O presidente Jarbas Vasconcelos, da OAB – Pará, abrirá o debate em Fevereiro sobre o complexo hidrelétrico de Belo Monte.
A OAB primeiro ouvirá as entidades da sociedade civil e setores interessados e depois o Conselho Estadual será convocado a se posicionar.
Vai ser um momento importante para tirar dúvidas e esclarecer questões. Da minha parte, como presidente da Comissão de Meio Ambiente, apoio o debate, uma vez que hidrelétrica, embora importe em impacto ambiental inevitável, é uma forma limpa de produzir energia.
É sempre melhor ter uma hidrelétrica do que sujarmos nossa matriz energética, como queria a Vale do Rio Doce, construindo uma termoelétrica, movimentada a base de carvão mineral, no município de Barcarena.
Precisamos, porém, resolver algumas pendências: o que fazer com a população ribeirinha, incluindo os indígenas, atingidos pela obra? Como será a compensação para os municípios que sofrerão o impacto da obra de construção civil, que absorverá vinte mil trabalhadores? E como o Estado do Pará será compensado, pois a energia produzida será toda exportada para outros Estado com o imposto desonerado?