A imprensa e a política no Pará

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

As relações políticas e desta com a imprensa paraense continuam a guardar relações colonialistas que remontam priscas eras. Enquanto o mundo evoluiu para a diversidade, aqui teimamos em ter apenas dois lados, dois jornais e duas versões para um mesmo fato.

Os operadores de direito dizem que todo fato tem pelo menos três versões, a minha, a sua e a verdadeira, mas no Pará os fatos ganham apenas a versão do governo e a versão da oposição. Para o Governo e sua propaganda oficial tudo vira maravilha. Para oposição nada presta e deve ser derrubado.

As mortes de bebês na Santa Casa aconteceram durante o Governo Ana Júlia e viraram peça de propaganda negativa por parte de Jatene. No Governo Jatene os bebês continuam morrendo. A imprensa paraense reagiu igual nos dois momentos. Um jornal atacou e o outro buscou amenizar os impactos negativos das mortes.

Neste domingo o Governo deu ao jornal que amenizou os impactos quatro páginas de propaganda oficial que devem ter custado o olho da cara. Em resposta, o outro jornal publicou uma entrevista do principal adversário do Governador de plantão.

O povo, de concreto, ficou com os cadáveres dos infantes para prantear e a sensação de que é o único culpado por sempre escolher errado os seus dirigentes.


zecarlosdopv@gmail.com

8 comentários:

Anônimo disse...

Calma meu Zé, o teu DAS está na forma! Que falta faz um DAS, quando morreram mais de 50 crianças na Sta. Casa no desgoverno da Ana Judas, não vi meia linha no teu blog.

José Carlos Lima disse...

Você confirma a minha tese de que as pessoas aqui quando falam ou apontam um erro é porque desejam algum calaboca.

Anônimo disse...

Isto é verdade, verdadeira, voce fala mal do Jatene porque ainda não arrumou DAS, quando sair o seu voce vai todo o dia elogiar-lo! Meu Zé, porque teu blog não noticia mais nada desta tal de OAB? Voce notou que estava tentando fazer uma defesa do que somente voce achava certo? Quando vamos ter a marcha contra o que acoteceu na OAB? Nesta eu vou, nem que seja de muletas!

Anônimo disse...

A tese esta confirmada, como ter emprego do Governo e esculhamba-lo? Só doido faria uma coisa destas!

José Carlos Lima disse...

Eu não falo mal de Jatene e de ninguém e não estou atrás de DAS. Faço política para defender aquilo que eu acredito.
O que escrevo aqui não são críticas pessoais a ninguém. Pouco me importa o que acontece na vida pessoal do Jatene desde que isso não interfira na vida pública do povo do Pará.
Quanto a direção da OAB continuo acreditando nos advogados que elegi e tenho certeza que tudo vai ser esclarecido.

Anônimo disse...

José, como defender onde se falsifica assinaturas?

José Carlos Lima disse...

A OAB é uma instituição séria e como instituição ela nunca poderia ter falsificado assinaturas. A Diretoria também não falsificou assinatura. Quem fez foi demitida e aberto um procedimento apuratório. O que mais deveria ser feito que já não foi providenciado?
A OAB é muito importante e deve ser defendida por todos os cidadãos.

Anônimo disse...

Olha aí o que fez um dos prepostos da gang do Jader Barbalho, quando trabalhava no Governo do Tocantins:


Justiça tocantina processa secretário do Pará

Atual Secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional do Pará, Márcio Godói Spíndola responde a processo no Juízo Criminal de 1º Grau de Palmas (TO) por suposto desvio de documentos públicos da Secretaria de Habitação do Estado do Tocantins, da qual era titular até ano passado. A denúncia envolve ainda o então Superintendente de Habitação do Estado, Luiz Cajazeira.
Por conta de notícia dada pela Srª. Rita de Cássia Rodrigues Pereira, de que em residência situada Capital haveria diversas caixas contendo documentos oficiais pertencentes à Secretaria Estadual da Habitação, foi determinada pelo Judiciário uma busca e apreensão nas casas identificadas como pertencentes a Márcio Spíndola e Luiz Cajazeira.
Contudo, diante da circunstância de ambos os envolvidos possuírem, à época, no exercício de suas funções, o chamado foro privilegiado, o juiz de primeiro grau reconheceu de ofício a incompetência do juízo e encaminhou os autos ao Tribunal, onde foram recebidos pelo Desembargador Moura Filho no plantão judiciário. A busca e apreensão foi deferida.
De acordo com o Diário de Justiça do Estado de Tocantins, de 22/03/2011, recebidos os autos a Procuradoria de Justiça manifestou-se pela remessa deles ao Juízo Criminal de 1ª Instância, “considerando a perda de foro privilegiado do representado Márcio Godói Spíndola”, o que deve ser feito conforme decisão publicada no Diário de Justiça de 27 de agosto em curso

http://quaradouro.blogspot.com/2011/08/justica-tocantina-processa-secretario.html

 

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