Comissão aprova lista fechada para eleição de deputados e vereadores

terça-feira, 29 de março de 2011

Se aprovado no Senado, sistema define que eleitor votará em candidatos escolhidos pelo partido; bancada tucana se absteve e promete apresentar emenda para defender outro modelo

29 de março de 2011

Andrea Jubé Vianna, da Agência Estado

A Comissão Especial de Reforma Política no Senado aprovou nesta terça-feira, 29, a adoção do voto proporcional com lista partidária fechada nas eleições proporcionais, ou seja, para deputados federal, estadual e vereadores. A proposta obteve nove votos, contra sete que defendiam o voto majoritário para deputados, conhecido como "distritão". A bancada tucana e o senador Pedro Taques (PDT-MT) se abstiveram.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) esclareceu que seu partido apresentará emenda para defender o voto distrital misto, com lista aberta (para os representantes dos distritos) e fechada (para os indicados pelos partidos), quando a reforma chegar ao plenário do Senado.

O líder do PT, Humberto Costa (PE), e a senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) encabeçam o grupo vencedor, favorável à manutenção do voto proporcional para deputados, porém com lista pré-ordenada, elaborada pelos partidos. O argumento dessa corrente é de que somente esse modelo seria compatível com o financiamento público das campanhas, defendido, principalmente, pelo PT e pelo PC do B.

Os senadores contrários a esse formato acham que as listas partidárias restringirão o ingresso de novos nomes à vida pública, já que terão espaço, apenas, para lideranças e apadrinhados dos caciques partidários. Para evitar que isso ocorra, Costa defende a aprovação de regras democráticas para elaboração da lista, a serem fiscalizadas pela Justiça Eleitoral.


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2 opniões:

Julio Martinelli disse...

Para a fácil aprovação sugerem o voto distrital misto, mas o modelo ideal é o distrital pleno, pois é totalmente compatível com o financiamento público, sobre os críticos que argumentam sobre a falta de estimulo a novos interessados na política, pode ser resolvido com o fim da reeleição e limite de mandado por cargo.

Adilson Matos disse...

Minha opinião, o modelo mais adequado seria o modelo distrital puro, pelo qual os candidatos são eleitos pelo sistema majoritário, ou seja: Os mais votados ganham a eleição. Se de todos os pontos polêmicos esse fosse o único aprovado já seria uma vitória para o povo brasileiro.
O modelo de sistema eleitoral proporcional com lista fechada significa que o eleitor não votará mais diretamente no candidato e sim no partido político. Se o intuito é fortalecer o Partido Político, se os partidos estão com receio de que o se perca a sua importância, pois o voto seria do candidato e não do Partido, coisa que já acontece há muito tempo, ou seja, poucas pessoas votam em alguém porque ele é desse ou daquele partido, as pessoas votam é no candidato. Agora, se os partidos querem ficar fortalecidos, o que eles devem fazer é lançar candidatos sérios, honestos, trabalhadores, com ficha limpa e não um Tiririca ou um Romário.
Felizmente, esse modelo não é consensual e deve provocar polêmicas quando chegar para votação no plenário do Senado.

 

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