Entrevista de Almir Gabriel

segunda-feira, 21 de junho de 2010

No Diário do Pará desse domingo (19) estava publicada a entrevista que o ex-governador Almir Gabriel concedeu a jornalista Rita Soares falando sobre eleições 2010 e da decisão de apoiar o candidato Domingos Juvenil.

Um destaque para entrevistadora, belo trabalho jornalístico da Rita, o texto está maravilhoso e, como sei que Dr. Almir é exigente, deve ter reproduzido integralmente a vontade do ex-governador.

De tudo que foi dito é essencial responder a seguinte pergunta: Almir Gabriel ao lado de Domingos Juvenil altera o quadro eleitoral paraense?

Com certeza o ex-governador ainda tem força eleitoral e política capaz de influenciar no quadro eleitoral, mas para conseguir isso terá que apresentar Juvenil e dizer porque ele é uma alternativa a Simão Jatene e Ana Júlia.

Almir está centrando seu debate na construção de uma modelo econômico que retire do Pará a condição de Estado fornecedor de matéria prima, e para alcançar resultado, na visão de Almir, é necessário o enfrentamento à Companhia Vale do Rio Doce.

Almir diz que Ana Júlia é subserviente e Jatene é empregado da  Vale. Resta agora Almir provar que tanto Juvenil como Jader ou o PMDB tem alguma isenção em relação a Mineradora.

Na eleição de 2006, por exemplo, Jader Barbalho declarou uma arrecadação oficial de campanha de R$ 1.880.162,00, dos quais cinquenta por cento doados por empresas mineradoras (Às Claras), incluindo a Companhia Vale do Rio Doce, que doou através do Comitê Financeiro do PMDB.

Este fato por si só não prova a vinculação ou submissão do PMDB à Vale, mas para não deixar qualquer dúvidas bem que podia ser explicado. Eu acho!

2 opniões:

Anônimo disse...

Quem vai acreditar no Dr. Almir nessa altura do campeonato? Como ele pode apresentar um candidato do PMDB, portanto do Jáder, com quem ele rompeu e combateu nos últimos anos? Ora, francamente. Acho que por essas e outras da classe política, inclusive você Zé Carlos, que o Pará perde. Não se tem um projeto claro para se apresentar para que a sociedade paraense saia desse marasmo e atraso histórico e sócioeconômico,da condição de colonialismo imposto pelo centrosul do País e pelo capital estrangeiro instalado e explorando a torto e a direito nossos recursos naturais. E, pior, com a anuência e a cara de taxo dos políticos que só sabem olhar pros seus umbigos. Não se apercebem no contexto e portanto perdem a oportunidade de interferir no processo em favor do Pará. Uma pena. Nessas horas precisaríamos aproveitar a ocasião para propor um caminho diferente para o Pará e seu povo, e não ficar discutindo alianças espúrias e viciadas.

Anônimo disse...

concordo com o primeiro comentário,penso que temos que ter um cenário político sem vicios e renovado com propostas concretas para o desenvolvimento econômico e social do nosso estado do pará.Francamente zé carlos lima sou um cidadão que se coloca favorável ao desenvolvimento do pará , mais não a qualquer custo.sou atento as questões ambientais e econômicas e não compreendo algmas pessoas filiadas ao PV/PA, e concorrendo a cargos públicos com a sigla deste partido, penso que podemos ter sim como desenvolver sem destruir o meio ambiente,e gosto das colocaçôes pertinentes que você coloca em relação ao meio ambiente de maneira simples e objetiva.diferentemente de pessoas desculturadas que infelizmente fazem parte do PV/PA que não somam com o partido,(caciques sindicais históricos, entende ???????)

 

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