O que um prefeito de Belém precisa fazer para tornar Belém uma cidade boa de viver?

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tenho pensado como responder esta pergunta, não para minha satisfação pessoal, mas para ajudar no debate, uma vez que estamos nos aproximando do período eleitoral, no qual escolheremos o novo prefeito de Belém, o prefeito dos quatrocentos anos de fundação da nossa Cidade Morena, Metrópole da Amazônia.


O PV terá candidato no primeiro turno, outros partidos também lançarão os seus e é bom que lancem, pois quanto mais opção tiver, melhor para democracia. Cada candidato, com certeza, apresentará suas propostas para uma Belém boa de viver, mas antes de escolher o candidato é necessário que a sociedade se posicione sobre questões que deseja ver resolvido em curto, médio e longo prazo.

Belém é uma cidade cheia de ilhas, com uma pequena faixa continental, bastante tumultuada, onde moram e vivem mais de cinqüenta por cento de toda população e com as principais atividades econômicas acontecendo nesta área de, num raio de seis quilômetros, correspondente a primeira légua patrimonial.

No meu tempo de menino, minha mãe sempre ia “lá em baixo”, todos, na minha infância, iam “lá em baixo”. Ir “lá em baixo”, era ir ao comércio, ao Ver-o-peso. Só que a Cidade possuía pouco mais de seiscentos mil habitantes. A Cidade cresceu, aumentou o número de seus habitantes, mas as pessoas continuam se dirigindo para uma só região da Cidade.

O primeiro compromisso que devemos exigir dos nossos candidatos deve ser o planejamento urbano e a distribuição espacial dos seus moradores e de suas atividades econômicas e sociais. Uma medida que devemos adotar é a da transferência de órgão público que podem deixar a região central da cidade e serem deslocados para outros pontos, diminuindo o fluxo de pessoas, de carros e o trânsito.

Os nossos antepassados concentram as sedes dos poderes na Praça D. Pedro II. Ali ficava sediado o Executivo, o Legislativo, o Judiciário, o Ministério Público e a sede do Arcebispado. O poder executivo, o judiciário e o eclesiástico saíram daquela região, mas o Legislativo e o Ministério Público continuam por lá. Faz-se, então, necessário que estes remanescentes sejam convencidos a, planejadamente, construírem seus espaços em outras áreas da nossa cidade, contribuindo com o novo planejamento urbano coletivamente aprovado.

O segundo grande compromisso é com a qualidade do serviço público. A Prefeitura de Belém deve funcionar como uma empresa moderna, ágil, eficiente e econômica. Não dá mais para termos um serviço público tão inoperante e caro do jeito que é. Cai uma árvore não tem equipamento para retirá-la. Apaga um sinal de trânsito fica dias a espera de reparo. Os postos de saúde funcionam mal. As praças e ruas são mal cuidadas. A iluminação pública é deficitária. A coleta e tratamento de resíduos são de antigamente.

Tomando estas duas medidas de base estaremos prontos para as novidades e criatividades que só uma campanha eleitoral é capaz de produzir. Termino dizendo que não estou me candidatando, apenas sou cidadão belemense há 53 anos e tenho direito de dar meus pitácos.

8 opniões:

Anônimo disse...

Zé, quando não se está governando tudo se torna facil e com mil idéias, idéias as vezes de girico, mas no fundo idéias. Voce quando estava numa boa com o Duciomar voce foi até dono da SEMMA e pelo que foi noticiado voce fez uma direção como as dos outros, nada, nada mesmo em beneficio do nosso povo. Zé é muito facil resolver os problemas quando não são nossos. O que voce fez na SEMMA e o seu partido quando foram donos no governo passsado da Estação das Docas e Mangal das Garças a não ser deixar dividas?

José Carlos Lima disse...

Eu resolvi postar seu comentário com acusações contra o meu partido. Você comete um engano ao dizer que fomos donos do governo. Não, não fomos dono de governo algum.
Não votamos e não elegemos Ana Júlia. Um ano após iniciado o Governo de Ana, ela nos convidou para participar da base aliada. Passado algum tempo, no ofereceu a administração da Para 2000 e da IOEPA. Recebemos o órgão e avisamos a Governadora que o custo de manutenção era alto, principalmente pelo Mangal das Garças. Propusemos que o parque de aves fosse deslocado para outro órgão do governo ou transformado em uma fundação de pesquisa em aves. Mas isto não aconteceu e a Para 2000 que já recebemos com dividas aumentou ainda mais o seus passivo. Mesmo assim conseguimos promover muito a Estação das Docas e o próprio Mangal.
No caso da Semma fui secretário por apenas um ano. Neste curto espaço, recebi um órgão que cuidava apenas de grama, tudo com empresas tercerizadas e devolvi o órgão com um programa ambiental de fato, inclusive com o funcionamento do Conselho Municipal de Meio Ambiente funcionando, com a retomado do programa municipal de educação ambiental, com o forum das ilhas de Belém, com as mangueiras todas com manutenção em dia, construi novas praças. Sai de lá para ser candidato a vereador e a equipe que me substitui deu continuidade, nos programsd que deixamos, incluindo a manutenção da arborização, tanto é assim que enfrentamos um poderoso inverno sem queda de árvores.
Estou a sua disposição para qualquer esclarecimento.

Anônimo disse...

Zé, projetar todos nos projetamos e não saimos do lugar. Este negocio de projetos e comissão e coisa de gente que não quer fazer nada. Quando se quer fazer, mesmo que seja na marra se faz.

José Carlos Lima disse...

Não foram projetos apenas, foram coisas concretas na área ambiental. O Duciomar deu a SEMMA para o PV, mas desprestigiou ao ponto de não comparecer em nem uma inauguração, como a do Parque Ecólogico de Belém no Conjunto Médici, uma obra de quatro milhões de compensação ambiental.

jcsoliveira_uema@hotmail.ccom disse...

Sr. José Carlos,do PV, neste primeiro momento gostaria de elogiar pelo tema, ("O que um prefeito de Belém precisa fazer para tornar Belém uma cidade boa de viver?") pela interrogação e pela preocupação com o futuro da nossa Cidade.
Tecer comentários sobre os problemas de Belém é muito fácil, pois muias ideias despontam a cada instante, mas resolvê-los de forma a amenizar os problemas do nosso povo, acredito, paracem muito difíceis, é o que temos acompanhado a cada 4 anos,no decorrer do mandato dos nossos representantes. Isto tem nos levado a crer que existem há mais de 400 e ninguém, até agora,teve a capacidade de resolvê-los com muita garra e coragem. Como exemplo, temos o problema das baixadas e a necessidade de usinas de beneficiamento de lixo.
Enfim, como cidadão, vejo a necessidade de um representante compromentido com o seu povo, caminhando como ele, metendo o pé na lama, tomando água de poço, acompanhando os problemas da cidade. Não adianta mais eleger um representante de gabinete, que anda de carrão, não sai na chuva e não anda de ônibus.
O pensamento do povo é outro e é nosse ponto que quero chegar. o Povo precisa participar do governo. Precisa de oportunidade e de trabalho. O Povo quer trabalhar em conjunto, mas precisa de um representante que esteja ao seu lado, não apenas para representá-lo, mas para, com ele, resolver os problemas da cidade. Não adianta, fazer uma reunião publica se o povo não tem a oportunidade falar, não é ouvido e tudo fica como está.
Caminhamos para uma nova fase e nesse novo processo democrático, o nosso povo está mais exigente, mais observador, mais atento aos detalhes das propostas. Precisamos ouvi-los. Precisamos, entende-los e ajudá-los. A necessidade do nosso povo está nas suas decisões, nas suas propostas e nas boas ideias que não são atendidas pelos nossos representantes. E olha que são tantas essas ideias. Muitas delas constroem uma nova forma de viver. Basta vontade política. Basta compromisso!
Quero aproveitar esse momento de boas ideias para expressar minha indignação pela ausência da imprensa, das nossas autoridades e dos nossos representantes no 1º Passeio Ciclistico Ecológico, realizado no dia 05/06, Dia do Meio Ambiente, no Distrito de Mosqueiro. Um momento que reuniu todas as dificuldades e que contou com apoio maior da iniciativa privada e com ausência da SEMMA. O evento ocorreu graças ao meu esforço pessoal e até mesmo pagando taxa à CTBEL.
O comentário justifica o anseio do nosso povo e é perto dele que estou. É para ele as boas ideias e é por ele que faço a diferença.
Mosqueiro é minha casa e aquele povo minha gente.
José Carlos da S Oliveira
e-mail: jcsoliveira_uema@hotmail.com
blog:
http://blogdoprofessorjosecarlosoliveira@hotmail.com
Imagens do passeio ciclistico:
http://passeiociclisticoecologicodemosqueiro.blogspot.com

Anônimo disse...

Caro Zé Carlos, o que tu esperava de um sujeito que até falsificou um diploma de médico, Zé eu dou mais valor a mer... do que este tal de Duciomala (sem alça).

Anônimo disse...

Zé Carlos, porque voces politicos só acham que o chefe não presta quando perdem a boca? Voce mesmo dizia primeiramente que o Jatene era o melhor Governador que o Estado teve e o falsário Prefeito o "Oftalmologista" Duciomar suplantava o Antonio Lemos, como agora voce diz que ambos não prestam? O que mudou voce ou os Dirigentes?

Anônimo disse...

José Carlos, até pouco tempo tu foste Governo e eras da SEMMA neste governo fajuto do Duciomar. Porque tu não pregaste estas ideias naquele momento? Parece que voces quando estão no governo é simplesmente para descolar dinheiro e prestigio pois não é facil ganhar fora o que ganha um Secretário. José, voce que já passou por varios partidos politicos o que voce fez para reverter esta situação?

 

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