Divisão do Pará, o que o povo ganha com ela?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Todo o Pará sabe que sou contra a divisão territorial, mas aqui para nós, até agora não me empolguei com os debates. Se você ouve os que defendem a união, a integralidade e unidade territorial, eles dizem que a divisão não resolve o problema da população, no que estão certos, não resolve mesmo.

Os favoráveis a divisão, por seu turno, argumentam que o Pará é grande e que os governos não administram para todo o território, deixando parcelas enormes do Estado ao léu, completamente abandonadas a própria sorte, no que estão cobertos de razão.

Concordo com os diagnósticos traçados pelos dois lados, mas o que me deixa frustrado é o fato que nem um dos grupos veio até aqui apresentar soluções convincentes. Eles tem marca, tem marketing, marqueteiros, frentes legalizadas, CNPJ, mas até agora não apresentaram qualquer proposta capaz de dar garantias ao povo. Se votarmos pelo Pará unido a vida vai melhorar? Se votarmos pela divisão, teremos governos e políticos mais preocupados com os nosso problemas? O Governador, por exemplo, não dá uma palavra, acha que ficando calado, figindo-se de morto, vai comer alguém. Será?

Quando olho os que se arvoraram coordenadores dos diversos movimentos, não vejo ,em nenhum deles, história política que garanta ao povo um novo destino. Vou observar ainda mais, conversar com meus amigos e esperar os comentários de vocês. Quem sabe acende uma luz no final deste túnel.

5 opniões:

Anônimo disse...

Zé,

Concordo com você quanto aos dados que nenhuma das frentes apresenta.

Agora algo é certo, ficar como esta, fica no mesmo, se dividir temos ao menos uma possibilidade de desenvolvimento para as regiões e para a amazônia.

1 – A divisão do estado será benéfica sim para todos, pois o novo Pará terá de volta os recursos desviados do icms para o sul, sudeste e oeste.

Observe os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN):

Os municípios que mais perderam receitas em 2008, foram:

1º Belém (193 milhões),
2° Ananindeua (41 milhões),
3º Benevides (14 milhões) e
4º Santarém (12 milhões).

Zé, a receita estimada para 2011 do estado do Pará é de R$ 11.584.774.843. Os royalties da mineração estão estimados em R$ 18.535.580,00.

Cerca de 0,16% da arrecadação do estado.

S você ler os dados elaborados pelo IDESP, talvez mude de opinião.Assim, como eu, mas vamos lá:

Retrato da Divisão do Estado:

1 – Carajás teria mais de 150 milhões de reais para investimentos em seus 39 municípios (média de R$ 3.8 milhões / município);

2 – Tapajós com R$ 19,4 milhões para investir em seus 27 municípios (média de R$ 720.000,00 / por município); e

Pará, remanescente, com R$ 1.082 bilhões de investimento para seus 86 municípios (média de R$ 12 milhões de reais / município)

Acho que estes dados são mais que suficientes para justificar a separação.

Quanto aos políticos e suas características não tão republicanas, acrdedito que todos temos que nos empenhar mais na conscientização de nosso povo para escolhermos melhores representantes.

Anônimo disse...

Todos tem razão, porem todos estão errados, mas infelizmente temos nós, que escolher um lado!
O Pará é grande, sim isso é, porem não é difícil gerir um estado grande, portanto, como defendo o Não, vou aqui dar algumas sugestões para o pós plebiscito!
1º Enxugamento da máquina pública, valorização do servidor do Estado.
2º Ampliação efetiva e real do sistema de distribuição de banda larga de Internet e Celular para todo o estado.
3º Criação de frentes de trabalho nas cidades de IDH muito baixo.
4º Ampliação do sistema judiciário paraense, revitalização do sistema de segurança no interior do estado.
5º Mudança de pensamento produtivo, sai o Pará Agrícola e entra o Pará turístico e preservacionista!
6º Ampliação da Universidade do Estado para o interior, com cursos itinerantes para cidade de pequeno porta mas que ficam distantes de centros maiores.
7º Aumento efetivo de hospitais de média e alta complexidade nos interiores do estado.
8º Politica de escoamento de produção, com incentivo a exportação para dentro e fora do Brasil.
9º Novo olhar para a cultura paraense, sai os personagens e entra o povo com suas legitimas manifestações culturais como foco cultural do Estado.
10º Maior fiscalização por parte dos Órgãos de controle, em relação as Prefeituras do Interior do Estado.
11º Ensino Técnico integrado ao médio, principalmente no sul do Pará!
12º Renovação politica!
13º Politica de conservação de estradas e vias vicinais no interior do Estado!
14º Descentralização total do estado, tirar o poder da capital e levar aos 04 cantos desse grande Pará!
15º Estudo técnico e sério para se analisar a possibilidade de mudança da capital paraense!

Essas são minhas propostas para o dia após o plebiscito.
Eu quero um novo Pará, não um Pará Tucano ou Petista, mas um Pará para seu Povo!


Jhony Santos
Presidente do PV Marituba
Sou Não Até o FIM!

Mauricyo disse...

Os problemas existem, isso é inegável. Falta de infraestrutura é existe em Belém, Santarém, Marabá como na maioria esmagadora das cidades do BRA. É sim possível administrar um estado do TAMANHO do Pará, é só ter qualidade política e não quantidade.

São 513 deputados, 81 senadores e 27 governadores. Poucos são os que realmente fazem algo pela população, a maioria, eleita através de conchavos e compra de votos só governa para si mesmo.

Anônimo disse...

Maurício, não sei como os argumentos não são válidos se baseados nos números. O primeiro passo paa o desenvolvimento é a unidade federativa potencializar sua capacidade de gerar receitas e diminuir custeio com a máquina pública.
Tenho apresentado os dados da STN e a pesquisa realizada pelo IDESP (Retrato da Divisão do Estado).
Quando cito os problemas com a área de segurança, só para exemplificar, em Marabá é para que as pessoas possam imaginar os custos que nós de da RMB, em especial, pagamos para manter minimamente serviços que poderiam ser aproveitados em nossa região.
Quando cito os dados do IDESP é para que seja demonstrado a capacidade de qual arcar com os problemas e soluções de cada região.
Uma coisa é certa, se vc me permite, ficar como está não muda nada.
Gostaria que todos pudessem refletir e debater os dados para que possamos tomar a melhor decisão.
Gostaria que vc me repondesse o que perdemos (Pará) com a separação?
Quanto de recursos? Quanto de investimento?Quanto de impostos?
Era isso que eu queria saber.
Os argumentos de um projeto ou melhores políticos é um tanto não tangível.
O processo de depuração da política é dialético.
Acredito que isto vem acontecendo, lentamente é verdade, mas acontecendo.
A 20 anos tinhamos que escolher entre sarneis, malufs e outros mais.
hoje ficamos com dilma, serra e marina. Já não avançou?

Anônimo disse...

Depois do furacão Ana Julia e seus 40 ladrões (o Chico da Pesca já foi) os separatistas tem razâo em dizer que o Estado é ausente lá na região. O Estado só foi presente para os ladrões do PT. Vide Semma, Puty, Chico da Pesca, Hangar, etc, etc.

 

Posts Comments

©2006-2010 ·TNB