Fraternidade e a vida no Planeta
A Campanha da Fraternidade 2011, cujo tema é a "Fraternidade e a vida no planeta", traz como lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22). O meio ambiente e a ecológia dominará as ações da Igreja neste ano.
A decisão da CNBB veio em boa hora e ajudará o Brasil a repensar as ações e omissões que estão causando desastres e mortes.
Aqui em Belém a Arquidiocese realizará muitas atividades, começando com uma mesa redonda sobre o tema, no dia 25/01, as 19 hs., no auditório da Avenda Governador José Malcher.
Abuso revela outra coisa
Vamos lá, o fato autoriza bastantes conclusões, mas por hora me recuso, sem elementos, enveredar por qualquer caminho, prefiro aguardar os fatos. Mas não posso deixar de anotar aqui o que me chamou atenção no relato de uma das vítimas da violência. A pessoa disse que os policiais a ameaçaram dizendo que poderiam pegar uma moto e mata- lá. Ora esse é o método que tem sido freqüentemente utilizado em diversos assassinatos nos bairros de periferia da grande Belém, dai vem a pergunta: em sendo verdade o relato da vítima, será que estamos diante de casos de extermínio praticado por agente público?
Governador não surpreendeu
Parabéns aos verdes de todo Brasil
O PV de fato nasceu, como poucos partidos brasileiros da vontade da própria sociedade e da consciência de visionários que sentiram a necessidade de construir uma ferramenta para ajudar a gerar políticas públicas capaz de harmonizar o desenvolvimento com respeito natureza e resolução das questões sociais.
Ser um partido, para os primeiros verdes, também significou o desafio de construir um nova forma de fazer política, diferente no jeito de interagir com a sociedade e na relação interna com os seus filiados.
De lá para cá muita coisa mudou. A Constituição de 1988, pela primeira vez, contemplou no artigo 225 um verdadeiro capítulo sobre o meio ambiente. O Ministério e o sistema nacional de meio ambiente foram duas ferramentas em busca da construção de políticas de defesa ambiental.
A pressão internacional e a cobrança por medidas de redução de emissões de gases de efeito estufa fizeram o Brasil sair da passividade em defesa da floresta por exemplo.
Mas ainda há muito para ser feito. A campanha de Marina Silva, com vinte milhões de votos, mostrou que o povo brasileiro está sedento por um terceira via política baseada na ética, pois não basta ter crescimento econômico se isso não vier acompanhado de respeito as questões ambientais e de solução para os graves problemas sociais. Nesse contexto há um grande diferença, o modelo político atual é feito na lógica de governar para o povo e o Partido Verde se propõe, nesse novo modelo, governar com o povo.
Por fim, o PV não está preocupado em ser direita ou esquerda, oposição ou situação, para nós está é uma questão superada. Nos filiamos ao lado dos interesses da população, este é o nosso farol.
Plantando por uma Belém melhor
"Dentro da programação do Aniversário de Belém terminamos de plantar a 388,389,390,391 e a de numero 392 árvore na Praça da Trindade.O plantio foi feito pelo padre Ronaldo, ministros da Eucaristia e paroquianos. Hoje ao final da tarde serão plantadas as tres restantes, completando as 395, na Praça Eduardo Angelim."
Enviado do meu BlackBerry® da Oi.
Homília do aniversário de Belém
Senhor Prefeito,
Senhores e Senhoras,
Irmãos e irmãs,
A leitura que escutamos do livro dos Números é uma fórmula de bênção. Ela reflete a resposta de Deus ao esforço que o homem faz para manter-se puro diante dele e à sua dedicação em servi-lo na comunidade dos fiéis, como seu instrumento mais sublime.
É uma bênção na qual o rosto de Deus que se volta para o povo é todo o Deus que se dá àqueles que o procuram e o aceitam, quando Ele se revela e se mostra como o Único a ser obedecido, a medida de nossas ações.
Assim como o sol ilumina a natureza, Deus ilumina o homem, que reina sobre a natureza e a usa com sabedoria para encontrar sua felicidade e a vida justa. É o que lemos no livro dos Provérbios, que diz: "Na luz da face do rei está a vida" (16,15). É um contraste com o sentimento que se tem em tempos difíceis, quando se pensa que Deus oculta a sua face e abandona o seu povo, como se isto fosse possível a Deus, que é fidelidade e ternura.
Na bênção, pedimos que Deus faça resplandecer seu rosto sobre nós, que o seu cuidado amoroso não se afaste de nós, e que sua "completude", a sua paz, o resumo de todas as sua bênçãos, se derrame sobre todo o seu povo.
É tanta nossa confiança, que o salmo troveja em nosso coração como o coroamento da exaltação de Deus, que "julga o universo com justiça, governa os povos com retidão e guia as nações".
Esta é, certamente, a síntese perfeita da celebração que fazemos , do louvor que dirigimos ao Senhor Deus, fonte da nossa alegria, pois festejar a fundação de uma cidade não é só recordar uma data cívica, que hoje, infelizmente, poucos dão algum valor. É mais do que isso.
É trazer para o presente o ato original e primordial, o dia 12 de janeiro de 1616, tornado realidade pela obra de um homem que se fez fundador, porém, quiçá, mais instrumento nas mãos do verdadeiro Idealizador da cidade. Assim, esta cidade não nasceu da vontade ou da necessidade de uns poucos homens, que queriam tomar posse de uma terra estranha, mas da vontade de Deus que queria que aqui vicejasse a terra dos seus sonhos, lugar de fartura de bens e de paz para todas as pessoas.
Assim está sendo Belém, construída, ao longo destes 350 anos, pelas mãos de tantos homens e mulheres, que decidiram construir aqui a sua história. Para os que amam esta cidade, ela é mais do que um amontoado de prédios e casas, um emaranhado de ruas e avenidas. Ela é, sobretudo, a reunião de pessoas que têm os mesmos direitos e participam, a seu modo e em graus diferentes, da administração dos seus interesses comuns.
Não a vemos acabada, mas em contínuo crescimento, não só físico, mas também na perseguição do ideal de felicidade, a que todos têm direito.
A felicidade e a vida constituem o núcleo da bênção que o Senhor quer derramar sobre nós, no dia de hoje, para que os próximos cinco anos, quando completaremos 400 de existência, sejam de prosperidade e concretização desse ideal e completemos a nossa busca.
Este núcleo poderíamos chamá-lo de bem comum, que, embora esteja sempre em referência ao ser individual, ao homem em particular, sobrepuja os interesses particularíssimos, concretizando-se sempre no conjunto das condições sócio-culturais que consentem e favorecem o desenvolvimento integral de todas as pessoas, em suas necessidades do corpo e do espírito.
Assim, este bem comum exige de todos nós união e ação coordenada, envolvendo todos os organismos sociais, as pessoas de boa vontade e, principalmente, pessoas de fé, para que cada pessoa usufrua do direito à felicidade que almeja.
Esta felicidade não pode ser alcançada, sem que os corações de todos nós estejam voltados para o portador da bênção e abertos para a luz que dele emana.
Esta é uma jornada de fé, que exige firmeza de propósito, determinação e certeza quanto ao objetivo, como realização do sonho de inicial de Deus, para o que Ele constrói, mesmo que seja pelas mãos humanas.
Este foi o caminho que os pastores fizeram "às pressas", não perdendo a oportunidade que Deus lhes mostrava para o encontro que mudaria para sempre não só a vida deles, mas de toda a humanidade. Os momentos únicos pelos quais somos responsáveis são intransferíveis, são nossos e correspondem às nossas atividades como operários na vinha do Senhor, trabalhadores no seu campo.
Somente após este encontro, os pastores voltaram para suas atividades "glorificando e louvando a Deus, por tudo o que tinham visto e ouvido".
Eis que agora estamos nós aqui, vendo e ouvindo as maravilhas que Deus já fez em nossa cidade, e ainda fará, se nós não lhe negarmos nenhum esforço para fazermos a construção dos seus sonhos, a cidade em que queremos morar, Belém do Pará, que todos os dias amanhece e vive sob o olhar materno da Virgem Maria, a quem foi consagrada.
Que Santa Maria de Belém seja a guardiã deste projeto de vida e vele sobre todo o seu povo. Amém.
Enviado do meu BlackBerry® da Oi.
Belém uma senhora de 395 anos
Planejar o sistema de drenagem, para que as águas que por aqui caem, e que não são em pouca quantidade, possam correr e reabastecer os rios que correm por cima e os que correm pelo interior da terra.
Construir sistemas de coletas e tratamento de esgotos, pois não é possível que continuemos a poluir o rio Guamá e a baia do Guajará e isso não doa em nossas consciências. Belém coleta seis por cento do seu esgoto e trata apenas três por cento.
Planejar as construções e a ocupação do solo, fazendo com que elas convivam bem e harmonicamente com o meio ambiente amazônico e preservem as poucas áreas verdes que ainda nos restam.
Construir um belo e eficiente sistema de transporte público, capaz de garantir a mobilidade urbana com qualidade e diminuir o estresse dos congestionamentos constantes.
Precisamos planejar um bom investimento público em cultura e preservação do nosso patrimônio.
Quem sabe, fazendo tudo isso e com a participação da sociedade, os nossos belemenses dos qutrocentos e quinze anos, na festa de aniversário não nos prestem um bela homengem por termos cuidado bem da nossa "morena".

