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150 mil pessoas sem água

150 mil pessoas estão sem água em Belém, desde ontem, por causa do rompimento de uma adutora. Adutora? Mas o que é adutora? Sei lá! Acho que é o cano de água da falida Cosanpa. 

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O cano rompeu, a Cosanpa não estava preparada para emergência, foi pega de calças curtas, e o resultado foi o dia todo as pessoas carregando água nas carroças e bicicletas. Voltamos a Belém do início do Século.

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Jatene, coitado, está com uma bruta virose, ainda tem que se preocupar com este problema. Com o Duciomar Costa o povo nem pode contar, pois eles está mais preocupado em mostrar a cidade de Curitiba, que inveja!. Os vereadores de Belém não podem socorrer o povo neste momento, estão ocupados com outras coisas mais importantes.

O Povo, sabendo das múltiplas ocupações dos nossos governantes, não contou conversa foi logo se virando como pôde, improvisando balde, carroças, bicicletas ou comprando água nos depósitos. Será que eles resolvem ainda hoje o problema? 

Duciomar, Jatene, BRT, calçadas, municípios verdes…

O BRT e de Jatene e Duciomar e o dinheiro é do PT

Duciomar Costa e Jatene brigaram tanto para saber quem era o pai do BRT. Eu apoiei o projeto do Ação Metrópole por causa da população de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Mosqueiro e Santa Izabel que iria ficar prejudicada. Agora que eles chegaram a um entendimento - o Estado construirá de Marituba ao Entroncamento e a Prefeitura de Icoaraci até o Ver-o-Peso -sabe o que aconteceu? Nem a Prefeitura e nem o Estado tem o dinheiro para fazer a obra, dependerão do Governo Federal administrado pelo PT. Vai entender um troço desses!

Calçadas de Belém

Você já andou pelos bairros da nossa cidade? Já? Na Terra Firme tem calçadas? No Jurunas tem calçadas para a as pessoas andarem com tranquilidade e conforto? Na cremação tem calçadas com guias e rampas para os portadores de deficiência caminharem e terem acessibilidade? Um leitor mais impaciente dirá: Zé Carlos tu tá ficando lelé da cuca? se não tem nem rua, imagina calçadas, essas é que não vão ter mesmo. Se na Conselheiro Furtado, uma rua de classe média, por onde passam as reportagens das rádios, das TVs e dos jornais, que o prefeito e vereadores tem um pouquinho de medo, o pedestre sofre, ainda mais lá no Paraíso dos Pássaros ou na CDP que ninguém vê, ali é que não vai ter mesmo? Na maquete talvez tenha, mas quem é que mora em maquete? Só o Duciomar Costa!

Programa Municípios Verdes é maquiagem ambiental

O Governador está lá na Inglaterra e depois vai para Alemanha, aproveitando a folga da semana santa para dar uma esticadinha que ninguém é de ferro. Na Inglaterra aproveitou para falar pros gringos da Fundação Skoll, do empresário da eBay, Jeff Skoll, sobre o “Programa Municípios Verde”.

Eu acho legal quem desmatou replantar. Claro que o Programa Município Verde é uma maquiagem verde, não tem todo esse alcance que querem dar, mas, ainda assim, acho legal. O Sidney Rosa está certo. Ele e seus colegas madeireiros desmataram, queimaram, destruíram Paragominas e agora devem fazer um programa de recuperação das áreas degradas. Nunca mais a mata nativa voltará a ser o que era e nem Paragominas resolveu problemas de saneamento, tratamento de esgoto ou distribuição de água tratada, mas é melhor do que nada.

Os municípios da Calha Norte, para onde Sidney e seus amigos se transferiram em busca de madeira, podem esperar, quando eles terminam de derrubar o último pau da floresta, vão implantar o Programa Município Verde por lá, vão contratar uma ongs de grife e frequentar os simpósios internacionais, tipo Skoll World Fórum, um evento de empreendedorismo, onde o caboco pobre da Amazônia não tem vez.

Reunião de Governadores da Amazônia

No encontro de Governadores para Rio+20, conforme havíamos alertados aqui, não cabia discutia reforma tributária e infraestrutura na Amazônia, embora sejam temas de relevância. Se quiser ter espaço na Conferência da ONU, o Pará deve buscar apresentar alternativa para adotar a economia verde como uma estratégia de desenvolvimento sustentável e combate a pobreza. Outro assunto que cabe é a unificação dos países amazônicos.

Sabe como é que se resolve a injustiça tributária contra o Pará? Basta que o Governador Janete converse com seu correligionário Alkmin, do mesmo PSDB, para ceda e aceite uma proposta nova de distribuição dos tributos nacionais. O nosso adversário é São Paulo, reduto tucano há muito tempo, se os tucanos quisessem resolveriam mudanças na Lei Kandir, no Confaz e outros alterações importantes e o Pará recuperaria parte do prejuizo que estamos tendo. Vamos aguardar que um entendimento entre os bicudos do PSDB.

Transporte público e trânsito

Os dois temas viraram assunto e pauta para próxima eleição e se depender de mim não vai sair do debate deste ano. Eu quero um sistema de transporte público de qualidade que respeite as bicicletas e um trânsito organizado para Belém.

Zé Francisco e Arnaldo Jordy, no horário dos seus partidos, PV e PPS, estão dando show sobre os dois assuntos. Vamos aguarda o que dirá Edmilson Rodrigues e José Benito Priante nos horários dos seus PSOL e PMDB.

Se todos abraçarem a causa, acredito que conseguiremos melhorar a vida das pessoas que moram em Belém. Como diz Jaime Lerner, “Estou convicto que toda cidade, independente de seu tamanho ou afluência, pode melhorar significativamente sua qualidade de vida em dois ou três anos. Mas há que se acreditar que é possível, pois há muito esforço investido em descrever quão difíceis e complexos são os problemas, e pouco esforço efetivo em aplicar soluções.”

Enchente nos Municípios do Baixo-amazonas

Quem acompanha o meu Blog sabe que venho alertando as autoridades quanto as cheias do Amazonas. Desde quando estive em Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Brasiléia e Rio Branco, vendo o nível dos rios afluentes do Amazonas, chamei atenção para o problema. Então, agora não me venha como desculpas que não fizeram nada porque não sabiam. O rio vai subir e vai subir muito, espero que não faça vítimas, atingindo os mais pobres.

Simão Jatene chama governadores para ajudá-lo a manter a pobreza e a miséria na Amazônia

A reunião dos Governadores da Amazônia que Jatene organizou para hoje (25), bem ao seu estilo de jogar para platéia, fazendo cenário para mais uma peça publicitária, tem como pano de fundo a Conferência Rio+20. Jatene diz que vai aprovar uma carta de todos os Governadores para apresentar à reunião da ONU. O Governador só obtém sucesso com esse tipo de ato por conta da ignorância da maioria dos seus interlocutores.
A Rio+20 abordará dois temas: 1. Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; 2. Governança ambiental mundial. Para discutir estes temas existe um primeiro documento, denominado esboço zero, sobre o qual devem os estados-membros da ONU e as organizações não-governamentais debruçarem-se, preparando emendas e sugestões. Leia aqui o documento oficial para Conferência: Esboço Zero.
No encontro de governadores, Jatene, na contramão da Rio+20, propõe discutir reforma tributária, infra-estrutura da região e questões ambientais. Nem um destes temas, exceto as questões ambientais, mas no ãmbito da eonomia verde, cabe na reunião da ONU, simplesmente porque não discutem um modelo de desenvolvimento alternativo ao que vem sendo praticado por aqui e que nada tem haver com a economia verde.
O que Jatene parece querer e desejar é aumentar a arrecadação do Estado com intuito de fazer mais infra-estrutura, permitindo as mineradores, os pecuaristas e madeireiros escoarem nossas riquezas, sempre a custa de danos ambientais e sociais irreversíveis. Este foi um erro que cometemos no período da borracha e que agora continuamos a repeti-lo.
Jatene pousará, filmará, fotografará e a carta que for produzida, um texto, escrito de forma escorreita, pois submetido a muitas revisões, de nada servirá para mudar o nosso destino de estado refém da Companhia Vale do Rio Doce (será que o economista Simão Jatene também não é refém dessa Companhia?).
E por falar em Vale do Rio Doce quando é que o Estado cobrará a taxa mineral? Quando é que o Estado aplicará as regras de cobrança pelo uso dos recursos hídricos denunciada por Jader Barbalho em seu artigo?
FHC no Fórum MundialJatene poderia ao menos solicitar ao LIDE cópia da palestra proferida na sexta-feira (23) em Manaus, por ocasião do Fórum Mundial de Sustentabilidade, por Fernando Henrique Cardoso, sobre os desafios da Rio+20. O ex-Presidente domina melhor o tema e sabe da Urgência de caminharmos na direção de uma economia verde, sustentável, com distribuição de riquezas e combate a pobreza. O Pará, governador, não suporta mais tantos índices desfavoráveis.
Governador, com todo respeito, não estou aqui apenas para divergir da sua reunião, vá, fale com os Governadores sim, mas saiba que não nos enganou, pois este seu ato nada contribuirá para alinhar o Pará com os objetivos da Rio+20. Para corrigir os rumos, que tal chamar uma reunião como as instituições e organizações da sociedade civil para debater um novo modelo econômico para o Pará?

Água indisponível

No Dia Mundial da Água vale a pena ler e refletir:

“Cerca de dois terços do planeta são cobertos por água. Entretanto, a água doce, utilizada pelo homem para consumo e a agricultura, representam apenas 2,5% do total. Dessa porcentagem, grande parte está congelada ou se encontra debaixo da terra. No fim das contas, a quantidade de água doce imediatamente acessível equivale a 0,01% do total de água da Terra.” National Geographic

àgua doceO Brasil possui 11% de toda a água doce disponível na Terra, mas é o país que mais administra mal seu recursos hídricos. Um dos graves problemas é a poluição urbana, que torna a água indisponível para o consumo humano.

A maioria das nossas cidades estão localizadas nas margens de rios e poucas, bem pouquinhas mesmo, dispõe de sistema de tratamento de esgotos. Recebemos a água limpa dentro de nossas casas e a devolvemos à natureza contaminada com produtos químicos altamente tóxicos, proveniente de diversos produtos de uso domésticos como xampus, tingimento para cabelos, água sanitária, saponáceos, etc. O que fazer? Deixar de usar os produtos que contaminam as águas?

Como tenho certeza que você já é dependente deles, sei que Isso você não vai fazer. Para não morrer de remorsos por estragar um bem tão precioso, tem uma saída, exigir que os governantes construam estações de tratamento de esgotos, limpando a água que você involuntariamente sujou, antes de devolve-la a natureza. Não é uma boa idéia?

Coloque este item no rol das suas exigências para escolher os candidatos a prefeito e vereadores em quem vai votar e construa a paz entre você e natureza salvando os 0,01% de água doce disponível que nos resta para o consumo humano.

Descoberto rio subterrâneo que corre por baixo da Amazônia

(Fonte: G1 – Globo)

Indícios da existência de um rio subterrâneo, com a mesma extensão do Rio Amazonas,  que estaria a 4 mil metros abaixo da maior bacia hidrográfica do mundo, foram divulgados neste mês em um estudo realizado por pesquisadores da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional (ON), no Rio de Janeiro.

O Rio Hamza nasce no Peru, na Cordilheira dos Andes, mesma região que o Rio Amazonas. “Essa linha de água permanece subterrânea desde sua nascente, só que não tão distante da superfície. Tanto que temos relatos de povoados daquele país, instalados na região de Cuzco, que utilizam este rio para agricultura. Eles sabem desse fluxo debaixo de terrenos áridos e por isso fazem escavações para poços ou mesmo plantações”, afirmou o pesquisador do pesquisador indiano Valiya Hamza do Observatório Nacional.

nascente do Rio amazonas (Foto: Reprodução/TV Globo)

Lagoa McIntyre, no alto da Cordilheira dos Andes
no Peru: principal nascente do Rio Amazonas
(Foto: Reprodução/TV Globo)

O fluxo da água deste rio segue na vertical, sendo drenado da superfície até dois mil metros de profundidade. Depois, próximo à região do Acre, o curso fica na horizontal e segue o percurso do Rio Amazonas, no sentido oeste para o leste, passando pelas bacias de Solimões, Amazonas e Marajó, até adentrar no Oceano.

“A água do Hamza segue até 150 km dentro do Atlântico e diminui os níveis de salinidade do mar. É possível identificar este fenômeno devido aos sedimentos que são encontrados na água, característicos de água doce, além da vida marinha existente, com peixes que não sobreviveriam em ambiente de água salgada”, disse.

Características
A descoberta é fruto do trabalho de doutorado de Elizabeth Pimentel, coordenado por  Hamza. Ela indica que o rio teria  6 mil km de comprimento e entraria no Oceano Atlântico pela mesma foz, que vai do Amapá até o Pará. A descoberta foi feita a partir da análise de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980.

“A temperatura no solo é de 24 graus Celsius constantes. Entretanto, quando ocorre a entrada da água, há uma queda de até 5 graus Celsius. Foi a partir deste ponto que começamos a desenvolver nosso estudo. Este pode ser o maior rio subterrâneo do mundo”, afirma Hamza.

“Não é um aquífero, que é uma reserva de água sem movimentação. Nós percebemos movimentação de água, ainda que lenta, pelos sedimentos”, disse o pesquisador cujo sobrenome batizou o novo rio.

Por do sol no rio Amazonas, em Itacoatiara (AM) (Foto: Rede Globo)Rio Hamza, descoberto por pesquisadores brasileiros, fica bem abaixo do Rio Amazonas, que corta a região Norte do país, a quatro mil metros de profundidade (Foto: Rede Globo)

De uma ponta a outra
Apesar de ser um rio subterrâneo, sua vazão (quantidade de água jorrada por segundo) é maior que a do Rio São Francisco, que corta o Nordeste brasileiro. Enquanto o Hamza tem vazão de 3,1 mil m³/s, a do Rio São Francisco é 2,7 mil m³/s. Mas nenhuma das duas se compara a do rio Amazonas, com 133 mil m³/s.

“A velocidade de curso do Hamza é menor também, porque o fluxo de água tem que vencer as rochas existentes há quatro mil metros de profundidade. Enquanto o Amazonas corre a 2 metros por segundo, a velocidade do fluxo subterrâneo é de 100 metros por ano.

Outro número que chama atenção é a distância entre as margens do Hamza, que alcançam até 400 km de uma borda a outra, uma distância semelhante entre as cidades de São Paulo e o Rio de Janeiro.

“Vamos continuar nossa pesquisa, porque nossa base de dados precisa ser melhorada. A partir de setembro vamos buscar informações sobre a temperatura no interior terrestre em Manaus (AM) e em Rondônia. Assim vamos determinar a velocidade exata do curso da água”, complementa o pesquisador do Observatório Nacional.

 

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