Medicilândia discute economia verde


Medicilândia produz de 30 a 40 mil toneladas de cacau por ano. Essa riqueza toda é entregue as grandes empresas, como Cargil, que levam o produto para ser industrializado em outras regiões. 

Segundo a Ceplac, a região da Transamazônica é a que tem o melhor ganho por hectare: "A cacauicultura paraense é explorada basicamente por pequenos produtores e estabelecidos, predominantemente, em solos de média a alta fertilidade, destacando-se como uma das mais competitivas do mundo, principalmente quando se considera a produtividade média (850 kg/ha) e o baixo custo de produção da lavoura (US$ 800,00/t), observados no Território da Transamazônica[2], zona que concentra 77% da produção estadual (CEPLAC /SUEPA/SEPES, 2010)."


A pergunta que fiz aos produtores rurais do município, com quem reuni na sexta-feira, 25.04, acompanhado do professor Raimundo Oliveira, foi como transformar essa produção em mais emprego e mais renda para a população que reside naquela região. 

Medicilândia, embora um município campeão de produção de cacau, ainda sofre com ausência de serviços básicos para população. Não tem procurador de justiça, faltam remédios nos postos de saúde, não tem saneamento básico e a presença do estado não é percebida pela população local.

O ausência de industrias para transformar a produção de cacau em chocolate está entre as carências mais sentidas pela população. Sem gerar emprego e renda, principalmente para empregar a juventude, o município não tem perspectiva de um futuro com sustentabilidade. 

Os professores estão em greve. Os servidores de saúde prometem parar. E o prefeito da cidade não tem dialogo com os seus trabalhadores, essa é a realidade desse município produtor de cacau. 

Alguma coisa está errada nisso tudo, disso sabemos todos. Agora devemos juntar pessoas de bem e compromissadas com o futuro de todos para construir um novo momento na história de Medicilândia e do Pará. 


 

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