Romper a maldição dos recursos naturais

sexta-feira, 7 de maio de 2010

“O Estado do Pará, como já falei neste Conselho, tão pródigo em promover riquezas para outras regiões e grandes corporações, 6º maior estado exportador, exportando dez vezes mais do que importa, 3º maior saldo comercial, está condenado ao ciclo econômico extrativista, participando com apenas 1,7% da riqueza nacional – e o mais grave, detendo os piores índices sociais, dentre os 27 estados brasileiros, é o 23º  no PIB per-capita e o 19º e0 renda per-capita, sendo o 16º em IDH (índice de desenvolvimento humano)” (Lutfala Bitar durante a 24ª reunião do CDES)

No final deste discurso, o empresário Lutfala Bitar propôs que “mediante Lei Ordinária, se altere a alíquota do setor mineral e promova-se adequações ao produtor de energia elétrica”.

O pronunciamento do Conselheiro do CDES cai bem agora diante da implantação do Projeto Belo Monte e da venda da planta de alumínio da Vale.

O lamentável disso tudo é que a maioria dos nossos representantes não tenham acumulo de conhecimento e interesse para entender o que significa defender essas propostas. Preferem, ao contrário, defender seus interesses particulares e obtusos.

Propus ao empresário Lutfala que nesta próxima eleição unamos setores esclarecidos da sociedade local, empresários e trabalhadores para qualificar o debate, deixando excluídos aqueles que nada tem a contribuir para nos livrar da maldição previstas pelo economistas Joseph Stiglitz.

2 opniões:

Anônimo disse...

TRANSPARÊNCIA, JÁ, ANA JÚLIA!
Postado por Ronaldo Brasiliense
Sex, 07 de Maio de 2010 17:13
Ronaldo Brasiliense

É completamente estéril essa discussão a respeito da destinação dos sete volumes de denúncias encaminhados à Assembléia Legislativa do estado pelo ex-auditora geral do estado, Tereza Cordovil.

É claro que as auditorias devem ser divulgadas. Aliás, a governadora Ana Júlia Carepa (PT/DS) deveria ter feito isso há muito tempo caso tivesse alguma preocupação com a transparência de seu governo.

E ainda aparece o deputado estadual Carlos Bordalo (PT) anunciando, em tom de ameaça, e chantagem explícita, que as auditorias pegam também o governo do tucano Simão Jatene. Ora bolas, se o governo da Ana Júlia auditou o governo de Simão Jatene, e descobriu falcatruas e roubalheira onde quer que seja, tem a obrigação de divulgar. Ou peca por prevaricação, que é crime. Ou acusa ou dá um atestado de bons antecedentes.

O que não pode é o governo do PT tentar esconder essas auditorias, principalmente agora, depois de toda a publicidade em torno delas. Se tentar empurrar o lixo para debaixo do tapete, vai ser muito pior. Sonegando as informações ao público, parece que o governo de Ana Júlia tem algo a esconder.

É como se reconhecesse que houve irregularidades nos contratos sem licitação feitos pela Sespa, que houve falcatruas nos convênios sem licitação feitos pelo estado com o Hangar, que houve roubalheira e superfaturamento nos kits escolares da Seduc e imoralidade nas contratações de mais de dois mil assessores especias.

Vamos lá, governadora Ana Júlia, dê publicidade às auditorias feitas em seu governo.

Transparência, já!

www.oparaense.com.br

José Carlos Lima disse...

Ronaldo
O que essa senhora Terezinha fez é um crime inominável.
Primeiro se ela havia encontrado irregularidades teria, por obrigação do cargo, que ter tomado providências; Se não tomou providências prevaricou.
Se encontrou inconsistencias e não notificou os reponsáveis para manifestação e defesa descumpriu o sagrado direito do contraditório.
Se encontrou inconsistência que depois da manifestação se transformaram em irregularidade, por que não comunicou o TCE em primeiro lugar?
Por fim fica claro que houve uma manobrar criminosa dela e dos deputados (honesto) para tirar proveito de informações sabe-se lá obtida de que forma e por qual meio.
Vamos com calma, transparência é transparência e chantagem política as véspera de eleição é outra coisa.
A Auditoria do Estado é um órgão preventivo responsável por corrigir os erros administrativos antes. Ela faz parte do sistema de controle interno. Levante os realtórios dos outros Governos, todos tinham problemas para serem sanados.

 

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