Farra com o seu, com o meu e com o nosso dinheirinho

Assembléia Legislativa promove um festival de gastos ilegais, uma grande farra com dinheiro público. É o que se conclui após acessar a aba da transparência no site do Poder Legislativo paraense. O próprio portal anuncia uma transparência opaca. Nele só é possível conhecer as despesas de um único trimestre de 2010, aquele que vai de junho a setembro, os demais trimestres apenas os deputados tem acesso. Onde está a tal de transparência?
Manuseando apenas os três meses disponíveis, verifica-se que os deputados dispõe de salário, verba para contratar acima de trinta assessores, verba indenizatório, tiquets combustível, carro, celular, telefone fixo, gabinete e, pasmem, convênios, dizem que para ter acesso a este benefício, depende de amizade com o presidente da Casa.
Estou esperando a reação do deputado Edmilson Rodrigues, pois ele deve ter ficado surpreso com tantos benefícios criados entre 1983 e sua volta ao parlamentar. Edmilson foi deputado de 1983 a 1994. Eu que ainda fiquei até o ano de 1998 estou alarmado, imaginem Edmilson?
Na época em que ambos exercemos os nossos mandatos, um deputado tinha o carro, o gabinete, três assessores e uma cota para telefone e xerox, caso ultrapassasse a cota, o excesso era descontado direto no contra-cheque.
A diferença entre o ontem e o hoje é gritante. Então o que justifica este aumento descomunal dos benefícios ilegais que se deram os atuais deputados? Se comparado as legislaturas e a produção legislativa em favor da população os atuais deputados perderão de goleada, garanto.
Tenho certeza que Edmilson não concordará com a farra legislativa, logo ele que foi autor da proposição que acabou com a hora extra parlamentar e que foi um dos responsáveis, junto com a bancada do PT, pela devolução de dinheiro de convocação de período legislativo ilegal pelo então Governador Jader Barbalho.
Da minha parte resta protestar aqui do Blog e, nos próximos dias, fazer uma analise das despesas, mostrando, por exemplo, quanto foi gasto apenas para "readequação de espaço", ou quanto de dinheiro foi transferido para uma pequena empresa de Altamira. Aguardem.
 

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