O Pará tem números alarmantes em termos de violação aos direitos humanos. Isto se levarmos em conta apenas os crimes dolosos contra a vida. Mas se fizermos uma ampliação do conceito de direitos humanos, analisando, por exemplo, as violações ao direito das pessoas ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, então esses números vão crescer em muito.
Na terça-feira, dia 28.04, a partir das 9h, no Hangar Centro de Convenções, durante a Conferência, terá lugar um fórum, sobre acesso à agua e meio ambiente. Discutiremos casos concretos, dentre os quais, o caso macrodrenagem da bacia do Una. Dos debates sairá um documento denunciando o Estado do Pará por mais esta violação.
No Qatar, ao falar das prevenções de crimes, Jatene ouvirá da platéia: O rei está nú.
O Governador Jatene passou a viver num mundo completamente deslocado do mundo real. Um mundo de fantasias, no qual há emprego, saúde, educação, infra-estrutura e total segurança pública para os cidadãos viverem em paz, construindo suas famílias e preparando o futuro dos seus filhos.
É desse mundo que o Jatene falará em viagem oficial para a Doha, no Qatar, e Cambridge, na Inglaterra. No 13.º Congresso das Nações Unidas para Prevenção do Crime e Tratamento do Deliquente, (o nome do Governador não consta da programação, as credito que ele vai falar no evento: veja aqui) que ocorrerá em Doha entre os dias 12 a 19 de abril, falará que através do ProPraz conseguiu prevenir crimes urbanos no Pará. É mentira, todos sabemos, acho que os gringos também sabem, mas o Governador acredita piamente que é verdade e falará sem medo de estar cometendo crime algum.
O que o Governador não dirá é que no dia em que anunciou sua viagem para vender as suas ilusões no estrangeiro, um comissário de bordo da empresa GOL Linhas Áreas, de nome Felipe, hospedado no Hilton Hotel, juntava-se aos inúmeros mortos, vítimas de assaltos, tráfico de drogas, crimes de mando e extermínios aqui no seu Estado.
Felipe deve ter lido a coluna de O Liberal que o Pará é uma estado seguro, acreditou na propaganda oficial de Jatene e decidiu dar uma voltinha pelos arredores do Hotel, bem ali no Centro da Metrópole da Amazônia, tempo suficiente para encontrar a morte trágica, encontrou a morte pela bala de um revólver, talvez alugado à jovem desses das nossas periferias pobres e dominadas pelo tráfico de drogas ou por milícias a serviço de quadrilhas organizadas.
O corpo do Comissário de Bordo, que saiu de sua residência em Niterói, vestindo as belas roupas brancas com detalhes laranja, da Companhia a aérea Gol, voltará enrolado num papel alumínio e dentro de uma urna metálica para casa de sua mãe e de seu pai, que o receberão com os corações partidos, sem acreditar que o filho amado, criado com todo carinho, com uma carreira brilhante pela frente, encontrou a morte no estado do Pará, governado a mais de 16 anos pelos tucanos do PSDB.
Espero que outras pessoas ao ouvirem o ilusionista Simão, tenham ao menos a curiosidade de olhar as estáticas oficiais sobre violência urbana no Brasil e descubram que o Pará é um dos estados mais violentos do país.
Quem sabe algum garoto na platéia desse evento, olhando para Simão Jatene falar em prevenção de violência urbana e do sucesso do ProPaz, tenha a coragem que nem um dos políticos daqui tiveram de pronunciar a velha e sincera frase do conto do dinamarquês Hans Christian Andersen, As roupas novas do rei: O Rei está nú. Jatene ouvirá o garoto, suspeitará que a frase é verdadeira, mas continuará sua farsa.
Cooperados de Cametá tem máquina apreendida pela Receita Federal e demitem 20 trabalhadores
O Pará sempre me surpreende negativamente. Fui a Cametá participar da posse da nova diretoria do Partido Verde local e lá fui procurador por pessoas do Projeto Óleos Verdes:
"…o projeto respeita a conservação e o reflorestamento principalmente da espécie nativa da palma chamada Inajà (maximiliana regia), que produz cachos de frutos oleaginosos quase o ano inteiro, por meio de um manejo sustentável desenvolvido por nossos engenheiros agrônomos em colaboração com os produtores locais da Região do Baixo Tocantins – Cametá, Baião, Oeiras , Limoeiro de Ajuru e Igarapé Mirim."
Acesse: Óleos Verdes
"…o projeto respeita a conservação e o reflorestamento principalmente da espécie nativa da palma chamada Inajà (maximiliana regia), que produz cachos de frutos oleaginosos quase o ano inteiro, por meio de um manejo sustentável desenvolvido por nossos engenheiros agrônomos em colaboração com os produtores locais da Região do Baixo Tocantins – Cametá, Baião, Oeiras , Limoeiro de Ajuru e Igarapé Mirim."
Acesse: Óleos Verdes
A história é inacreditável, mas é assim que aconteceu. Os cooperados conseguiram tecnologia, parceiros, financiamento e compradores. Precisavam então de máquinas adaptadas a extração do óleo de inajá. Os parceiros italianos construíram uma máquina especifica e sem similar nacional. A máquina foi fabricada exclusivamente para atender as necessidades da Óleos Verdes.
Para importar a máquina, o projetos utilizou uma empresa de São Paulo, mas a máquina foi presa pela Receita Federal no Pará. A Receita alega que os trâmites burocráticos não foram respeitados. Prendeu o equipamento e levou a leilão. A cooperativa perdeu a máquina e sem apoio de ninguém, foi obrigada e demitir 20 trabalhadores, pois para cumprir os contratos está utilizando de aluguel de uma fábrica em Santa Izabel, com custos mais altos.
Fiquei triste, pois isso é inadmissível para um Estado como Pará que precisa gerar emprego e renda diversificando a sua base produtiva. Enquanto o Governo do Estado ficar preso ao boi, madeira e ferro, este Estado não superar a pobreza e a desigualdade.
Propósito para Semana Santa: Fim da Corrupção
Entramos na
Semana Santa, tempo dedicado pelos cristãos às orações, reflexões e jejuns,
culminando com a paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nada de
orações vazias, os tempos atuais exigem dar sentido prático à nossa fé.
Proponho dedicarmos esses dias, até a Festa da Páscoa, a reflexões sobre como a
corrupção dominou a sociedade brasileira e como podemos nos livrar dela,
assumindo compromisso para estirpá-la de todas as partes, inclusive das nossas
vidas, tornando a nossa casa e o nosso país limpos e sadios.
A corrupção
dominou nossas instituições e, por isso, vivemos uma verdadeira crise moral,
tanto na política, quanto na sociedade.
A corrupção
política deriva da corrupção social, que é consequência de um coração corrupto.
Se o coração do homem fosse puro, não haveria corrupção. “Porque onde está teu
tesouro, lá também estará teu coração” (Mt 6,21)
O Brasil está
cansado de tanto dinheiro público desviado por empresários, políticos e
funcionários públicos. O dinheiro deveria melhorar a vida das pessoas –
inclusive a de quem o rouba –, financiando políticas públicas de educação,
saúde, geração de emprego e rendas. O dinheiro público que iria melhorar a vida
de muitas pessoas, acaba financiando o luxo de poucos.
O mal exemplo
dos dirigentes do país espalha-se como rastilho de pólvora por todos os cantos
do país. Atingindo o coração das pessoas, influenciando negativamente as
relações sociais.
Incomodam o
comportamento mentiroso, inescrupuloso, anti-éticos das pessoas em relação as
outras.
O que é
corrupção?
O Dicionário
Priberam da Língua Portuguesa define corrupção como o comportamento desonesto,
fraudulento ou ilegal que implica a troca de dinheiro, valores ou serviços em
proveito próprio. No sentido figurado é a degradação moral.
Para o Papa
Francisco: “A corrupção não é um ato, e sim um estado, estado pessoal e social,
no qual a pessoa se acostuma a viver” (Corrupção e pecado, 39).
A corrupção
fede. Segundo o Papa, uma sociedade corrupta exala um odor insuportável.
No tempo de
Jesus Cristo apareceram pessoas corruptas e Ele as combateu incessantemente.
Apontou a corrupção dos fariseus, dos saduceus, dos essênios e dos zelotas. Não
os combateu apenas com palavras, mas usou até um açoite para expulsar os
vendilhões do Templo de seu Pai.
Jesus
Cristo sempre praticava o que pregava.
É
hipocrisia apontar a corrupção que ocorre no governo, entre os empresários e
políticos e praticá-la no cotidiano, nos pequenos gestos, quando para se extrai
proveito de uma situação, deixa-se de cumprir as regras e respeitar o direito
das outras pessoas.
Não
fiquemos preso ao passado ruim da nossa sociedade. As corrupções que estão
acontecendo deve nos desafiar a mudar o país e as nossas vidas.
Devemos
desestimular atitude corruptas em nossa sociedade. Vender ou trocar voto por
qualquer vantagem pessoal por menor que ela seja, precisa parar. Fraudar
licitações. Deixar de entregar o que foi contratado. Superfaturar preços
públicos. Criar dificuldade para vender facilidade. Chega de todo esses males
que nos maltratam.
Como um
verdadeiro cristão, devemos fazer um propósito de usar a verdade em tudo no nosso
cotidiano. Limpemos o nosso coração da corrupção praticada até aqui. E como
pessoas limpas, ajudemos a construir um sociedade limpa, cheirosa.
Pensei em
terminar essa reflexão com as leis penais sobre corrupção e outros crimes
conexos. Mas, ao contrário, resolvi seguir com Jesus Cristo, que deixou apenas uma
lei, com um único artigo, mas que, sendo observado, livraria a nosa sociedade
desse grande mal: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro
mandamento maior do que estes”. (Marcos 12:31).
Se amarmos
o próximo como a nós mesmo, não há hipótese para a prática de qualquer ato de
corrupção, pois a corrupção ofende quem recebe e quem pratica.
Artigo publicado no Estado do Tapajós
Ódio do PT e da Dilma.
Faço um esforço muito grande para entender o ódio ao PT que algumas pessoas estão expressando por ai. Nem tem manifestação de rua, apenas uma conversa de bar, quando por algum motivo o nome do Partido ou da Presidente surge, as pessoas vociferam insultos. Dizem que o partido está cheio de ladrões e que são culpados por tudo que está acontecendo de errado no Brasil. A Presidente Dilma recebe uma penca de adjetivos e acusações moram aos borbotões.
Os petistas estão assustados com tanto ódio. Eles listam um monte de políticas públicas e dizem que todas foram feitas pelo Partido. Na educação superior mostram que a política de cotas, o ciência sem fronteiras, o PROUNI, o FIES... Todos foram programas implementados pelo PT e os jovens beneficiados por esses programas são os mais raivoso contra o governo comandado por Dilma e pelo Partido.
A ódio ainda está na classe média, a primeira a ser atingida pela recessão e pelas altas de preços. O problema é quando os efeitos da crise atingirem a grande massa, o povão. A classe média é coxinha, mas o ódio do povão é um pouco mais difícil de controlar.
Os pobres eram pobres, seus pais eram pobres, seus avós também eram pobres. Ser pobre neste país injusto sempre foi uma sina. As pessoas nasciam assim e morriam assim. Os programas sociais chegaram, foram bons, foi uma tentativa de distribuição de rendas e que não pode retroceder. Pois uma coisa é nunca ter tido. Outra bem diferente é ter um pouquinho que seja e depois retirarem esse pequeno bom bom.
O Governo e a classe dirigente precisa ter responsabilidade com o futuro do Brasil. Uma coisa é ódio ao PT e a Dilma, outra bem diferente é colocar em risco o Brasil.
Os petistas estão assustados com tanto ódio. Eles listam um monte de políticas públicas e dizem que todas foram feitas pelo Partido. Na educação superior mostram que a política de cotas, o ciência sem fronteiras, o PROUNI, o FIES... Todos foram programas implementados pelo PT e os jovens beneficiados por esses programas são os mais raivoso contra o governo comandado por Dilma e pelo Partido.
A ódio ainda está na classe média, a primeira a ser atingida pela recessão e pelas altas de preços. O problema é quando os efeitos da crise atingirem a grande massa, o povão. A classe média é coxinha, mas o ódio do povão é um pouco mais difícil de controlar.
Os pobres eram pobres, seus pais eram pobres, seus avós também eram pobres. Ser pobre neste país injusto sempre foi uma sina. As pessoas nasciam assim e morriam assim. Os programas sociais chegaram, foram bons, foi uma tentativa de distribuição de rendas e que não pode retroceder. Pois uma coisa é nunca ter tido. Outra bem diferente é ter um pouquinho que seja e depois retirarem esse pequeno bom bom.
O Governo e a classe dirigente precisa ter responsabilidade com o futuro do Brasil. Uma coisa é ódio ao PT e a Dilma, outra bem diferente é colocar em risco o Brasil.
PEC da Bengala ou da senilidade jurídica
Você já ouviu falar na PEC 475/2005? Não. PEC você sabe, é a abreviatura para projeto de emenda constitucional. Pronto, a primeira parte do enigma está esclarecido. Quando você ouvir falar em PEC, saiba que querem mudar alguma coisa na nossa Carta Magna. Geralmente as PECs vem acompanhada de um número de ordem e isso não quer dizer nada para o leigo, e as vezes nem para os parlamentares com baixa frequência no parlamento. Para facilitar o entendimento, as PECs recebem um apelido, com o qual se popularizam.
A PEC 475 foi apelidada de PEC da Bengala. Mas ainda assim muita gente não consegue saber do que se trata apenas pelo nome que deram a esse projeto de emenda constitucional. Bengala lembra velhice, idade avançada, terceira idade. Mas nem todos os idosos usam bengala, bengala é sinal da aristocracia. São idosos aristocratas que usam bengala.
A emenda refere-se a idade e a uma classe distinta.
O que os deputados querem alterar então?
Chega de enrolação. Vamos logo desvendar esse mistério. O desejo da emenda constitucional é alterar a idade de aposentadoria dos magistrados de 70 para 75 anos.
A emenda quer, na verdade, impedir que a presidente Dilm nomeia mais cinco ministro para o STF e assim, controle a corte Constitucional do país. Os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber, serão aposentados pela chamada expulsória, as 70 aos de idade.
O PT, a mais de 16 anos no poder, pode indicar membros para os tribunais superiores do país em número tal que colocou em cheque a independência da cúpula do judiciário brasileiro, mas querer se aproveitar de uma fragilidade política da presidente para alterar a idade de aposentadoria compulsória dos membros da cúpula do Poder Judiciário é uma golpe duro na democracia brasileira.
Tudo começou quando o presidente Fernando Henrique Cardoso alterou a Constitui'ão ederal para permitir a reeleição sem alterar os outros artigos que sofreriam com a permanência maior do chefe do Executivo. Era importante, naquela época, fazer uma reforma, retirando ou alterando o sistema de freios e contrapesos, típicos da República.
Alterar a idade de aposentadoria dos magistrados não diz respeito a expectativa de vida do indivíduo, mexe com a carreira da magistratura e permite que a cúpula do judiciário brasileiro fique intacta por até 40 anos. O Poder Judiciário é conservador por excelência, o que faz a dinâmica é a presença dos advogados com o debate de teses novas que viram jurisprudência nas corte superiores. A manutenção de um mesmo julgador por 40 anos, significa manutenção de jurisprudência e o engessamento de debate jurídico, tão caro a cidadania.
O executivo e o legislativo se renovam a cada quatro anos. O Judiciário precisa se renovar. O deputados podem até alterar a idade para o magistrado se aposentar, mas deveriam pelo menos estabelecer mandatos e alterar a forma de indicação, permitindo um processo mais aberto e participativo. Apenas alterar a idade de 70 para 75 anos é oportunismo dos atuais ocupantes de cargos no limite de aposentar-se e também dos partidos que postergaram a indicação para punir Dilma e deixar que as indicações sejam feitas pelo próximo presidente, que pode ser um dos caciques políticos patrocinadores da PEC da Bengala.
A PEC 475 foi apelidada de PEC da Bengala. Mas ainda assim muita gente não consegue saber do que se trata apenas pelo nome que deram a esse projeto de emenda constitucional. Bengala lembra velhice, idade avançada, terceira idade. Mas nem todos os idosos usam bengala, bengala é sinal da aristocracia. São idosos aristocratas que usam bengala.
A emenda refere-se a idade e a uma classe distinta.
O que os deputados querem alterar então?
Chega de enrolação. Vamos logo desvendar esse mistério. O desejo da emenda constitucional é alterar a idade de aposentadoria dos magistrados de 70 para 75 anos.
A emenda quer, na verdade, impedir que a presidente Dilm nomeia mais cinco ministro para o STF e assim, controle a corte Constitucional do país. Os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber, serão aposentados pela chamada expulsória, as 70 aos de idade.
O PT, a mais de 16 anos no poder, pode indicar membros para os tribunais superiores do país em número tal que colocou em cheque a independência da cúpula do judiciário brasileiro, mas querer se aproveitar de uma fragilidade política da presidente para alterar a idade de aposentadoria compulsória dos membros da cúpula do Poder Judiciário é uma golpe duro na democracia brasileira.
Tudo começou quando o presidente Fernando Henrique Cardoso alterou a Constitui'ão ederal para permitir a reeleição sem alterar os outros artigos que sofreriam com a permanência maior do chefe do Executivo. Era importante, naquela época, fazer uma reforma, retirando ou alterando o sistema de freios e contrapesos, típicos da República.
Alterar a idade de aposentadoria dos magistrados não diz respeito a expectativa de vida do indivíduo, mexe com a carreira da magistratura e permite que a cúpula do judiciário brasileiro fique intacta por até 40 anos. O Poder Judiciário é conservador por excelência, o que faz a dinâmica é a presença dos advogados com o debate de teses novas que viram jurisprudência nas corte superiores. A manutenção de um mesmo julgador por 40 anos, significa manutenção de jurisprudência e o engessamento de debate jurídico, tão caro a cidadania.
O executivo e o legislativo se renovam a cada quatro anos. O Judiciário precisa se renovar. O deputados podem até alterar a idade para o magistrado se aposentar, mas deveriam pelo menos estabelecer mandatos e alterar a forma de indicação, permitindo um processo mais aberto e participativo. Apenas alterar a idade de 70 para 75 anos é oportunismo dos atuais ocupantes de cargos no limite de aposentar-se e também dos partidos que postergaram a indicação para punir Dilma e deixar que as indicações sejam feitas pelo próximo presidente, que pode ser um dos caciques políticos patrocinadores da PEC da Bengala.
O PSDB e o PT geraram “aurelianos” com rabos de porco
Tenho ouvido com muita tristeza as noticias escabrosas sobre
a operação “Lava Jato”, envolvendo valores astronômicos desviados da Petrobrás.
O desvio envolve políticos e partidos diversos, com o peso maior caindo sobre as
costas do PT por duas razões, embora o iniciador de tudo isso tenha sido o
PSDB.
O PT está no governo a mais de 12 anos e havia se encontrado
“bandalheira” do período do PSDB, de Fernando Henrique Cardoso, que deveria ter
denunciado, apurado, prendido e corrigido o rumo das coisas na empresa. Mas não
o fez, resolveu aderir a mesma prática, sofisticar a forma de retirar dinheiro
público para fazer caixa de campanha e financiar as atividade políticas.
O PT se formou, cresceu e chegou ao poder do País prometendo
moralidade absoluta e combate a qualquer forma de corrupção, bem como
implementar a reforma política que permitisse que pessoas de qualquer nível
social, não importando o patrimônio, pudesse participar das eleições para cargo
público em pé de igualdade.
Dito isto, quero agora fazer uma constatação que sei ser
polêmica, mas é a opinião de uma pessoas que está na janela, olhando as coisas
há muitíssimo tempo. Parecendo aquela vizinha mais antiga da rua que tudo sabe
e tudo vê, assim como Úrsula Igurán, de Cem Anos de Solidão, do genial Gabriel
Garcia Marques.
Não é que eu seja velho, mas é que comecei a participar da
política bem jovem e até aqui vi muito acontecer. Quem enfraqueceu a Petrobras
e a entregou nas mão dos políticos foi o PSDB e Fernando Henrique Cardoso.
A Petrobras, junto com a companhia Vale do Rio Doce e a
DOCEGEO, era uma empresa forte, representando o orgulho do povo brasileiro.
Sempre foi muito respeitada no mercado por causa da competência técnica de seus
funcionários, que nunca deixaram a peteca cair e mantiveram por muito tempo, o
espirito do “Petróleo é Nosso”.
Os petroleiros eram muito respeitados. Tinham uma
organização sindical forte, combativa e vigilante em relação a saúde da
empresa. Mantiveram sempre a roubalheira e as indicações políticas fora da
estatal, pois tinha pela Petrobras um amor idealista, nascido na luta dos
nacionalistas brasileiros que junto com Getúlio Vargas construíram o modelo
econômico de empresas estatais fortes e estratégicas nas mão e sob o controle
do Estado.
Os petroleiros, aliados aos urbanitários, às telefônicas e
funcionários da Vale do rio Doce, forma decisivos na organização do melhor e
mais combativo movimento sindical deste país.
Sindicalistas de boa estirpe, que tinham limites até no
corporativismo. Colocando os interesses da sociedade e das empresas estatais sempre
acima dos seus próprios interesses. Eram o que havia de melhor na tradição
sindical de esquerda séria, que vinha da época dos comunistas do velho
Partidão. Aqui rendo homenagem ao ilustre paraense Sá Pereira, sindicalista que
junto com os petroleiros paraenses, viu a sede da Serzedelo Corrêa, hoje em
escombros, ser invadida pelos militares durante a Ditadura.
No governo de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB aderiu a
tese do estado mínimo e do estado regulador. O estado não era bom gestor e nem
era seu papel atuar na economia. A iniciativa privada fazia isso muito melhor,
com mais agilidade e sem a interferência dos políticos.
O ministro Sérgio Motta, foi escalado para comandar um
grande processo de privatização, primeiro no setor de telecomunicações, depois
na Vale e em seguida no setor de petróleo.
Sérgio Motta foi também o articulador político de Fernando
Henrique para aprovação da emenda da reeleição. Na época, choveram denuncias de
compra de votos parlamentares para aprovação da emenda, até uma CPI foi
ensaiada no Congresso Nacional e abortada depois que o PMDB, sempre ele, saiu
da sombra e conquistou dois ministros, Iris Rezende na Justiça e Elizeu Padilha
nos Transportes.
Venderam para o povo - e a imprensa aderiu - como cereja
desse bolo, a regulação através das poderosas agências reguladoras e a
possibilidade de investimentos privado no setor, além de usar o dinheiro da
venda para equilibrar a economia, acabar com a inflação e investir em áreas
sociais. Um plano para lá de perfeito.
Os petroleiros reagiram em uma greve monumental que
incomodou Fernando Henrique e Sérgio Motta. O PSDB então percebeu que não teria
sucesso sem derrotá-los.
A greve começo para exigir o cumprimento de uma acordo
salarial de 1994, firmado na presença do presidente da república, Itamar
Franco, pelo Ministro da Minas e Energia, mas passou a ser a batalha decisiva contra
a entrega das grandes empresas e de grandes setores da economia nas mãos do
estado para iniciativa privada.
Os petroleiros resistiram bravamente as investidas do
Governo, que para massacrá-los, usaram a imprensa para jogar o povo contra a
greve e até as tropas do Exercito. Na
madrugada de uma quarta-feira de maio de 1995, o presidente Fernando Henrique
Cardoso ordenou que 1.630 soldados do Exército ocupassem quatro das onze
refinarias da Petrobrás.
Se de um lado o PSDB e os petroleiros sabiam o que estava em
disputa, a CUT e as demais categorias mesmo percebendo a gravidade do momento,
não agiram como deveriam. A Veja foi certeira ao publicar: “o recurso militar se explicava pelo objetivo político do presidente:
vencer, de maneira acachapante, a única oposição organizada ao governo, a CUT.
Para um governo que pretende acabar com a indexação salarial, extinguir
privilégios do funcionalismo público e mexer nas aposentadorias, derrotar o
setor mais forte do sindicalismo é uma condição quase que obrigatória.”
Quando os petroleiros, enfraquecidos pelos fortes ataques
desferidos por Sergio Motta a mando do Planalto, recorreram à solidariedade dos
outros sindicatos, ela não veio, ficaram sós e isolados receberam um golpe
fatal.
O Ministro Almir Pazzianoto usou um erro formal, a ausência
da assinatura do presidente da Petrobras no acordo salarial para tornar a greve
ilegal e aplicou multas astronômicas por cada dia de paralisação, mandando a
leilão as sedes históricas dos sindicatos e permitindo a demissão dos
dirigentes dos petroleiros. Interpelado pela imprensa, Pazzianoto tentou
explicar sua decisão política: ``Os
petroleiros caíram num engodo. O acordo não tem validade porque devia ser
assinado pelo presidente da Petrobrás e foi assinado pelo ministro das Minas e
Energia".
Foi um golpe duro em todos os sindicatos e no Brasil.
Rompido à resistência, vencida a batalha principal, Fernando
Henrique quebrou o monopólio do petróleo, vendeu as telefônicas e deu de
presente a setores privados a maior empresa de mineração do Mundo, a Vale do
Rio Doce.
O preço e a venda da Vale do Rio Doce até hoje são alvos de inúmeras
ações judiciais que tramitam no TRF da Primeira Região, cuja relatora,
desembargadora Selene Maria de Almeida, disse-me, em uma audiência que fui
tratar do caso Belo Monte, que quando recebeu a primeira ação era contra a
venda da Empresa. Hoje, passado tanto tempo, mudou de opinião, não quer mais
desfazer o negócio, deseja apenas sentenciar de mérito, pondo fim ao feito e
determinando que os compradores paguem o preço justo pela compra da estatal, mas
nem isso estava conseguindo, face ao número de réus, de meios procrastinatórios
e as influências políticas em desfavor da justiça.
Ao derrotar os petroleiros e os demais sindicalistas das
estatais, as interferências políticas na gestão da Petrobras passaram a ser uma
realidade, junto com ela a relação promiscua de contratadas com esquema de
financiamento de campanha.
As negociações entabuladas pelo PSDB, para aprovar a emenda
da reeleição e barrar CPI’s que desejavam investigar os desvios nas privatizações,
com membros do Congresso Nacional, dando a eles cargos e apoios financeiros
eleitorais, iniciou uma página triste e suja da nossa história política, que
foi continuada, infelizmente, pelo Partido dos Trabalhadores, em um grau muito
maior.
E logo o PT que tinha obrigação de reavaliar as
privatizações e justiçar os irmãos sindicalistas abatidos por Fernando Henrique
e Sérgio Motta, o mentor e iniciador da maior história de corrupção já vista
numa República Democrática do Ocidente.
O povo brasileiro precisa saber dessas histórias, precisa se
posicionar com veemência como está fazendo. Cobrar apuração radical da
corrupção e punição exemplar de todos os empresários, funcionários e políticos
envolvidos. Limpar o PT e o PSDB e até ir para as ruas com o pedido de
impeachment da presidente Dilma.
Dilma estará cumprindo um doloroso papel tendo que ficar
viva até a sétima geração de políticos viciados em patrimonialismo. Estando no
final da história, cabe a nossa Úrsula Igúaran, assistir os filhos que o PSDB e
o PT - que em tudo por tudo são iguais -
geraram, esses “Aurelianos” com rabo de porco, serem devorados pelas formigas,
como previsto na profecia de Melquíades, fazendo surgir dai uma nova Macondo.
nascerá então um país forte, justo, ambientalmente sustentável e livre da
corrupção.
Um risco de doença a cada copo de água
Volto ao tema água. Sou obrigado a fazê-lo depois que li,
no último final de semana, a coluna Repórter 70, d’O Liberal, a importante denúncia
de que a água mineral ou água natural vendida no Pará tem pH abaixo de 7 sendo,
por isso, bastante ácida, podendo trazer prejuízos à saúde das pessoas.
Todos temos a necessidade de beber no mínimo dois
litros de água por dia. O nosso organismo pede-a a todo instante, pois sem a água
ninguém vive. Mas não podemos ingerir
qualquer água, pois ela deve ter boa qualidade, livre de impurezas e com um pH
neutro, acima de 7, coisa que é difícil de encontrar nas águas servidas pelas
redes públicas das cidades onde moramos.
Os serviços públicos de
abastecimento de água
não são confiáveis para a maioria da população. A água é retirada
da fonte contaminada, tratada mal e transportada por uma rede de encanamento
envelhecida, cheia de vazamentos. Essa água acaba sendo contaminada no caminho
da estação de tratamento à torneira que fica nas pias das nossas casas.
Para ter água de boa qualidade o jeito é recorrer à chamada água mineral, que às vezes é natural, não
tendo propriedades exigidas por norma técnica. As cidades paraenses, por terem
pouco investimento em abastecimento, são grandes consumidoras dessas águas
engarrafadas, consideradas luxo em muitos países.
Resulta-se a venda da água mineral em garrafões e
garrafinhas por todos os cantos de todas as cidades do Pará e chegando a custar
mais caro que 1 litro de gasolina – antes do último aumento, é claro. O problema é que toda a água
comercializada no Pará tem pH muito ácido e prejudicial à saúde humana.
Porém do que se trata o PH? PH (Potencial
Hidrogeniônico) significa a quantidade de íons H+ em uma solução aquosa, indicando a sua acidez, neutralidade ou
basicidade. O índice é medido de 0 a 14. O pH acima de 7 indica que a solução
está bastante básica. O pH abaixo de 7 significa que a solução está ácida.
Obedecendo à escala logarítmica, a diminuição de 1 ponto no pH significa uma solução 10 vezes mais ácida. Por
exemplo, uma solução com pH 3 é 10 vezes mais ácida que uma solução de pH 4,
100 vezes mais ácida que uma solução de pH 5, 1.000 vezes mais ácida que uma
solução de pH 6 e 10 mil vezes mais ácida que uma solução com pH 7.
O pH ácido influencia em todos os líquidos
corporais, incluindo os líquidos que processam os alimentos e o sangue.
Normalmente, o sangue é discretamente
básico, com um pH situado na faixa
de 7,35 a 7,45. O equilíbrio ácido-base é controlado com precisão pois mesmo um
ligeiro desvio da faixa costumeira pode afectar gravemente muitos órgãos.
Este é um grande perigo que estamos correndo,
segundo a denúncia dum dos maiores jornais do Estado. O mais incrível é que a
nota não foi respondida e até a presente data, os funcionários públicos responsáveis por autorizar e fiscalizar a comercialização dessas águas não
deram satisfação aos milhares de consumidores de água mineral.
A Comissão de Meio Ambiente vai acionar os órgãos
emissores de licença ambiental, mas é preciso que as Câmaras de Vereadores e as
entidades da sociedade civil – que não pode ser servil – atuem em favor da nossa população sem assistência.
No carnaval serão distribuídas milhões de
camisinhas para prevenir DST, mas agora também queremos ter certeza que não
estaremos correndo risco de contrair gastrite, úlcera ou mesmo câncer ao
ingerir um copo d’água para refrescarmo-nos durante o feriado.
Artigo publicado originalmente no Estado do Tapajós
Jatene: Aguardaremos gestos para além das folhas de papéis
O discurso do Governador Jatene na tribuna da Assembléia Legislativa pregando união interna das forças politica para reverter o pacto federativo deve ser analisado friamente, sem as paixões da campanha eleitoral. O PSDB, desde o primeiro mandato de Almir Gabriel, fala em união das forças políticas e da reversão do pacto federativo, mas será que o nossos problemas dependem dessas duas questões? Será que esse discursos tem correspondência com a prática?
Creio que a não união dos políticos paraenses esbarra na forma como o PSDB entende união. União é aceitar que temos pensamentos divergentes, e respeitá-los é a medida da união. Mas o PSDB não consegue conviver com as criticas e diferenças de pensamentos, sempre busca a cooptação e a demonização de quem pensa diferente, assim nunca teremos pontes que nos aproximem.
Nem falo pelos partidos, como o PV, que na campanha para Governador tratou dos problemas e apresentou soluções para a grave exclusão social e ambiental que excluem um terço dos paraenses do acesso a cidadania, falo da OAB Pará, uma das mais representativas entidades da sociedade paraense. Jatene faz questão de tratar a entidade dos advogados como adversária política e não ouve as críticas justas feitas com conteúdo e responsabilidade que a Instituição apresenta.
Jatene prega o dialoga tardio, recentemente mandou para Assembléia Legislativa e aprovou no apagar da legislatura as reformas que bem quis, instituiu taxa, mudou as regras do COEMA e FEMA, extinguiu cargos, criou secretarias, mudou nome de órgãos públicos, fez um governo a sua imagem e semelhança sem conversar com nenhuma força politica de oposição, depois que tudo foi feito, quando não há mais o que conversar, vai a Assembléia Legislativa e diz que devemos nos unir.
Quem comanda o Pará é Jatene e cabe a ele os gestos em favor do dialogo.
Quanto ao pacto federativo, alguém tem que dizer para o Governador, mas acredito que ele saiba, que para mudar as regras federativas é necessários que São Paulo, governada pelo PSDB, esteja insatisfeita e Geraldo Alkmim vai muito bem obrigado, ou seja, nos próximos quatro anos não teremos alterações significativas nessas regras e o Pará não depende disso para resolver a distribuição de riqueza interna e nem a prestação de serviço público de qualidade.
O PV não tem representante na Assembléia Legislativa por uma fatalidade e uma manobra política, mas lançou candidato ao governo, obteve uma votação que empurrou a eleição para o segundo turno e mesmo com as observações feitas aqui, está disposto a sentar, conversar e colaborar, se essa for de fato a intensão sincera do Governador. Aguardaremos gestos para além das folhas de papéis lidas da tribuna do Poder Legislativo.
Creio que a não união dos políticos paraenses esbarra na forma como o PSDB entende união. União é aceitar que temos pensamentos divergentes, e respeitá-los é a medida da união. Mas o PSDB não consegue conviver com as criticas e diferenças de pensamentos, sempre busca a cooptação e a demonização de quem pensa diferente, assim nunca teremos pontes que nos aproximem.
Nem falo pelos partidos, como o PV, que na campanha para Governador tratou dos problemas e apresentou soluções para a grave exclusão social e ambiental que excluem um terço dos paraenses do acesso a cidadania, falo da OAB Pará, uma das mais representativas entidades da sociedade paraense. Jatene faz questão de tratar a entidade dos advogados como adversária política e não ouve as críticas justas feitas com conteúdo e responsabilidade que a Instituição apresenta.
Jatene prega o dialoga tardio, recentemente mandou para Assembléia Legislativa e aprovou no apagar da legislatura as reformas que bem quis, instituiu taxa, mudou as regras do COEMA e FEMA, extinguiu cargos, criou secretarias, mudou nome de órgãos públicos, fez um governo a sua imagem e semelhança sem conversar com nenhuma força politica de oposição, depois que tudo foi feito, quando não há mais o que conversar, vai a Assembléia Legislativa e diz que devemos nos unir.
Quem comanda o Pará é Jatene e cabe a ele os gestos em favor do dialogo.
Quanto ao pacto federativo, alguém tem que dizer para o Governador, mas acredito que ele saiba, que para mudar as regras federativas é necessários que São Paulo, governada pelo PSDB, esteja insatisfeita e Geraldo Alkmim vai muito bem obrigado, ou seja, nos próximos quatro anos não teremos alterações significativas nessas regras e o Pará não depende disso para resolver a distribuição de riqueza interna e nem a prestação de serviço público de qualidade.
O PV não tem representante na Assembléia Legislativa por uma fatalidade e uma manobra política, mas lançou candidato ao governo, obteve uma votação que empurrou a eleição para o segundo turno e mesmo com as observações feitas aqui, está disposto a sentar, conversar e colaborar, se essa for de fato a intensão sincera do Governador. Aguardaremos gestos para além das folhas de papéis lidas da tribuna do Poder Legislativo.
Tartarugas da Amazônia
Os primeiros humanos a pisarem no solo da Amazônia provavelmente vieram da América Central,
esgueiraram-se entre a floresta e as cordilheiras, para depois seguirem pelas
margens dos rios deliciando-se da comida farta — um cardápio à
base de frutas, peixes e muitos quelônios, variedade enorme de proteína animal
saborosíssima. Foi essa fartura de alimentos que
construiu uma nova sociedade, a civilização varjeira ou
condori, —
como costumava denominar o geológo, profundo conhecedor da região, Gabriel
Guerreiro —
às margens do rio Amazonas e seus afluentes. Uma comunidade adaptada ao
movimento de cheia e vazão das águas,
aproveitadora de tudo que a natureza fornece, sem agredí-la. Foi assim por muitos anos e durante muito tempo.
Quer saber mais? Leia artigo no Estado do Tapajós
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