Onde estavam os Senadores Paraenses?

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Tudo indica que os três Senadores, representantes do Pará, resolveram ficar na mais completa omissão durante a tramitação do Decreto Legislativo que pode dividir um dos Estado mais antigos e com uma história, somente comparada aos Estados da Bahia e Maranhão.

Não há qualquer registro legislativo de que os três Senadores do Pará se manifestaram ou se fizeram ouvir durante a tramitação do Projeto de Decreto Legislativo nº 52 de 2007, que deu origem a realização de plebiscito para a criação do Estado do Carajás.

O projeto de decreto legislativo foi apresentado em 23/03/2007 pelo Senador Leomar Quintanilha, representante do estado do Tocantins, o mesmo da Senadora Kátia Abreu que, recentemente, propôs uma intervenção no Pará. O Senador Leomar tem amigos e interesses no sul do Pará.

O projeto tramitou na Comissão de Constituição e Justiça - CCJ do Senado e teve como relator o Senador pelo Estado de Roraima, Mozarildo Cavalcante. Aprovada em 04/07/2007 o relatório pela CCJ, a matéria seguiu para apreciação do Plenário do Senado.

No Plenário da Casa a proposta foi submetida a votação e o Senador Álvaro Dias apresentou um requerimento solicitando o reexame da matéria, aprovado em sessão do dia 19/02/2008. No encaminhamento da votação, manifestaram-se os Senadores Artur Virgílio, Tião Viana e Expedito Júnior, nenhum do Pará.

A proposta retornou para o re-exame da CCJ e novamente foi relatada pelo Senador por Roraima Mozarildo Cavalcante que manteve o parecer favorável. Em 2009, como o Senador Mozarildo não mais pertencia a CCJ, foi escolhido o Senador Valter Pereira, Senador pelo Estado do Mato Grosso, como o novo relator, que deu parecer favorável com duas emendas.

O novo relatório, com as emendas, foi aprovado pela CCJ em 03/06/2009 e remetido ao Plenário, onde foi aprovado, extra pauta, em sessão do dia 01/12/2009.

Leia o Decreto aprovado pelo Senador sem nenhum paraense opinar, uma vez que os senadores paraenses não fazem parte da CCJ. image

4 opniões:

Benny Franklin disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Ora, francamente Zé, nós sabemos aonde estavam. Na casa da omissão. Envergonhados e nos envergonhando. Quem cala consente. E olha que o Flexa Ribeiro e o Mário Couto são paraenses da gema! Já o José Nery é cearense e portanto, tanto faz. Mas na verdade eles não fazem idéia do julgamento que a História fará por essa omissão descarada. Eles não querem se indispor com as populações das áreas que pretendem o desmembramento por conta da proximidade das eleições do ano que vem. Ficariam melhores avaliados tanto por eles como por nós, que somos contrários à divisão do Pará, se promovessem desde já um profundo debate político e técnico sobre o tema. Convocando diversos setores da sociedade paraense para opinar. Pior pra eles. Pau neles Zé. Bem Guí.

Anônimo disse...

Meu Caro Zé Carlos vou fazer algumas considerações porque o Pará tem que ser dividido:
1) O EUA tem mais de 50 estados e um distrito federal dem uma area de 9,83 milhões de km² enquanto o Brasil tem 26 estados e um disgtriti federal ema area de 8.514.876,599 km²,
2)O arrecadado que não volta para região e assim como nos sentimos algumas vezes colonias do eixo Rio-São Paulo, os nossos irmãos do Tapajós e de Carajás, também tem mesmo pensamento em relação a Belém, o arrecadado não traz beneficio a eles.
3)O Hospital regional ja esta funcionando a todo vapor? e o Metropolitano ficou parado algum dia? e se formos enumerar serão inumeros problemas que não se resolve pergunte do que é arrecadado nessas areas o que volta em beneficio deles?
4)A UFOPA esta demorando quanto para ser implantada se fosse em Belém com toda certeza ja estaria funcionando
5)A nossa bancada da região norte aumentara e teremos mais condições de cobrar mais investimento, porque sempre perdemos para nordeste,
6)A região que dizem que vai ficar a mingua, quero saber desde a epoca da Borracha que veio do Tapajós qual foi a riqueza que tivemos? quando o dinheiro foi farto aqui a não ser na mão de uma minoria,
7)As vagas para funcionalismo publico é infinitamente maior nesta região, e quando se faz concurso para o interior o individuo passa e geralmente consegue uma forma de voltar para capital.
8)Mesmo tendo lei que Juiz, Promotor de Justiça e Defensor Publico tem que morar na cidade do interior normalmente ficam um dia na semana, tres dias, e quanto mais distante o interior mais dificil ter alguém lá, mesmo ganhando um salario muito bom e tendo carreira a galgar.
9)Médicos chegam a ganhar em algumas situações até R$ 20.000,00fando 15 dias la e 15 dias aqui, e quanto mais distante mais dificil ter médico, imagina o que é para o paciente do Oeste do Paré vir para Belém.
10)Só em Manaus tem cerca de 500.000 paraenses morando la que são oriundos do Tapajós.
11)Imagina alguém vindo de Monte Alegre, Almerim para realizar tratamento de Cancer que demorou 6meses para chegar aqui em Belém, depois seis meses para realizar exame depois quando possivel mais seis meses para internar para cirurgia ou então tem que fazer radioterapia e o aparelho não funciona e o Govenrno tem que dar TFD para outro estado e não tem mais dinheiro como esta acontecendo, é esse tipo de tratamento que esta a disposição de nossos irmãos.
12) A segurança o governo não consegue fazer na região da capital, imagine o do interior mais distantes, as vezes falta delegado, efetivo da PM faltando até transporte, e o crime organizado e trafico de drogas tomando conta dessas regiões com muito mais facilidade.
Então isso é so falacia deixem nossos irmãos decidirem seus caminhos, pois so eles sabem o que necessitam, se querem suas emancipações, pois nós não conhecemos suas dificuldades, pois quem esta na briga contra é o primeiro a não querer morar nessas regiões.E se não são paraenses as pessoas que moram no Sul do Pará o mesmo não podemos dizer do Oeste do Pará e acima de tudos somos brasileiros e podemos continuar nos ajudando, e esses "forasteiros" ja moram quanto tempo na região?, portanto na grande maioria já são nativos da região pois ja a adotaram e foram adotados como suas cidades, portanto legitimos tanto quanto os filhos naturais.

17/12/09 10:25 AM

Anônimo disse...

Sou uma paraense de apenas 17 anos, porém já sinto uma grande revolta diante desta situação. Um dos argumentos tomados por essas "autoridades" é que ao dividir o estado, irá melhorar a sua administração. Eu considero isso um argumento falso, pois Sergipe é o menor estado do Brasil e ao mesmo tempo é um dos mais pobres. Portanto, distaco um ditado popular :"tamanho não é documento"!
Sem contar que se essa divisão ocorrer, parte de toda a nossa riqueza irá pertencer ao novo estado, gerando uma possibilidade de empobrecimento do nosso estado Pará, prejudicando nossa economia que já é desvantajosa, e que depende de boa parte do que é produzido no Carajás.

 

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