No 33o Encontro dos Produtores Rurais, promovida pela FAEPA, foi aprovada uma nota de repúdio contra a campanha que o Ministério Público Federal lançou, denominada “carne legal”.
Os produtores dizem que são contra produzir carne a custa de desmatamento e trabalho escravo, e que tudo fizeram para atender o TAC assinado com o MPF, classificando a campanha de injusta e desleal.
A campanha “carne legal” generaliza e prejudica aqueles que estão atendendo as leis trabalhistas e ambientais, além de colaborar com os países exportadores concorrentes.
O que a Irlanda não conseguiu em um ano, o MPF consegui em uma semana, diz um produtor.
Hoje, pela manhã, a Governadora e o Ministro da Agricultura conversam com produtores e prometem uma ação contra a inciativa dos Procuradores Federais.


3 opniões:
Não podemos justificar essa matança baseados na
idéia de que ela é “natural” porque os humanos
comem animais há milênios. O fato de estarmos
fazendo uma coisa há muito tempo não quer dizer que
essa coisa seja moralmente boa. Os humanos foram racistas
e machistas durante muitos séculos, e agora reconhecem
que o racismo e o machismo são imorais.
Não podemos justificar essa matança como necessária
para a ecologia global. Há um crescente consenso
quanto ao fato de que a criação de animais para
comida é um desastre ambiental.
Segundo a FAO, a criação de animais para comida é
responsável por mais emissão de gases do efeito estufa do
que o uso de gasolina em carros, caminhões e outros
veículos.
A pecuária utiliza 30% de todo o solo do planeta,
incluindo 33% das terras cultiváveis, usadas para produzir
comida para os animais explorados nessa atividade.
A criação de animais para comida está resultando na
devastação das florestas para criar novas pastagens e
numa grave e extensa degradação do solo, que sofre
compressão devido ao pastoreio excessivo, além de erosão.
A criação de animais para comida é uma das principais
ameaças aos recursos hídricos mundiais, cada vez mais
escassos. É preciso um imenso volume de água para
produzir alimento para esses animais. O pastoreio
excessivo em várias partes do planeta atrapalha os ciclos
da água. A criação de animais para comida contribui
significativamente para a contaminação aquática.
Os animais consomem mais proteína do que produzem.
Para cada quilo de proteína animal produzida, os animais
consomem, em média, quase 6 quilos de proteína
proveniente de grãos e forragem.
São necessários mais de 100.000 litros de água para
produzir 1 quilo de carne e aproximadamente 900 litros
para produzir 1 quilo de trigo.
http://www.abolitionistapproach.com/media/pdf/ARAA_Pamphlet_Portuguese.pdf
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