Caro blogueiro.

Comente alguma coisa sobre as eleições do Sindicato dos Serivdores do Judiciário do Pará.

Tenho dois anos de tribunal e pouco sei sobre as candidaturas.

Para lhe subsidiar, envio o link de uma das chapas:

www.sinjepemmovimento.com.br

a chapa da situação apenas distribui panfletos, aí a gente não tem como ajudar.

Mauricyo disse...

Outra desculpa -esfarradapa- é que, no possível estado do Carajás a renda per capita será 5x maior q a do Pará.

Notícia tendenciosa. Mas cada um puxa a sardinha por seu lado, é lógico...

Vai ser que nem a cidade de Jaú (Interior de SP), maior produtora de cana do mundo. A renda per capita lá está acima dos 5000 reais. Mas concentrada nas mãos de meia dúzia. E o resto do povo é tudo peão...

É muito fácil enganar o povo com esse papinho de renda per capita.

Anônimo disse...

Vamos lá então:

O PV de Santarém é totalmente a favor do novo Estado do Tapajós. Estaremos de mala e cuia na campanha do plebiscito. Vamos estabelecer um debate sobre sustentabilidade do novo estado. Logo, logo estaremos encaminhando as datas e os convites. Vamos fortalecer o PV no Tapajós com a ideia de lançarmos candidato ao governo, ao senado, a câmara federal e a assembleia legislativa.


Saudações Tapajônicas e verdes

Podalyro Neto
Membro do diretório municipal do PV em Santarém (futura capital do Tapajós)

 

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