Estou em Brasília, no Hotel, na porta do elevador, dois homens falavam empolgados para uma senhora sobre a divisão do Pará. Justificavam que o Estado é muito grande e o Governo não dá conta de administrar. A senhora perguntou, com o que Carajás contará para seu desenvolvimento? Eles falaram das minas e da riqueza mineral, do gado, de Tucurui e por ai foram. Eu, ao lado, só escutava. A senhora voltou a questionar, e o Tapajós ficará com que? Ah, ficará com a Hidrelétrica de Belo Monte, disseram os dois homens que não consegui identificar. A senhora então deu uma pausa e voltou a indagar, e o Pará ficará com o quê? Eles disseram, ah, com pouco menos de um terço e com a riqueza que já tem. Ela, de bate pronto, disse, escuta, mas o Pará hoje tem tudo e vai perder? E completou, assim não fica bom! Os dois se olharam, ficaram sem palavras, e a senhora desceu no décimo andar, sumindo no corredor do hotel. Os dois ficaram com um ar de a...é... Eu, quis agradecer aquela desconhecida, dizer-lhe que basta um pouco de inteligência para perceber que a divisão é ruim, mas não tive tempo, por isso relatei o fato.
Enviado do meu BlackBerry® da Oi.
APEP – Um breve parêntese
3 minutos atrás


9 opniões:
São de pessoas assim e, de defesas como desta desconehcida Sra. que o Pará precisa neste momento de sua história, em que querem dividir nossas riquezas para atender aos interesses de elites dominantes e, interesses escusos de poucos! Sendo assim, solicitamos o seu apoio em divulgar, no seu prestigiado Blog, a nossa Campanha contra a Divisão do Estado do Pará, no Marajó, por meio do Comitê Virtual Pará UNIDO, Marajó FORTE nas redes sociais Twitter (http://twitter.com/#!/pa_unido_marajo), Facebook (http://www.facebook.com/groups/paraunidomarajoforte/) e Orkut (http://www.orkut.com.br/Profile?uid=6616947015450448267&mt=11).
Certos da sua atenção, desde já agradecemos
Saudações Marajoaras!!!
Pará UNIDO, Marajó FORTE
Zé,
Fui convencido a votar pela divisão pelo contrário do que comentaram perto de você.
Lendo a pesquisa desenvolvida pelo IMAZON que trata sobre o assunto, a coisa não é bem assim.
Apesar da importância econômica do setor mineral para o estado do Pará, que responde por cerca de 40% das exportações e 12% do PIB estadual.
O setor mineral emprega apenas 0,45% da mão-de-obra economicamente ativa e contribui com menos de 4% das arrecadações de impostos.
Para você ter idéia disto a receita estimada para 2011 do estado do Pará é de R$ 11.584.774.843, os royalties da mineração estão estimados em R$ 18.535.580,00, ou cerca de 0,16% da arrecadação do estado.
Segundo estimativas do DNPM, somente 75% do valor potencial dos royalties é
efetivamente arrecadado ao estado do Pará.
Marabá, que tem o PIB per capita de 26.000 reais não se reflete na população,pois 42% dos moradores vivem abaixo da linha de pobreza.
Marabá, está no topo da lista dos homicídios. Segundo dados do Ministério da Justiça, é, proporcionalmente, a quarta cidade mais violenta do país, com 250 assassinatos somente em 2008 - 125 mortes para cada 100.000 habitantes.
O IDH de marabá é menor do que o de salinas, sem muita pujança economica
Pelos dados do IDESP (Retrato da Divisão do Estado) o estado do Carajás teria mais de 150 milhões de reais para investimentos em seus 39 municípios (média de R$ 3.8 milhões / município), o Tapajós com R$ 19,4 milhões para investir em seus 27 municípios (média de R$ 720.000,00 / por município) e o Pará remanescente com R$ 1.082 bilhões de investimento para seus 86 municípios (média de R$ 12 milhões de reais / município).
Assim, penso que todos saem ganhando....Maior investimentos nos municípios e desenvolvimento para todos (Pará, Carajás e Tapajós) que poderão aplicar com equidade seus recursos.
Acredito meu amigo, que diante do quadro, é possível afirmar que o novo Pará, pós-divisão, só vai perder território.
Ganha!!! Em administração com o menor território (melhor distribuição de recursos, efetivação das ações nos interiores ).
Os novos estados, por sua vez, também ganham: melhor infra-estrutura, mais oportunidades de emprego (só com a criação dos 2 novos estados, ha uma estimativa de criação de 300.000 novos empregos, ), saldando a dívida histórica que o Brasil tem com a amazônia, com o desenvolvimento efetivo da região.
PA Unido Marajó, os dados do IDESP demonstram que o marajó só vai ter recursos para seu desenvolvimento com a fragmentação. Dá uma lida nos investimentos por estado (retrato da divisão do pará).
só assim o marajó vai ser prioridade para o desenvolvimento, junto com o nordeste do estado.
a prioridade, por conta do minério é o sul e sudeste (fora, claro a metropolitana).Alguma coisa para o oeste, que precisa de tantos recursos quanto o marajó.
vamos fazer um debate altivo em pró do pará e da amazônia.
Devemos acabar com essa história de coitadinhos, precisamos acreditar no nosso potencial.
Petroleo em salinas e bagança (bacia - pará - maranhão)e na costa do marajó.
Francamente, eu nunca li tanta besteira como acabei de ler acima. O cenário pós-divisão é de um estado rico se transformando em três estados pobres e falidos.
As hidrelétricas e as minas rendem uma miséria royalties ao estado e na prática são muito mais um ônus do que um bônus.
Os paralamentares dos novos estados vão ficar tão ocupados discutindo com quem fica com a nova casa de férias do governador que vão esquecer dos eleitores. Pobres eleitores iludidos por canalhas como Bernadete Ten Caten, Jader Barbalho, Tião Miranda, Gabriel Guerreiro e um batalhão de marginais de colarinho branco.
Como os novos estados já nascerão falidos, será necessário cortar vários gastos e você acredita que vão cortar do salário do governador? Não! Vão cortar professores, médicos, policiais (vide o resgate do taxista em Altamira), bombeiros e etc... Enquanto isso o governador, deputados e senadores vão receber seu salário em dia.
O que é necessário é dividir as riquezas, não o estado. Pois como vc mesmo citou Marabá tem renda per capita de R$26.000 e 42% vive abaixo da linha da miséria.
Por falar em renda per capita, é muito fácil enganar o eleitor com esse papo de renda per capita. Me lembrou as cidades canavieiras do interior paulista que tem renda per capita de R$2.000 e se vc ver a cidade tem uma família dentro de uma mansão/fortaleza e o resto é tudo peão.
Resumo da ópera: Eles prometem o paraíso e vão entregar o inferno.
É isso que tenho dito - por que vamos ceder nosso território a troco de nada!? Isso equivale a ter nossa carteira batida em plena luz do dia e ainda ter que pedir perdão meliante!!!
Não, não, não, mil vezes NÃO.
Maurício,
Se é bobagem os dados são do IMAZON, IDESP,SEFA e SEPOF.
A questão é que vc aborda o assunto de maneira emotiva e não racional.
Belém e redondeza não perdem com a divisão.
Dados bem conhecidos revelam que os volumes de arrecadação de ICMS produzidos pelos municípios de médio e grande porte no estado estão sendo transferidos indevidamente aos municípios mineradores, que possuem um volume muito elevado de produção desonerada para exportação, não geram arrecadação de ICMS decorrente da produção mineral.
Eles se beneficiam de volumes cada vez mais elevados das cotas de ICMS geradas em outros municípios.
Segundo estudo da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), os municípios que mais perderam receitas em 2008, foram:
Belém (193 milhões), Ananindeua (41 milhões), Benevides (14 milhões) e Santarém (12 milhões).
Não sei pq ningém esta abordando isso.
NA verdade é aquela velha conversa de que tiram tudo do pará.
Maurício esses dados são para análise e gostaria siceramente que fossem contestados com outros números, que nunca aparecem.
Meu voto é pela razão e desenvovlimento da amazonia
Não questionei seus numeros, eles estão certos. Eu questionei seus argumentos.
Belém e região perdem sim com a divisão, como também vão perder Carajás e Tapajós e como vai perder o resto do Brasil. A máquina pública vai ser enxugada ao máximo, mas o salário de políticos "trabalhadores" e "honestos" como Tião Miranda, Maria do Carmo, Lira Maia e outros vai sempre chegar em dia.
Marabá já é a 4ª cidade mais violenta do BRA e provalvelte a elite local deve culpar a cidade de Belém: Marabá não tem policiais por causa de Belém, não tem professores por causa de Belém, não médicos por causa de Belém... Então para que servem os políticos locais? Só para receber salário?
Se esses políticos locais tivessem ido à Brasília correr atrás de verbas para aplicar no que realmente importa ao invés de gastar tanta disposição em rasgar o estado e de serem tão corruptos não se precisaria gastar tanto dinheiro neste plebiscito.
Eu, como trabalhador e cidadão Brasileiro, não aguento trabalhar muito para receber pouco enquanto um político não trabalha e recebe R$27mil/Mês + Regálias + passagens + telefone + Auxílio isso + Auxílio Aquilo + mensalão e etc...
Os problemas existem, isso é inegável, mas se 513 deputados + 81 senadores + 27 governadores + 1 Presidente + Y Ministros ladrões não conseguem -por que a maioria não faz questão- resolver os problemas, será que mais uma penca de políticos vai resolver? Olha, eu acho que não!
Eu não gosto de desonestidade e detesto quem é desonesto. Por isso, a resposta será dada nas urnas...
Isso, Maurício!!! Vamos dar a resposta nas urnas aplicando uma goleada na pretensão dos separatistas!!!
O mal triunfa quando homens bons falham. Nós não podemos falhar nesta hora.
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