Viagem pelo Sul do Pará e as razões do Estado do Carajás

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Viajei durante cinco dias pelos municípios do Sul do Pará. Quando falo sul, quero dizer de Goianésia a São Félix do  Xingu, passando por Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Água Azul do Norte, Ourilândia, Tucumã, até chegar à beira dos rios Fresco e Xingu.

Nesta peregrinação política, falando com dirigentes do Partido Verde, dirigentes de outros partidos, lideranças politicas e eclesiásticas, converso sobre economia, sobre questões sociais e políticas. Aprendendo muito e ensino pouco. Falo sobre as outras áreas do Pará, discuto sobre divisão do estado. Convenço da necessidade de pleitear junto a  União por mais justiça para os paraenses e suas riquezas. Gosto de fazer campanha eleitoral por permitir, mesmo que de forma limitada, conversar sobre os problemas das pessoas.

Deparei com um clima de transformação, tanto da paisagem quanto das pessoas.

Em Canaã a paisagem muda toda hora com novas casas construídas, ruas sendo abertas, novos bairros implantados.

Ourilândia é uma Cidade em obra, tudo por lá está sendo feito ou refeito.

Tucumã está expandindo o setor hoteleiro e imobiliário, são muitos loteamentos implantados. Em Tucumã, para se ter idéia, conheci um complexo turístico que está sendo implantado com recursos próprios por um fazendeiro local, coisa de primeiríssimo mundo, até agora foram gastos na construção das áreas de lazer, incluindo um lago para jet-ski, seis milhões de reais.

Quanto as pessoas, estamos fazendo um excelente melhoramento genético e cultural no povo paraense. A mistura de gente rígida, destemida e empreendedora, que não tem medo de malária ou de trabalho e sempre busca auxilio da tecnologia, está gerando um novo paraense, mas forte e menos dependente.

Os aparelhos de Estado é que ainda não se adaptaram a essa nova gente. atrapalham com sua ausência ou com sua interferência demasiada.

De lá, passando pelas estradas, pensava: tem gente no restante do Pará que nem sabe e nem tem noção do que é está acontecendo no Sul do Pará.

A imprensa de Belém mesmo, quando falam da região sul, fazem com superficialidade ou completo desconhecimento. Passei seis dias viajando e nem uma notícia dos outros pontos do Estado. O Pará, parece estar desconectado em três áreas e cada vez mais aprofundando as diferenças.

Muitos acusam o Governo por este distanciamento, mas, justiça se faça, o Governo é o único que ainda se faz presente.

O maior ausente mesmo é a imprensa central. Você já leu nos colunistas sociais dos dois grandes jornais de Belém registro de qualquer atividade social em Marabá, Xinguara, Parauapebas, Redenção ou Conceição do Araguaia? No entanto, nestas regiões, tem uma sociedade ativa, formada por pessoas até mais endinheirada que os daqui de Belém e com gosto refinado, pois estão sempre viajando.

Os teens local, por exemplo, mesmo filhos de fazendeiros ou agricultores, a maioria tem curso superior e já foi, pelo menos uma vez, fora do país, curtem estar na moda, pilotam maquinas possantes, praticam esportes sofisticados, lêem, vêem bons filmes, escutam boas músicas e freqüentam grandes bailes. Mas não saem na foto aqui de Belém que só foca os daqui, com se os de lá não existissem.

É chato dizer isso, mas se eu tivesse nascido lá também me sentirei com o direito de reivindicar mais atenção ou a separação.

Para os meus críticos de plantão, não venham com essa de que estou escrevendo tudo isso aqui por oportunismo eleitoral. Não fiquem cegos, apenas leiam e reflitam, vai ajudar.  

15 comentários:

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Segue meus comentários a seguir sobre seu depoimento no sul do Pará.

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Segue meus comentários a seguir sobre seu depoimento no sul do Pará.

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Respeito muito sua pessoa que parece ser de muito bom senso e coerência no que faz.Isso se comprova em suas valiosas ponderações sobre a questão do sul e sudeste do Pará, que concordo plenamente com você, merece uma reflexão mais ampla na sociedade paraense, quando digo paraense falo mesmo dos nativos, de Belém, (principalmente), de Santarém e de grande parte da região oeste, da ilha do Marajó e da região Nordeste, onde se concentra bastante caboclos verdadeiramente paraenses.

Sobre seus comentários:

“Quanto as pessoas, estamos fazendo um excelente melhoramento genético e cultural no povo paraense. A mistura de gente rígida, destemida e empreendedora, que não tem medo malária ou de trabalho e sempre busca auxilio da tecnologia, está gerando um novo paraense, mas forte e menos dependente”

O “melhoramento genético e cultural” faz parte da história da humanidade e muitos povos do mundo se miscigenaram e tornaram-se mais dinâmicos pois incorporaram elementos positivos que predominavam nos migrantes que com eles se misturaram.

Mas tenha cuidado em sua última frase pois você deixa implícito que o povo paraense verdadeiro e de fato é inferior e atrasado, o que descordo completamente.

Somos um povo com uma rica
efervescência cultural, hospitaleiros e empreendedores sim, inclusive uma ocasião trabalhava em uma empresa como autônomo e o diretor, (que era curitibano), disse que aqui possui o maior número de representantes comerciais do que a média de outros estados.

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....

ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos naturais, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

Como podemos se desenvolver assim?

Isso sem falar da mixaria que as mineradoras pagam de royalties para nós,em compração com o que é pago em outros países do mundo, sem falar do ICMS que é pago no destino e não na Origem, o que nos geraria bilhões em arrecadação por usufruírem de nossa energia...etc

Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu no Pará dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa central para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Respeito muito sua pessoa que parece ser de muito bom senso e coerência no que faz.Isso se comprova em suas valiosas ponderações sobre a questão do sul e sudeste do Pará, que concordo plenamente com você, merece uma reflexão mais ampla na sociedade paraense, quando digo paraense falo mesmo dos nativos, de Belém, (principalmente), de Santarém e de grande parte da região oeste, da ilha do Marajó e da região Nordeste, onde se concentra bastante caboclos verdadeiramente paraenses.

Sobre seus comentários:

“Quanto as pessoas, estamos fazendo um excelente melhoramento genético e cultural no povo paraense. A mistura de gente rígida, destemida e empreendedora, que não tem medo malária ou de trabalho e sempre busca auxilio da tecnologia, está gerando um novo paraense, mas forte e menos dependente”

O “melhoramento genético e cultural” faz parte da história da humanidade e muitos povos do mundo se miscigenaram e tornaram-se mais dinâmicos pois incorporaram elementos positivos que predominavam nos migrantes que com eles se misturaram.

Mas tenha cuidado em sua última frase pois você deixa implícito que o povo paraense verdadeiro e de fato é inferior e atrasado, o que descordo completamente.

Somos um povo com uma rica efervescência cultural, hospitaleiros e empreendedores sim, uma ocasião trabalhava em uma empresa como autônomo e o diretor, (que era curitibano), disse que aqui possui o maior número de representantes comerciais do que a média de outros estados.

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....
ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

Como podemos se desenvolver assim?

Isso sem falar da mixaria que as mineradoras pagam de royalties para nós,comparado com o que é pago em outros países, sem falar do ICMS que é pago no destino e não na Origem, o que nos geraria bilhões em arrecadação por usufruírem de nossa energia...etc

Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu aqui dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado e agricultura, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Respeito muito sua pessoa que parece ser de muito bom senso e coerência no que faz.Isso se comprova em suas valiosas ponderações sobre a questão do sul e sudeste do Pará, que concordo plenamente com você, merece uma reflexão mais ampla na sociedade paraense, quando digo paraense falo mesmo dos nativos, de Belém, (principalmente), de Santarém e de grande parte da região oeste, da ilha do Marajó e da região Nordeste, onde se concentra bastante caboclos verdadeiramente paraenses.

Sobre seus comentários:

“Quanto as pessoas, estamos fazendo um excelente melhoramento genético e cultural no povo paraense. A mistura de gente rígida, destemida e empreendedora, que não tem medo malária ou de trabalho e sempre busca auxilio da tecnologia, está gerando um novo paraense, mas forte e menos dependente”

O “melhoramento genético e cultural” faz parte da história da humanidade e muitos povos do mundo se miscigenaram e tornaram-se mais dinâmicos pois incorporaram elementos positivos que predominavam nos migrantes que com eles se misturaram.

Mas tenha cuidado em sua última frase pois você deixa implícito que o povo paraense verdadeiro e de fato é inferior e atrasado, o que descordo completamente.

Somos um povo com uma rica efervescência cultural, hospitaleiros e empreendedores sim, uma ocasião trabalhava em uma empresa como autônomo e o diretor, (que era curitibano), disse que aqui possui o maior número de representantes comerciais do que a média de outros estados.

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....
ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

Como podemos se desenvolver assim?

Isso sem falar da mixaria que as mineradoras pagam de royalties para nós,comparado com o que é pago em outros países, sem falar do ICMS que é pago no destino e não na Origem, o que nos geraria bilhões em arrecadação por usufruírem de nossa energia...etc

Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu aqui dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado e agricultura, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

Fabio de Macedo Santos disse...

Caro Zé Carlos,

Respeito muito sua pessoa que parece ser de muito bom senso e coerência no que faz.Isso se comprova em suas valiosas ponderações sobre a questão do sul e sudeste do Pará, que concordo plenamente com você, merece uma reflexão mais ampla na sociedade paraense, quando digo paraense falo mesmo dos nativos, de Belém, (principalmente), de Santarém e de grande parte da região oeste, da ilha do Marajó e da região Nordeste, onde se concentra bastante caboclos verdadeiramente paraenses.

Sobre seus comentários:

“Quanto as pessoas, estamos fazendo um excelente melhoramento genético e cultural no povo paraense. A mistura de gente rígida, destemida e empreendedora, que não tem medo malária ou de trabalho e sempre busca auxilio da tecnologia, está gerando um novo paraense, mas forte e menos dependente”

O “melhoramento genético e cultural” faz parte da história da humanidade e muitos povos do mundo se miscigenaram e tornaram-se mais dinâmicos pois incorporaram elementos positivos que predominavam nos migrantes que com eles se misturaram.

[continua]

Fabio de Macedo Santos disse...

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Mas tenha cuidado em sua última frase pois você deixa implícito que o povo paraense verdadeiro e de fato é inferior e atrasado, o que descordo completamente.

Somos um povo com uma rica efervescência cultural, hospitaleiros e empreendedores sim, uma ocasião trabalhava em uma empresa como autônomo e o diretor, (que era curitibano), disse que aqui possui o maior número de representantes comerciais do que a média de outros estados.

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....

ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

Como podemos se desenvolver assim?

Isso sem falar da mixaria que as mineradoras pagam de royalties para nós,comparado com o que é pago em outros países, sem falar do ICMS que é pago no destino e não na Origem, o que nos geraria bilhões em arrecadação por usufruírem de nossa energia...etc

Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu aqui dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado e agricultura, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

Fabio de Macedo Santos disse...

O “melhoramento genético e cultural” faz parte da história da humanidade e muitos povos do mundo se miscigenaram e tornaram-se mais dinâmicos pois incorporaram elementos positivos que predominavam nos migrantes que com eles se misturaram.

Mas tenha cuidado em sua última frase pois você deixa implícito que o povo paraense verdadeiro e de fato é inferior e atrasado, o que descordo completamente.

Somos um povo com uma rica efervescência cultural, hospitaleiros e empreendedores sim, uma ocasião trabalhava em uma empresa como autônomo e o diretor, (que era curitibano), disse que aqui possui o maior número de representantes comerciais do que a média de outros estados.

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Fabio de Macedo Santos disse...

[continua]

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....
ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

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Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu aqui dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado e agricultura, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

Fabio de Macedo Santos disse...

[continuação]

Agora o nosso desenvolvimento é lento porque somos e fomos o estado mais prejudicado pela União na História desse País, veja: Os três grande projetos fracassados concedidos pelo governo na Amazônia foram no Pará; A Fordlândia, O Jari e o Projeto de outro Milionário Americano de nome Daniel Ludwig, esses projetos acarretaram desmatamentos recordes em nosso patrimônio florestal que até hoje não foram recuperados e não deixaram nenhum desenvolvimento.

Outra coisa, essa mais atual, recentemente saiu na mídia que o Pará é o segundo estado em que mais gera saldo positivo na Balança Comercial,(só perde para Minas Gerais), porém na lista entre os estados compensados por este mesmo desempenho figuramos em último....

ou seja: Colocamos dinheiro no Bolso da União com nossos recursos, mas esta nos dá uma banana de volta e uma mixaria que não dá nem para o Básico...

Como podemos se desenvolver assim?

Fabio de Macedo Santos disse...

Isso sem falar da mixaria que as mineradoras pagam de royalties para nós,comparado com o que é pago em outros países, sem falar do ICMS que é pago no destino e não na Origem, o que nos geraria bilhões em arrecadação por usufruírem de nossa energia...etc

Você falou isso para os migrantes do Sul e Sudeste do Pará?

E Eles, já que estão aqui e a maioria enriqueceu aqui dilapidando nosso patrimônio Florestal com madeireiras e com gado e agricultura, ao invés de quererem separação, deveriam se juntar a nós e outros estados da Amazônia, como o Amazonas para termos mais força para receber o que é nosso de direito, para não ficarmos mendigando recursos da União....

Aí sim teríamos recursos para investir em Todo o Estado, pois pelo que arrecadamos isso é tarefa impossível...

Se nos juntarmos nos quatro quadrantes deste estado, e mais o Amazonas – com quem somos ligados por raízes caboclas de longa data, aí sim poderemos brigar por um tratamento mais justo.

Agora isso requer mobilização política, social e também o uso de tecnologias como a internet e a própria imprensa para que todas as regiões do Estado estejam interligadas para que não se sintam “abandonadas” e que efetivamente participem e que os esforços sejam convergidos nesta direção e não pulverizados como está sendo hoje....

José Carlos Lima disse...

Oi Fábio!
Agradeceu seus comentários e suas observações.
Quanto a chamar os paraenses de inferiores, não foi essa minha intenção quando comentei sobre o melhoramento genético, mas você, no seu comentário, alcançou o objetivo da nota e tudo bem.
Lá, nas conversas com os nosso amigos do Sul do Pará tenho feito um esforço para explicar-lhes sobre as injustiça a que este Estado está submetido. principalmente quanto as regras tributárias e a nossa relação com os Estados mais industrializados.
Bom, se a gente conseguisse retirar esse viés puramente eleitoral do debate separatista daria para termos uma enorme contribuição e quem sabe, após esclarecidos, os paraenses não sairiam muito mais unidos.
Vamos em frente.

Lucibaldo Franco disse...

Deputado, vc já ouviu fala de Santana do Araguaia, ultimo municipio do Sul do Pará, que faz divisa com os estados do Tocantins e mato-Grosso, com 55 mil habitantes, 600 mil cabeças de gado, o maior frigorifico do Brasil, mais de 15 mil hectares de agricultura,distante a 1100 km de Belém e 280 km de Palmas, capital do Tocantins.

Infelismente somos relegado ao abandono, 95% de nossa população nao conheçe Belém, seu povo, seus costumes, quando chega algum paraence chiando muito aqui e motivo de chacota, tamanha e a dificuldade de ver um paraense do norte.

Nossa capital e Palmas e Goiania, hoje centros muinto mais desenvolvidos e civilizados do que a nossa capital.

São nessas cidades que estudamos, compramos, nos divertimos, procuramos atendimento medico.

E mais facil eu sair daqui e ir a Brasilia do que ir a Belém, pois a capital federal esta a somente 900 km de nossa cidade,a qual quando entra no Tocantins tem asfalto de qualidade para o sudeste e o centro-oeste do Pais.

Agora nossas estradas estão em completo abandono, para ter uma ideia, de Santana do Araguaia, a divisa com o Tocantins, são somente 40 km, que nuncam foram asfaltados, que no inverno fica intrafegavel, isso na principal porta de entrada do Pará pelo Sul.

Enquanto nosso vizinho estado do matro Grosso já enconstou o asfalto em sua divisa com Santana e o Tocantins também.

Para ter uma ideia do abandono a que vivemos, ate a internet de nossa cidade vem via radio da cidade de Caseara-TO.

Nos sul paraenses temos vergonha de dizer que moramos no Pará.

Entra governo e sai governo e a situação continua a mesma.

Lucibaldo Franco
OAB/PA 13.033

José Carlos Lima disse...

Lucibaldo
Conheço a bela Santana do Araguaia e seu potencial economico.
Concordo com você quanto a falta de intervenção do Estado nas estradas e em outros serviços.
Chamo atenção, porém, para não confundirmos com o fato de um município está mais próximo de outro Estado que não o seu. Isso sempre vai acontecer com os municípios de fronteiras. Afuá fica mais perto de Macapá do que de Belém. Colinas de Goiás fica bem perto de Minas.
Se criarem o Estado do Carajás, Santana do Araguaia ficará um pouco distante da futura Capital, Marabá.

Fabio de Macedo Santos disse...

Sobre os comentários do nosso amigo Lucibaldo, que fala com orgulho que em Santana do Araguaia "tem 600 mil cabeças de gado, o maior frigorifico do Brasil, mais de 15 mil hectares de agricultura" isso tudo às custas do patrimônio florestal do Pará, pois onde se localiza essa cidade era só floresta, e onde há orgulho eu vejo com tristeza milhares de hectares que foram destroçados...Mas caro Lucibaldo, acho que você está sendo injusto com os paraenses e com Belém, pois quem estimulou a migração de vocês ao Pará foi o governo federal, que prometeu mundos e fundos e depois deixou vocês a ver navios...Isso não é culpa dos paraenses e nem de Belém, agora a conta recaiu sobre nós, paraenses, mas não somos conpensados pelo governo federal para investir em sua região, e então fica esse "abandono"...compreendemos sua situação, não é uma situação fácil, sem dúvida, mas suas críticas únicas e exclusivas sobre Belém e aos paraenses não é justa.

 

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