Carros, um monte deles.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Belém está enfrentando um montão de problemas derivados do aumento de sua frota de veículos. Foram mais de 100 mil carros novos que passaram a circular pela cidade causando transtornos que vão desde os enormes engarrafamentos até os problemas de vagas para estacionar.

Nas cidades européias os governos, mediante o problema das mudanças climáticas, cria regras que dificultam a vida de quem usa o carro como transporte unipessoal, estimulando e implantando bons serviços de transporte público.

Aqui, ao contrário, estamos nas mãos das montadoras e de um presidente da República, ex-presidente do sindicato de metalúrgico do ABC paulista, celeiro dessas empresas, que viveu parte da sua vida enfrentando o desempregos ocasionado pela desaquecimento nas vendas de veículos, por isso estimula através de créditos, redução de impostos, as vendas de veículos em todo o país, pouco se importando com os problemas urbanos e ambientais que essa atitude provoca.

Em Belém temos alguns agravantes. A Cidade só tem 35% de área continental, é pouca área para tanto carro. As casas e prédios antigos não tem garagem, razão por que as pessoas usam a rua como estacionamento permanente de carros, as vezes dois por famílias. O transporte público é deficitário, obrigando as pessoas usarem muitos carros que entopem as ruas. As pessoas usam carro em demasia e egoisticamente sem dividir até com membros da própria família. Motoristas de Belém dirigem mal e não respeitam as leis, estacionando seus carros em cima de calçadas, em fila dupla e onde der, achando que tem direito de agir ao arrepio das normas e do respeito a urbanidade.

Resta então as providências severas da Prefeitura e um completo planejamento do trânsito e do transporte, principal o público, que por aqui (plagiando Jader) não é inveja, mas é uma merda.

3 opniões:

Blog do Brução disse...

Zé em primeiro lugar, fiquei sabendo que houve um acidente com você, procede essa informação? Ontem passando por algumas vias de Belém como a Castelo Branco, fiquei pensando, as calçadas são muito grandes, os veiculos ocupam como estacionamentos os acostamentos mesmo com a placa de proibido, acho que estacionamento deveria ser utilizado somente nas vias de maiores espaços como nazaré,etc. e as calçadas deveriam ser um pouco mais recuada.

Yoshi disse...

Enquanto as cidades continuam enchendo de carros, a publicidade ajuda ainda mais na compra de mais e mais...

Wagner disse...

Motivos para Transferir a Capital do Estado do Pará para o Interior do Território
Incremento da densidade demográfica no espaço limitado do Município de Belém, atual capital do Estado do Pará: a localização de Belém tem sua expansão limitada a Oeste pelo Rio Guamá, a Sul pelo Rio Pará, com possibilidade de expansão urbana na direção Leste ilha do Outeiro/Mosqueiro e direção Norte Município de Ananindeua. O aumento da densidade demográfica da Região Metropolitana da Capital é motivador de situações de diversos conflitos: aumento do trânsito de veículos e convivência com pedestres e ciclistas em vias estreitas, com aumento de atropelamentos fatais; aumento das taxas de homicídio, estupro, roubos e furtos; invasões de edificações desocupadas e de espaços vazios; surgimento de assentamentos urbanos sem planejamento o que compromete a prestação de serviços públicos essenciais como água encanada e esgoto, telefonia pública e energia elétrica.
Belém teria seu patrimônio histórico e arquitetônico preservado ante a pressão de construtoras e incorporadoras que constroem torres onde antes existiam casarões antigos. Belém tem vocação para o turismo receptivo, lócus de museus e espaço para grandes eventos, uma cidade portuguesa porta de entrada da Amazônia brasileira.
A nova capital, no epicentro do território às margens do Rio Xingu e próximo a Transamazônica, com possibilidade de saída para o Oceano Atlântico via Rio Xingu/ Rio Amazonas, evitaria os atuais movimentos emancipatórios pelo Estado do Tapajós, Estado do Carajás e Estado do Xingu, e aproximaria os poderes estatais instituídos do interior o que possibilitaria uma gestão territorial equânime, com a melhoria das estradas, portos e aeroportos proporcionando uma melhoria na integração dos Municípios paraenses, com a redução das desigualdades de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre os Municípios, diante de uma sociedade emergente e recém instalada, com reflexo direto na segurança, saúde, educação, previdência, transporte, habitação, segurança alimentar, serviço social, emprego e renda.
Precisamos ocupar o espaço que herdamos de nossos antepassados, conquistado com vigor e coragem. Como o Estado do Pará é região de fronteira, é espaço aberto ao empreendedorismo e a livre iniciativa com amparo da Constituição brasileira. Face os projetos de plebiscito pela divisão territorial que tramita no Congresso Nacional, o Estado do Pará seria reduzido a Ilha do Marajó e ao Nordeste Paraense.
Está em andamento no Governo Federal a decisão de aproveitar o potencial energético da Volta Grande do Rio Xingu. O Canteiro de Obras da Hidrelétrica de Belo Monte daria o suporte necessário a construção de uma cidade planejada, a futura capital, de onde se pensaria o Pará gigante para as presentes e futuras gerações de paraenses.

 

Posts Comments

©2006-2010 ·TNB