Financiamento de campanha

sexta-feira, 27 de março de 2009

As prisões de diretores da Camargo Corrêa e a informação de que políticos receberam recursos da empresa, reacende o debate sobre financiamento de campanha no Brasil
O PV não foi citado e nem recebeu recursos da Camargo Corrêa, mas nem por isso está fora da discussão.
Somos um partido e participamos das eleições, por isso precisamos de dinheiro para pagar televisão, rádio, panfletos de propaganda, carros, combustível, aluguéis de comitês, telefones, pessoal, sitios na internet, etc. Como fazer isso de forma legal?
Parece simples e obvio para quem nunca participou de campanha política. Porém, para quem tem consciência de que a política é necessária e importante em todo e qualquer estado democrático de direito, não é tão simples assim.
Como um partido financia suas atividades políticas no Brasil? Deveria arrecadar recursos de seus filiados, de doadores e do fundo partidário.
Os filiados nunca pagam o partido, exceto os detentores de mandatos, isso com dificuldades. Os doadores, quando se interessam em doar, não querem aparecer para não serem perseguidos pelo Estado ou por partidos adversários. E o fundo partidário é um dinheiro quase maldito, pois são tantos os controles e proibições que se torna dificil aplicá-lo corretamente.
Quando aconteceu o caso do mensalão, o presidente Lula declarou em entrevista que todos os partidos brasileiros praticam o "caixa dois", apelidado de "verba não contabilizada". Ninguém contestou o presidente, por ser essa uma das maiores verdades ditas por Lula em toda sua vida.
Vamos, então, acabar com a hipocrisia e arregaçar as mangas para fazer a reforma política no Brasil, inclusive para mudar a legislação eleitoral que acabou com o debate, judicializou o processo político e estimulou a compra de votos, aliás essa foi uma praga se alastrou na política do país.

8 comentários:

Anônimo disse...

Zé,parece que o grampo da Policia Federal serviu apenas de alivio para quem deseja esse tipo de debate.Todos tem recibo e não foi,segundo eles corrupção.Como podemos falar em democracia se todos nós sabemos que é praxe os politicos serem financiados por grandes empresas.Porque não levar isso a sério e dar um basta neste jogo´.É simples basta oficializar o que já existe, o financiamento público de empresas privadas.
Coqueiro

Anônimo disse...

Zé Carlos:
Por que não falas sobre a tentativa de CPI da Saúde em Belém. É tema candente e carece de lançar luz sobre o mesmo. Ou não queres te indispor com o teu patrão Duciomar Costa, o Breve, já nãotão breve assim?

Anônimo disse...

Zé, marca um goal de placa, manda teu pessoal assinar a CPI da saude, relembra os velhos tempos do PT,não o do mensalão de agora. Ok.....

José Carlos Lima disse...

Discutir o tema saúde em Belém nada contra. Estamos dispostos a isso, mas CPI pressupõe desvio de recursos da saúde, suspeita de improbidade, crime contra a administração, etc. Esses crimes não foram listados até agora por ninguém. O que se fala é de problemas no funcionamento do PSM e no atendimento em geral, aliás, falavam. Depois que a Administração contratou vagas em hospitais da cidade, as informações sobre falta de leito pararam.
Ninguém se furta ao discussão sobre saúde, mas tem gente que não quer, está mais interessada em prosseguir com o último debate eleitoral, no qual o candidato Priante desafiou o candidato Duciomar e os dois foram para a porta do PSM.Era uma jogada de marqueteiros que quase dá certo, mas fracassou.
Avisem para essa gente que a campanha acabou e o Priante foi derrotado.

Anônimo disse...

Se não conhecesse o seu passado pensava que eu estava em outra galaxia ao ver voce defender a indefensavel saude de seu chefe. Sei que não devemos ou podemos viver sem trabalhar, mas trabalhar para este pseudo prefeito é o fim da picada. Voce que até pouco tempo atraz pugnava pela legalidade, transparencia e honestidade não pode de uma hora para outra mudar de opinião. Zé te conheço desde a feira da 25.

Newton Pereira disse...

Zé,
O financiamento de campanha tem que ser público. Temos que colocar o debate na ordem do dia de todos os partidos políticos.

Todavia, podemos encontrar um meio termo, fazer o financiamento público-privado.

As doações deveriam ser apenas de pessoas físicas e excluídas as jurídicas.

E poderia ser criado um Fundo Público de Campanha (FPC), e os custo das campanhas seriam iguais para todos os partidos.

O valor do FPC, seria determinando um valor monetário, mutiplicado pelo número de eleitores.

A divisão(FPC) poderia ser o seguir o parâmetro do fundo partidário, reservando 10% desse valor para divisão igual a todos os partidos. Por exemplo:

Valor do Fundo Público de Campanha (FPC) – Estado do Pará:
valor monerário....... R$ 7,00 x
N. eleitores...........4.533.079
Valor do FPC... R$ 31.731.553,00.

Newton Pereira

José Carlos Lima disse...

Hei, Anônimo!
Continuo defendendo transparência e honestidade. A saúde é um problema e deve ser debatido com toda a transparência e honestidade. Ninguém está se furtando a isso. O negócio é usar os problemas do povo apenas com bandeira na luta poilítica para desgastar o adversário. Temos o exemplo da segurança pública. Viro bandeira de oposição e a solução ainda está longe de ser alcançada. É apensa isso que estou abordando no meu post.

José Carlos Lima disse...

Newton.
Sua proposta é inteligente e viável. Estou dentro.

 

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