A equipe da ONU, que veio discutir as condições dos presidios e dos presos do Estado, está reunida no Hilton Hotel, ali na Presidente Vargas, em frente a Praça da República, local bastante aprazível de Belém.
Ainda bem que os dignitários estrangeiros não ficaram próximos destes fétidos depósitos de presos, já pensou a imagem que levariam de Belém? De parabéns quem organizou o evento e os preservou destas imagens dantescas.
Mas bem que podiam ir até a velha Central de Polícia, hoje desativada. E por falar em Central de Polícia, aquele prédio tem muitas histórias.
Antigamente, era a porta de triagem para o Presidio São José. O preso ficava primeiro na permanência, detido, esperando esclarecimento do seu caso, se até as dezoito horas não fosse liberado, era recolhido ao famigerado e temido Pátio da Central. Era dali que sai o bloco de carnaval da quarta feira de cinzas, denominado “O que é que eu vou dizer em casa”, as pessoas iam para a porta da Central ver a cara dos arruaceiros, ficava em frente da DET (Delegacia Estadual de Trânsito).


1 opniões:
A lembrança dos epsódios registrados em nossas memórias são magníficos. Eu ainda criança e logo adolescente, lembro-me muito nitidamente do nome de um delegado respeitado na época; ele se chamava Dantas Brasil e lembro também que falavam de choque elétrico e uma bendita palmatoria que de tantos bolos dados aos que mereciam, as mãos dos infratores crescia de uma tal forma que chegava a ficar deformada, mas garanto que muitos aprendiam as lições; hoje porém com tantas leis ai para proteger estes infratores modernos,fez com que a escola da bandidagem cresca cada vez mais , até porque o Estado se beneficia com tantos bandidos e que a situação já virou rotina, que a morte já se tornou piada e ninguém se assuata. Só digo que aquele é que era tempo bom, que os valores eram respeitados. Quero só fazer uma pergunta; Será que também o antigo prédio da Central de Policia será transformado em Museu/..... Eu digo que o que é podre tem que ser mostrado também, não que eu concorde que os infratores tenham que ser bem tratados, pois eles não merecem o melhor em relação aos não delinquentes, e ainda digo mais ; não é só no Pará que é assim, é em todo o Brasil. Então digo que teria que ser mostrado a realidade dos presidios e cadeias de Belém e do Pará.
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