Inscrições para Conferência dos Advogados Paraenses ultrapassam o limite previsto

Na segunda-feira, dia 12.09, as 18 horas, será a abertura, no Hangar, da Conferência Estadual dos Advogados Paraenses. Um evento que se realiza de três em três anos e visa preparar a classe para o evento nacional da advocacia. Até sexta-feira já haviam mais de 1.500 advogados inscritos para as séries de palestras, mini-cursos e lançamentos de obras jurídicas (Acesse a Programação). A conferência tem como patrono o Dr. Júlio de Alencar.

O sucesso desse evento é a resposta positiva da classe dos advogados a nova administração da OAB liderada por Jarbas Vasconcelos e uma repúdio aqueles que tentaram boicotar ou denegrir a imagem da nossa instituição, apoiados por políticos corruptos, através de um panfleto de péssima procedência denominado “Diário do Pará”.

A Conferência será um sucesso de público e de participação e aqueles que queriam a derrota, vão ficar apenas com a má companhia do sobrancelhudo que quer vingança por ter sido derrotado pela lei da “Ficha Limpa”. Por uma OAB de todos.

Licença para desmatar, degradar e destruir Belém

Meio ambiente e Godofredo

A pedido da Comissão de Meio Ambiente da OAB – Pará, as entidades ambientalistas e populares de Belém foram recebidas hoje (09.09), pela manhã, na sede do Ministério Público Estadual, pelo promotor de defesa comunitária e cidadania, José Godofredo. Estavam presentes a audiência, Patrícia, da ONG No Olhar e do Movimento Sempre Apinagés, Evandro Ladislau e Élber, da Rede Voluntária de Educação Ambiental-REVOLEA,  Marcelo e Maria Alice, do Movimento Nacional de Catadores de Reciclados. Pautamos três assuntos considerados graves: A Emeda do Desmatamento, a privatização do lixo e a mudança no nome da Travessa Apinagés.

Emenda Desmatamento

A Câmara Municipal de Belém aprovou um projeto alterando Plano Diretor Urbano autorizando a construção de prédios multifamiliares em toda orla do rio Maguari e no entorno da Rodovia Augusto Montenegro.

Por esta alteração podem ser desmatados o Parque Ariri, o Parque Guajará, a área da Marinha, a orla do Maguari e afluentes. O Prefeito, acatando parecer da SEGEP, vetou as mudanças, mas vinte um vereadores derrubaram o veto.

A alteração é uma atentado ao meio ambiente ecologicamente equilibrado a que todos temos direito, conforme preconiza a Constituição Federal. Mas não é só isso, também agride o art. 218 do próprio Plano Diretor Urbano. Por ele, qualquer alteração só tem valor se a população de Belém for consultada e isso, evidentemente, não ocorrer.

O Dr. Godofredo comprometeu-se a instaurar procedimento sobre o caso, onde será apurado a violação legal e adotada as providências judiciais cabíveis na defesa do meio ambiente, das áreas verdes e da qualidade de vida da população de Belém.

Privatização do Lixo

O prefeito Duciomar enviou para Câmara Municipal uma proposta de Lei que o autoriza a contratar empresa privada para coleta e destinação final do lixo e do esgoto da Cidade. A proposta tem apenas dois artigos e nada mais. É simples, mais agredi a lógica da Política Nacional de Resíduos Sólidos que é uma Lei Federal.

Pela lei federal, antes de decidir se este serviço será executado pela prefeitura ou por empresas, a Prefeitura deve compor o Plano Municipal de Resíduos Sólidos ouvindo, obrigatoriamente a comunidade e as cooperativas de catadores de reciclados.

A determinação legal do Plano Nacional de Resíduos Sólidos obedece a  uma lógica muito bem delineada, primeira a prefeitura faz uma proposta de plano, depois submete a comunidade, em seguida a aprovação dos vereadores. Decido Plano, com as regras claras, é hora de discutir se privatiza ou não. Os prefeito e os vereadores estão com uma enorme pressa em coloca os carros na frente dos bois. Por que será?

O Promotor marcou para quarta-feira, as nove horas, no auditório do Ministério Púbico uma nova reunião sobre o assunto com a presença de técnicos e do promotor responsável pelo meio ambiente e lixão do Aurá.

Ainda durante o debate, Godofredo revelou que o Instituto Evandro Chagas constatou a presença de nitrato na água que abastece a região do entorno do Aurá e que mais de trinta mil pessoas estão sendo contaminadas pelo lixão.

Travessa Apinagés

Relatamos ao dr. Godofredo o caso das mudanças de nome de ruas históricas em desacordo com a Lei Orgânica do Município de Belém. Pela nossa lei maio os nomes das ruas só podem ser alterados para homenagear pessoas ilutres no centenário de nascimento e após consulta a população através de referendum.

No caso específico da Travessa Apinagés a proposta foi apresentada acompanhada de um relés abaixo-assinado. Consutado os moradores apenas do local, constatou-se que nem eles foram ouvidos. A representante do Movimento Sempre Apinagés relatou a insatisfação da população manifestada em um abaixo-assinado contrário a mudança com 4.000 mil assinaturas. O Promotor acolheu a reclamação da comunidade e prometeu ingressar em juízo para reverter restaurar o nome antigo.

Na OAB, as máscaras estão caíndo.

Diversos comentários indagam sobre o que escrevo e o que o Blog Espaço Aberto escreve sobre o que ocorre na Ordem dos Advogados. O Blog Espaço Aberto tem suas fontes e eu vivo o problema por dentro.

O Espaço Aberto, por exemplo, recebeu um requerimento, passado por fonte de aparente boa procedência, com nomes de pessoas que iriam pedir licença da OAB para tentar melar a nossa V Conferência e apostar no fracasso. Erraram mais uma vez, pois os advogados paraenses vão perceber que sem eles a coisa anda mais rápido e melhor. Já temos mais de 1.300 pessoas inscritas para Conferência apesar do boicote.

Do jeito que a informação veio, o Blog Espaço Aberto, confiando na sua fonte, publicou. Só tem um problema, nem todas as pessoas listadas no documento assinaram o pedido de licença, ai o Espaço Aberto teve que retificar. A culpa não é do Bemergui, mas sim dos canalhas que repassam as informações equivocadas.

Eles querem criaram um clima desfavorável a atual gestão, dai usam a habilidade de escrever versões sobre os fatos e quem não está habituado a elas, acaba embarcando na canoa furada dos sabotadores.

A máscara desta gente está caindo aos poucos. Esperem para ver o que temos de bombas para explodir. Agora é guerra e na defesa da Ordem e dos advogados paraenses não deixaremos pedra sobre pedra. E vai ser em âmbito nacional. Aguardem.

Divisão do Pará é para elite

Participei ontem do debate promovido pelo Sindicato do Jornalistas na sede da OAB - Pará. Uma brilhante iniciativa dos profissionais de imprensa do Pará, liderados pela Sheila Faro. Após ouvir o brilhante professor Manuel Dutra, o númerico deputado João Salame, o vibrante Edmilson Rodrigues e as intervenções científicas de Edir Veiga e Roberto Corrêa. Cheguei a uma só conclusão. Nem a divisão e nem o status quo interessam ao povo.
Este plebíscito não passa de um arranjo político para deixar o povo cada vez mais pobre e mais confuso. Se ficar como está perdemos, se dividir perdemos muito mais. E quem ganha? Ganham os políticos que abrem mais cargos para serem disputados nos estados novos e diminuem a corrência no estado remanescente. Ganham os empresários que terão duas novas capitas para construir e novas regras tributárias para barganhar.E o povo, bem, o povo paga a conta como sempre. Estou até pensando em pregar um completo boicote a este assunto esquisito. Vou pensar.

Dr. Ophir combate a corrupção no Pará?

Ophir Cavalcante veemente O Dr. Ophir Cavalcante Júnior convocou o Brasil para engajar-se no combate à roubalheira, à corrupção, bela iniciativa. Mas aqui no Pará como é que fica essa campanha? O seu grupo quer dar um golpe na OAB, justamente para evitar que a atual diretoria continue lutando para moralizar o Estado. Essa sua convocação vale para o Pará, Dr. Ophir?

O senhor acha que seus aliados daqui ficaram satisfeito quando Jarbas Vasconcelos e a diretoria da OAB-Pará resolveram combater a corrupção na Assembléia Legislativa e no Judiciário? 

Até o Senhor estava incomodado naquele dia na passeata, pensa que não notamos, Doutor?

Os seus aliados aqui estão a serviço de Jader Barbalho e seu amigo Simão Jatene, como é que eles vão marchar contra a corrupção, Doutor? O Senhor pensa que somos leso? Olha, Dr. Ophir, os órgãos de comunicação nacional já estão desconfiados com essa sua estória de ver corrupção no Brasil e não encontrar nada por aqui. Não é estranho? diga lá se não é?

Doutor Ophir, sabe qual é a desculpa deles para atacar o Jarbas? Primeiro eles diziam que o Jarbas era petistas, queria partidarizar a Ordem e não criticava a Ana Júlia, não colou. Depois eles disseram que o Jarbas errou ao deixar os Maioranas e o Liberal participarem da campanha contra a corrupção. O Liberal participou por achar que era seu dever apoiar e apoiou, errado foi o Diário e a RBA que não participaram porque não podem participar, mesmo convidados. Não colou. Usaram a história da falsificação da assinatura e da venda do terreno para tentar um golpe por aqui. O conselho seccional rejeitou a pretensão golpistas. Até porque o caso da assinatura foi investigado e sensatamente a diretoria cancelou a venda do terreno, resguardando a entidade de qualquer prejuízo.

As vésperas da chegada do Ministro Cesar Peluzo do STF aqui ao Pará eles armaram outra crise, desta feita vazando parte de um documento sigiloso daí do Conselho Federal, justamente para o Diário do Pará. Será que eles querem evitar a vinda do Ministro aqui no Pará? Eles, por um acaso, temem que o Ministro Peluzo, estando aqui, saiba mais coisa ou fale sobre o caso Jader Barbalho? O que o Senhor acha, Dr. Ophir?

Por fim, Dr. Ophir Cavalcante jr., o Senhor pode muito bem ajudar no combate à corrupção e à roubalheira no Estado, basta solicitar apoio do competente Dr. Antônio Maria Filgueiras Cavalcante, procurador do Ministério Público junto ao TCE, responsável por investigar as contas da Assembléia Legislativa do Estado e de todos os órgãos públicos estaduais no Pará. Não é um boa idéia? Mas se quiser fazer outra passeata que a que a diretoria do Jarbas organizou, basta convocar, pois temos vergonha na cara e estaremos todos lá. Mas o Senhor vai, não vai?

Governo Jatene acusado de fraudar a indicação do Livro Didático

O livro didático é a ferramenta mais importante para uma boa educação, mas também movimenta muito dinheiro público e grandes interesses das editoras. Você já pensou o que é ter um livro indicado e esse livro adquirido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação para milhões de estudantes de todo Pará? Rola muita grana pública e muitos interesses nessas escolhas.

A indicação de bons livros didáticos garante grande parte de uma boa educação, pois é o instrumento de apoio dos professores e de seus alunos. Fraudar a escolha desse livros didáticos em detrimento de uma educação pública de qualidade pode ser considerado crime hediondo, muito pior que roubar um celular ou uma bicicleta, que são bens materias substituíveis, diferente da educação.

Aqui no Pará, segundo denuncia do Sintepp e do Ministério Público Federal, devidamente apurado pela Polícia Federal, a relação das obras escolhidas livremente pelos professores foi inserida no sistema em 08 de junho de 2011. Quatro dias depois, em um domingo, as informações foram alteradas e outros livros que não haviam recebidos o aval dos professores foram colocados na relação para serem comprados. A noticia não terá grande repercursão na imprensa local, mas é assunto que merece uma CPI na Assembléia Legislativa

O Governo faz tanta propaganda da Feira do Livro, infelizmente, permite este tipo de crime. Paulo Chaves, isto é que eu chamo de muvuca.

Grupo de Ophir Jr e Jader Barbalho querem intervir na OAB Pará

Depois de inúmeros ataques desferidos por integrantes do grupo ligado ao Dr. Ophir Cavalcante Jr contra a administração da diretoria liderada por Jarbas Vasconcelos, todos repercutidos pelo Jornal do PMDB, o Diário do Pará, tendo como mote supostas irregularidades cometidas na venda de um terreno da Ordem em Altamira, venda que não ocorreu, por tanto sem prejuízo para Instituição, o Conselho Seccional, em sabia decisão, tomada com votos até de integrantes do grupo adversário, após exaustiva analises dos fatos, sepultou a tentativa de golpe na democracia interna da OAB, dando condições para que a administração da casa prosseguisse implantando seu plano de trabalho em prol dos advogados paraenses.

Quando tudo parecia serenado e as vésperas da grande V Conferência, que contará com a presença de juristas ilustres, dentre eles o Ministro Cesar Peluso do STF (isso apavora criminosos de alto coturno, imaginem o Ministro Cesar Peluso sendo crivado de perguntas sobre os processos de Jader Barbalho no STF?) o Grupo de Ophir Jr, voltou a atacar. Desta feita vazaram para o Jornal de Jader Barbalho o relatório político elaborado por uma equipe nomeada pelo presidente Ophir Jr, para investigar o que já havia sido investigado e decidido pelo conselho seccional. O relatório é tão passional que repete termos da versão produzida pelos advogados integrantes do grupo político que pretende dar o golpe aqui na nossa Seccional. Os golpistas-violadores de segredo processual bem que poderiam vazar outras artimanhas, que tal tornar público os e-mails trocados entre eles e o próprio presidente nacional da Ordem? E os pedidos de passagens e estadias para que fossem até Brasília traçar as ações um, dois, três... do golpe?

A manobra golpista está cada vez mais evidente e a participação de gente graúda da advocacia também. Os golpistas e o corrupto tem em Jarbas um inimigo, pois foi a atual diretoria da OAB que teve a coragem de denunciar praticas de nepotismo cruzado no Judiciário e Executivo através da nomeação de assessores especiais. Cobrou as investigações para apurar corrupção encastelada a mais de oito anos na Assembléia Legislativa, período que alcança a gestão daquele grupo, mas que nunca teve qualquer atitude por parte deles. Colocou o dedo na ferida da morosidade do Poder Judiciário local. Não tergiversou na defesa das prerrogativas dos colegas advogados. Fez crescer e deu qualidade nos atendimentos das reivindicações dos colegas em todas as subseções.

As ações da atual diretoria mexeram profundamente nos interesses de certa elite que sempre dominou a Ordem e também passou a ameaçar a parcela corrupta da classe política paraense. Dai a determinação deste grupo e do corrupto em tentar afastar a qualquer custo, Jarbas e sua diretoria do comando local da OAB e como não conseguiram aqui, estão tentando levar o caso para o campo federal, onde o líder deste grupo de golpistas tem maior influencia. Mas aí é que eles se enganam, pois se querem briga, vão ter briga. Começaremos perguntando logo o seguinte: vocês não acham estranho que o Dr. Ophir Jr encontre corruptos nos outros estados e aqui no Pará não consiga vê-los? Quem sabe alguém se interessa por este enigma.

Xote bragantino dançado pelas marujas

Quando descrevo a festa de São Benedito com sua riqueza cultural de 213 anos por ai muita gente tem dificuldade de avaliar, apenas imagina com base na minha empolgação. Neste sábado (03.09) a Irmandade festejou o aniversário com muito música e danças. Gravei o xote e divido esta gostosa muvuca cultural com todos vocês. Comentem por favor, quero saber a opinião dos meus amigos para levar até a nossa Bragança.

O Entroncamento agride nossa paciência de cidadão

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Todos os dias pela manhã e no final da tarde se forma uma interminável fila de motocicletas, automóveis, vans, kombis e ônibus que vai do túnel do Entroncamento até o viaduto da Mário Covas. As pessoas que vão ao trabalho passam muitas horas de stress dentro dos transportes num congestionamento absurdo. O congestionamento se forma também em direção da Augusto Montenegro e da Pedro Alvares Cabral.

No final da tarde a história se repete nas mesmas vias, só que em direção oposta. Depois de passar um dia estafante de trabalho, os moradores de Belém e de Ananindeua são obrigados a uma via crucis para chegar em suas casas. Isso não é justo com ninguém que paga imposto e cumpre seus compromissos de cidadão.

As prefeituras dos dois maiores municípios, Belém e Ananindeua são as únicas responsáveis pelos transtornos aos moradores. Ananindeua recebeu do Governo Federal uma fábula em recurso público para ampliar e melhorar a rodovia BR-316 e nada fez. O complexo do entroncamento, construído para escoar o trânsito na região, é um monumento a idiotice. Os carros são obrigados a cruzarem caminho, o túnel termina no sinal de trânsito e as passarelas estão mal posicionadas.

A prefeitura de Belém autorizou a construção do shopping sem exigir do empreendedor a solução para que os consumidores atravessassem a rodovia federal sem atrapalhar a passagem dos carros. Não satisfeita, autorizou ainda, no lado oposto da via, a construção e funcionamento de uma Igreja, o resultado da brincadeira é que vai sair dos cofres públicos o dinheiro para a solução paliativa que é uma milionária passarela que vem sendo construída a quatro anos e ainda vai ser inaugurada com pompa e circunstância.

Até quando nós os belemenses e os moradores de Aninideua teram paciência para aturar tanto abuso cometido por esses políticos?

Diesel ilegal polui a Grande Belém com enxofre

(De vez em quando o Diário do Pará faz jornalismo, a matéria a seguir é um exemplo disso e só podia ser do Frank Siqueira. A reportagem a seguir foi publicada no jornal O Diário do Pará com a grave denúncia ambiental. O PV espera apuração)

“Domingo, 04/09/2011, 07h21

Afetado pelas distorções e fraudes que desequilibram o mercado de combustíveis no Brasil, o Pará sofre não apenas perdas financeiras - o que já é muito grave para um Estado que necessita dramaticamente de investimentos em serviços públicos e projetos sociais. Aqui, as populações de Belém e das cidades que integram a região metropolitana – Ananindeua, Marituba e Santa Bárbara – estão respirando, ao que tudo indica, um ar poluído pela queima de óleo diesel com teor de enxofre além do permitido.
A denúncia foi feita nesta sexta-feira, durante encontro realizado na Estação das Docas, pelo advogado Francinaldo Oliveira, assessor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará. Na região metropolitana, segundo ele, só pode ser utilizado o diesel S50, um combustível especial que libera menos enxofre, deixando o ar mais limpo. Esse diesel, de coloração verde e preço mais alto, foi adotado no Brasil como forma de diminuir a poluição nos grandes centros urbanos. Além dele, temos o diesel comum, o S500, de coloração vermelha, mais barato e de uso recomendado apenas fora das regiões metropolitanas.
Porém, segundo afirma Francinaldo Oliveira, análises feitas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) em amostras de combustível colhidas em Belém têm feito referência ao diesel de coloração vermelha, o que indica estar ocorrendo aqui o comércio – ilegal – de diesel S500.
O assessor jurídico do Sindicombustível acrescentou que está havendo também a suspeita de desvio fraudulento de óleo diesel destinado ao abastecimento da frota pesqueira do Pará. O óleo que abastece a indústria de pesca, segundo ele, não contém biodiesel e é subsidiado pelo governo com a isenção de impostos – PIS, Cofins e ICMS, o que torna seu preço final sensivelmente mais barato do que o valor pago pelo consumidor comum. Sem entrar em detalhes, o advogado acrescentou haver hoje elementos que reforçam a desconfiança de que o óleo diesel subsidiado vem sendo submetido a descaminho para abastecer frotas particulares, inclusive de ônibus.
Na condição de participante de um encontro que abordou como destaque em sua programação as fraudes tributárias e as distorções que desequilibram o mercado de combustíveis no Brasil, Francinaldo Oliveira observou que a gasolina consumida em Belém é, no geral, de boa qualidade. Em relação ao álcool hidratado, ele disse que o produto aqui é muito caro em relação à gasolina, tornando-se, assim, muito pouco atrativo para os consumidores. O baixo consumo, que o faz ficar armazenado nos tanques por muito tempo, de um lado, e de outro a elevada temperatura e a alta umidade do ar se combinam para uma condensação intensa acompanhada de gotejamento. “Aí acontece de o álcool sair da especificação”, acrescentou.
Ganhos com fraudes superam lucros de distribuidoras
Cálculos conservadores, realizados pelo sindicato do setor, estimam em mais de R$ 1,2 bilhão por ano o valor das perdas sofridas pelo Brasil em decorrência das distorções e fraudes tributárias no setor de combustíveis. “Os ganhos das fraudes tributárias superam em muitas vezes as margens brutas de distribuidoras”, afirmou na sexta-feira em Belém o presidente do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes), Alísio Vaz.
As operações fraudulentas estão relacionadas principalmente, segundo ele, ao comércio clandestino de álcool hidratado, que sozinho deve responder por perdas anuais estimadas em torno de R$ 1 bilhão. Alísio Vaz, que veio a Belém especialmente para participar do VIII Encontro dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniência da Região Norte, denunciou a existência de “empresários picaretas” que se especializaram em buscar formas de fraudar os tributos, através da sonegação, da inadimplência e de outros artifícios.
As fraudes praticadas na comercialização do etanol hidratado, conforme frisou Alísio Vaz, são propiciadas por distribuidoras “não idôneas”, conhecidas como “barrigas de aluguel” e geralmente constituídas em nomes de laranjas. Essas empresas são usadas como intermediárias nas operações de compra junto às usinas. A estas se somam, às vezes como uma só pessoa ou uma só empresa, a figura do “inadimplente profissional”, como é conhecido no meio o mau empresário que se estrutura para não pagar em dia os impostos ou simplesmente não pagá-los nunca.
O presidente do Sindicom enumerou, entre as fraudes mais comuns no comércio do álcool hidratado, a venda sem nota fiscal ou utilização da mesma nota para realização de várias operações de venda, a venda de “etanol para outros fins”, para distribuidoras de combustível ou atravessadores, ou ainda a falsa operação interestadual, com alíquota reduzida de ICMS.
O presidente do Sindicom disse que, além da sonegação de tributos, há ainda a adulteração e a mistura do combustível com produtos menos tributados, ações fraudulentas que afetam também a arrecadação tributária e causam prejuízos aos consumidores. “E algumas distribuidoras que fraudam são oficiais”, denunciou o dirigente do sindicato nacional, que comanda em todo o país uma fantástica rede de distribuição composta de 18.500 postos de serviços pertencentes às suas 12 marcas associadas.
De acordo com Alísio Vaz, o mercado nacional de combustíveis, que comercializou no ano passado 107,4 bilhões de litros e registrou um faturamento de R$ 210 bilhões, acaba sendo permeável às fraudes não somente por causa dos altos valores envolvidos, mas por diversos outros fatores. Entre estes, ele aponta as deficiências na fiscalização tributária, a complexidade da legislação brasileira e as anistias concedidas pelo governo, que indiretamente representam um prêmio aos maus pagadores e aprofundam as distorções do setor. “Sem contar que temos no Brasil uma espécie de cultura da sonegação”, acrescentou.
Assinalou o dirigente sindical, citando dados de um levantamento realizado pela ANP, a Agência Nacional do Petróleo, que a carga tributária incidente sobre os combustíveis no Brasil são excessivamente elevadas. O setor arrecadou, no ano passado, R$ 64 bilhões, sendo R$ 25 bilhões de tributos federais e R$ 39 bilhões de impostos estaduais. No caso do etanol, por exemplo, para um preço médio ao consumidor de R$ 1,99 no período em que se realizou o estudo, apurou-se que 23% eram impostos.
Praticamente o mesmo percentual (24%) incide sobre o valor do óleo diesel, cujo preço médio considerado foi de R$ 2,01. Já no caso da gasolina, a voracidade da máquina arrecadadora do governo é ainda mais acentuada, chegando a 40% o percentual correspondente aos impostos (Cide, ICMS e PIS/Cofins). O custo do produto representa, na verdade, apenas 42% do valor pago pelo consumidor ao abastecer o carro.
Sindicom: sem fiscalização todos perdem
O presidente do Sindicom advertiu que as distorções e fraudes nos combustíveis, de qualquer tipo, causam problemas sérios e pesados prejuízos para todos, governo e sociedade. Os consumidores, segundo ele, são prejudicados pelos defeitos causados no veículo pelo combustível adulterado e de má qualidade, pela perda de desempenho e autonomia do carro e, pesando no bolso, pelo pagamento de um volume menor de combustível a que teria direito se não houvesse a fraude.
Do ponto de vista social e institucional, conforme enfatizou, os prejuízos são devastadores. Perdem os governos e a sociedade pela redução da capacidade de investimento do Estado, pelo crescimento da corrupção e do crime organizado, e perdem ainda as autoridades e as instituições públicas pelo descrédito resultante de sua aparente ineficácia.
Já as distribuidoras e os revendedores, segundo Alísio Vaz, são fortemente prejudicados porque competem com preços predatórios, perdem competitividade em função da concorrência desleal e ainda têm sua imagem desgastada, perante o público consumidor, em função das oscilações de preços.
No entender do dirigente sindical, o governo deve priorizar o combate às fraudes nos combustíveis, com ênfase no etanol, através de quatro linhas básicas de ação: foco nas distribuidoras com preços abaixo de custo, agilidade e rigor no tratamento de inadimplentes, fiscalização de trânsito para coibir as vendas clandestinas e implementação de força-tarefa envolvendo a Secretaria da Fazenda, ANP, prefeituras, polícias e Procon.
Para fechar ainda mais o cerco aos fraudadores e sonegadores de impostos, ele defende a publicação mensal, pela ANP, de um ranking estadual de distribuidoras, por produto; apoio ao Comitê Nacional de Combate à Sonegação no Etanol; esclarecimento sistemático ao Judiciário, para evitar decisões que inibam punições aos fraudadores; e o uso de informações da nota fiscal para identificar e coibir fraudes, mediante cruzamento de dados do produtor com os da distribuidora.
(Diário do Pará)”

 

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