Estes mamelucos miscigenados, que deram origem ao povo brasileiro quando querem, aprontam com os senhores do café e do leite.
Quem diria. Quando já era dado como certa uma disputa sulista para presidência da República. Uma Senadora, saída do interior da floresta amazônica, do meio dos seringais, de um Estado minúsculo, ele é o 15º em extensão territorial, recebe um convite do Partido Verde, adota uma atitude ética de consultar todos os seus companheiros de jornada e com simples e firmes gestos muda o jogo político no país. Este é o surpreendente povo brasileiro.


4 opniões:
Zé Carlos,
Marina será a candidata do Leblon. Como foi a Heloisa Helena na última eleição, com esse discurso elitista de uma preservação do meio ambiente que vira as costas para os povos amazônicos, que aposta no fracasso de nossa indústria, de nosso comércio, que aposta na criminalização da atividade produtiva e dá gás a reacionários, como Kátia Abreu.
Se se aventurar, vai ter 3% ou 4% dos votos que é a clientela para esse discurso e, penso, vai tirar mais votos do PSOL e da direita do que do PT, que é o leitmotiv de sua candidatura.
Se fizer essa sandice, espero que ela vá a Santarém na campanha, levar tomatada na cara por ser identificada como a responsável pela não pavimentação da BR-163, uma das maiores imbecilidades de várias que ela fez enquanto estava à frente do Ministério do Meio Ambiente. Aliás, além disso, pode ser inscrito em seu currículo precário uma maracutaia visível: em seu período como Ministra, o arquipélago de Fernando de Noronha passou a ser administrado... pela Fundação Chico Mendes. Sem licitação. É maracutaia verde, mas não é, por isso, menos maracutaia.
Caro Anônimo
A Candidatura de Marina não tem como objetivo tirar voto deste ou daquele partido, pois os votos não são propriedade de ninguém. A senadora Marina será um discurso limpo, ambientalmente correto, eticamente sustentável. Fará o discurso e apresentará um programa pós-socialdemocrata, para corrigir o programa do PSDB de Fernando Henrique e do PT de LULA.
Quanto a falta de ética no caso da administração de Fernando de Noronha você está confundindo a Fundação Chico Mendes com o Instituto Chico Mendes, um órgão público desmembrado do IBAMA e ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
É claro que tem por objetivo tirar votos, sim. Sem isso, não se cogitaria o lançamento, urdido pelo proto-tucano Fernando Gabeira, por conselho de César Maia (PFL), seu novo mentor político. Ao dizer isso não estou dizendo que há "donos de votos", o que seria uma simplificação ignorante. Estou dizendo que as estatísticas e sondagens eleitorais são métodos científicos comprovados e que, segundo elas, a eleição estaria polarizada entre Dilma Roussef, do PT, e José Serra, do PSDB. O surgimento de um nome vindo do PT tem por objetivo, sim, esvaziar a candidatura do PT. Ainda que você negue isso por conveniência própria. Quanto à possível confusão entre a fundação e o instituto, essa confusão é apenas retórica e não é minha. Marina facilitou as coisas para os amigos. E isso está longe de ser ético.
Não se trata de retórica. É leviandade acusar alguém de algo que não se sabe, não se prova e não aconteceu.
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