Belo Monte e mais dúvidas

sábado, 10 de julho de 2010

Os ribeirinhos não foram ouvidos

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Daqui deste ponto, no sitio Pimental, o Xingu será barrado. Esse mundão de água será desviado por dois canais até a Casa de Força Principal para impulsionar 20 turbinas. De toda água que passava por aqui um pequena parte, acredito que menos de 10% verterá por sete pequenas turbinas, chamada de casa de força complementar.

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A Volta Grande do rio Xingu sumirá. No seu lugar sobreviverá apenas um pequeno rio de menos de 10% do volume atual. As espécie aquáticas que vivem hoje ai, incluindo os peixes ornamentais, alguns raríssimos como é o caso do acará zebra, ou zebrinha, muito disputado pelos aquaristas, terão que fazer um enorme esforço de adaptação ao novo ambiente, como duvidas se conseguirão.

Araras (10)

Os rio Bacajá e Bacajaí, afluentes do Xingu, acostumados a desaguar num rio caudaloso e de enorme fluxo, um dia vão chegar a sua foz e tomar um susto ao ver que a Volta Grande praticamente sumiu. Estes dois corpos d'águas precisaram se adaptar.

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O povo Juruna e os Araras que bebem a água do Xingu, pescam neste Rio, lavam seus corpos e sonhos nas corredeiras enormes da Volta Grande e usam essas estradas para chegarem até Altamira; vão ter que se contentar em reduzir e interromper está longa relação amorosa com o Xingu.

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O rio Xingu seco na Volta Grande secará a vida dos pescadores ribeirinhos, brasileiros apaixonados, que nunca forma ouvidos. Mas pode encher o leito seco, da outrora Volta Grande, de bateias e mercúrio dos garimpeiros havidos por um filão ou uma boa pedra incrustrada do metal amarelo e brilhos que a muitos seduz.

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Todas as belas imagens publicadas nos post de Belo Monte foram clicadas por Ana Júlia Almeida. Não esqueçam que estas imagens estão com seus dias contados.

3 opniões:

Wagner disse...

cotinua Zé esse é o caminho.

Wagner disse...

Motivos para Transferir a Capital do Estado do Pará para o Interior do Território
Incremento da densidade demográfica no espaço limitado do Município de Belém, atual capital do Estado do Pará: a localização de Belém tem sua expansão limitada a Oeste pelo Rio Guamá, a Sul pelo Rio Pará, com possibilidade de expansão urbana na direção Leste ilha do Outeiro/Mosqueiro e direção Norte Município de Ananindeua. O aumento da densidade demográfica da Região Metropolitana da Capital é motivador de situações de diversos conflitos: aumento do trânsito de veículos e convivência com pedestres e ciclistas em vias estreitas, com aumento de atropelamentos fatais; aumento das taxas de homicídio, estupro, roubos e furtos; invasões de edificações desocupadas e de espaços vazios; surgimento de assentamentos urbanos sem planejamento o que compromete a prestação de serviços públicos essenciais como água encanada e esgoto, telefonia pública e energia elétrica.
Belém teria seu patrimônio histórico e arquitetônico preservado ante a pressão de construtoras e incorporadoras que constroem torres onde antes existiam casarões antigos. Belém tem vocação para o turismo receptivo, lócus de museus e espaço para grandes eventos, uma cidade portuguesa porta de entrada da Amazônia brasileira.
A nova capital, no epicentro do território às margens do Rio Xingu e próximo a Transamazônica, com possibilidade de saída para o Oceano Atlântico via Rio Xingu/ Rio Amazonas, evitaria os atuais movimentos emancipatórios pelo Estado do Tapajós, Estado do Carajás e Estado do Xingu, e aproximaria os poderes estatais instituídos do interior o que possibilitaria uma gestão territorial equânime, com a melhoria das estradas, portos e aeroportos proporcionando uma melhoria na integração dos Municípios paraenses, com a redução das desigualdades de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre os Municípios, diante de uma sociedade emergente e recém instalada, com reflexo direto na segurança, saúde, educação, previdência, transporte, habitação, segurança alimentar, serviço social, emprego e renda.
Precisamos ocupar o espaço que herdamos de nossos antepassados, conquistado com vigor e coragem. Como o Estado do Pará é região de fronteira, é espaço aberto ao empreendedorismo e a livre iniciativa com amparo da Constituição brasileira. Face os projetos de plebiscito pela divisão territorial que tramita no Congresso Nacional, o Estado do Pará seria reduzido a Ilha do Marajó e ao Nordeste Paraense.
Está em andamento no Governo Federal a decisão de aproveitar o potencial energético da Volta Grande do Rio Xingu. O Canteiro de Obras da Hidrelétrica de Belo Monte daria o suporte necessário a construção de uma cidade planejada, a futura capital, de onde se pensaria o Pará gigante para as presentes e futuras gerações de paraenses.

Anônimo disse...

Que bom Zé Carlos que tu destes uma guinada em prol do meio ambiente em se tratando de Belo Monte. Antes, no PV e na OAB você se posicionava de antemão favorável à famigerada hidroelétrica, agora, próximo de um pleito eleitoral e tu queres ser o representante da OAB na comissão que vai fiscalizar a obra, estás fazendo essa encenação. A gente sabe que tu, por está amarrado ao PT local, é até a medula a favor da construção, de qualquer modo de Belo Monte. Isso é inegável Zé.

 

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