Peço o seu voto para ser um dos 35 vereadores de Belém

Adesivo do Zé

Meus caros leitores e admiradores do blog e que através dele conhecem os meus propósitos, amanhã é dia de escolher a melhor Câmara Municipal que Belém já teve. Serão 35 vereadores de vários partidos e de várias tendências. Coloco-me a sua disposição.

Aproveito para informar que não haverá publicação de pesquisas. Isto é bom e deixará o eleitor ir para as urnas com sua própria consciência. Boa eleição a todos.

Ainda tem Pesquisa IBOPE para ser divulgada. Como estará o Zenaldo e o Edmilson?

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IBOPE pediu registro de pesquisa em nome da TV Liberal, isto realmente assusta quem está participando desta eleição. O resultado deverá ser divulgado na noite deste sábado, as vésperas das eleições. Outros institutos também solicitaram registros, mas não tenho certeza se serão divulgados. 

Os candidatos se esforçaram, empenharam tempo e muito dinheiro nesta campanha. Os partidos jogam o futuro. Os eleitores, apreensivos, buscam informações sérias para fazer a melhor opção para quatro anos de suas vidas. Tudo isto pode ser jogado fora com o resultado de poucas entrevistas, com poucos eleitores e umas planilhas que poucas pessoas tem acesso. O resultado que eles divulgarem amanhã, certo ou errado, influenciará o voto de muitos eleitores e o resultado das eleições, colocando no segundo turno dois candidatos, deixando de fora a maioria deles. Os que forem vítimas destes números, terão que se conformar e reunir forças para juntar os cacos, pagar os prejuízos e seguir em frente.

Vamos aguardar que desta vez o Juiz Eleitoral, responsável por liberar as pesquisa para publicação, o faço com a segurança necessária. O Ministério Público Eleitoral sei que nada poderá fazer por não ter acesso aos dados antes da publicação. 

Veja o quadro de pedido de registro de pesquisa:

Registro de Pesquisa 02 10

Vereador verde em Câmara cinza


A UFPA atestou o que o Partido Verde vem alertando, Belém está num acelerado processo de perda de cobertura vegetal com sérios prejuízos para qualidade de vida das pessoas. Nossa Câmara Municipal é cinza. Gosta de muito de cimento e os vereadores não se sensibilizam para as causas ambientais como  é a defesa da arborização da cidade e a preservação das áreas verdes. 
A prefeitura licencia prédios e não os obriga a manter um percentual mínimo de árvores nos terrenos  onde se localizam. 
Vamos mudar esta história e fazer Belém voltar a ser a cidade mais arborizada do Brasil. 
Você quer? 
Você pode.

Belém ecopóle da Amazônia: Lúcio Flávio lança o "Dossiê Belém".

Prédios 7
Belém vive uma crise de identidade? 
A nossa cidade perseguiu por muito tempo o título de "Metrópole da Amazônia", dístico que lhe daria a condição de cidade mais importante de toda região. E fomos a terceira cidade mais importante do país durante o período da borracha. Belém "possui bondes elétricos e a iluminação pública era a gás. Logo seria inaugurado o primeiro forno crematório da América dos Sul… … Os moradores da cidade dispunham de água potável e esgoto. Podiam ver as melhores companhias européias em seu suntuoso teatro de ópera". Hoje, fomos ultrapassados por Manaus em muitos aspectos. Perdemos a condição de porta de entrada e porto de saída. As industrias foram para a capital amazonense e as linhas áreas ligam Manaus ao mundo.
Por que isso aconteceu? "Porque há bastante tempo a cidade deixou de planejar, de projetar-se para o futuro, antecipando-se às ondas de um crescimento espontâneo e anárquico, que desgasta o capital acumulado em tantos anos de função metropolitana sem lhe adicionar novos aportes. A cidade deixou de sonhar. E de se mobilizar para tornar seus sonhos em realidade." 
Nosso perfil econômico mudou conforme mudou a realidade do Pará. As industrias foram implantadas próximos dos recursos naturais. Surgiram cidades médias disputando com Belém a primazia de capital e para tanto reclamam repartição territorial. Sem a percepção dos nosso governantes, Belém transformou-se em uma cidade de serviços e que abriga instituições de pesquisas e universidades importantes. O nosso sucesso está ligado a o que hoje chamam de economia criativa.
O Partido Verde, durante os debates preparatórios para eleições municipais de 2012, alcançou está crise de identidade vivida por nossa cidade e resolveu cunhar um novo termo para este novo momento. Passamos a defender que Belém esqueça o termo metrópole e fixe-se em uma nova utopia que resumimos na expressão "Belém ecopóle da Amazônia", um termo tão novo que até o computador quer corrigir sempre que ele é digitado.
Belém capital ecológica da Amazônia seria uma cidade com instituições de pesquisas, cursos de pós-graduação, lazer, um forte comércio, restaurantes, show etc.Tudo o que comporta o terno economia da criatividade, ofertando qualidade de vida as pessoas que trabalham nos grandes projetos instalados no Pará e aos turistas de todas as paragens.
O projeto de cidade que nós do PV sonhamos, leio agora no "Dossiê Belém" (todas as aspas são citações deste documento) que o brilhante jornalista Lúcio Flavio Pinto lança as véspera das eleições, com o título: "A Belém que eu quero (qual é a sua para este 2012 do voto?)".
O PV ainda não reuniu condições para lançar candidatura própria e defender seu projeto de Belém, optamos por uma aliança com o PPS que incorporou nosso projeto as suas proposições. Infelizmente, as armações contra o nosso candidato Arnaldo Jordy, impediram um bom debate sobre o sonho verde para nossa Belém.
A Ecopóle da Amazônia, além de adotar a economia criativa como vocação natural para gerar empregos e renda, deveria ter como projeto: "estabelecer um padrão de vida em relativa harmonia com as condições ambientais". O futuro, porém, só será possível se fizermos um pacto para deixar de ser "a cidade mais barulhenta do Brasil e uma das que mais sofre com a poluição sonora no planeta. É das mais violentas do país. Tem das maiores favelas horizontais. Está entre as mais sujas e das que menos têm esgotos (menos de 10% da população). Apresenta ainda a mais alta concentração de renda. Seus indicadores sociais são ruins. E perde qualidade - e quantidade - no próprio Estado."
Vá até uma banca de revista, e antes de domingo adquira um exemplar deste "Dossiê Belém", leia com atenção, depois pegue o telefone, o computador e convença os seus familiares, amigos, colegas de trabalho e a elejer vereadores e prefeito com a capacidade intelectual e moral de mobilizar Belém "para tornar seus sonhos em realidade".

Debate da TV Liberal foi cancelado, quem ganha e quem perde?

A TV Liberal tomou uma decisão  cancelar o debate entre os candidatos a prefeito de Belém alegando a insegurança jurídica provocada por ações judiciais manuseada por partidos que se sentiram prejudicados pelo critério de chamar apenas os seis melhores colocados. Em São Paulo o debate também foi cancelado. Lá o candidato Levy Fidélix entrou com ação e ganhou o direito de participar no evento eleitoral. Mas aqui em Belém não se tem conhecimento de alguma decisão neste sentido. Dai que a decisão da TV Liberal pegou a todos de surpresa.

A decisão Rede Globo, copiada pela TV Liberal, de convidar apenas os seis melhores colocados, fere o direito de equidade dos participantes do pleito. A TV Liberal alega a impossibilidade de produzir um debate de qualidade com tantos participantes. A Record conseguiu superar a quantidade e realizou um debate num bom formato em que todos tiveram a chance de perguntar e responder.

O cancelamento  do debate prejudica o eleitor por perder a chance de ouvir os concorrentes sem os truques ou as montagens que a propaganda eleitoral comporta. Para a propaganda, o candidato tem recursos e a tranqüilidade de poder gravar, avaliar, testar em qualitativas e até refazer a peça antes de exibir no horário gratuito. No tête a tête não, é o olho no olho ao vivo e qualquer vacilo pode ser fatal.

Edmilson e Zenaldo Coutinho, os dois primeiros colocados na última pesquisa publicada, são os maiores beneficiados com o cancelamento do debate. O retrato de que estes dois candidatos  estão no segundo turno desenhado pelo Vox Populi ficará na cabeça do eleitor até a hora da urna, sem risco de ser alterado por qualquer vacilo de ultima hora.

Os demais candidatos que planejaram desmontar as teses dos adversários, reafirmando suas propostas e se colocando como uma opção viável eleitoralmente, ficaram igual o pintor de quem foi tirado a escada, terminaram com a brocha na mão. 

O cancelamento tem que ser visto com a boa-fé que a TV Liberal merece, mas foi um grande lance eleitoral.

Duciomar quer deixar dívidas para os sucessores

O prefeito Duciomar Costa está impossível. Enviou três mensagens a Câmara Municipal solicitando dos vereadores autorização para contrair operação de créditos com oferecimento de garantias. Os candidatos a prefeito que se cuidem. Do jeito que está, quando assumirem não terão recursos para cumprir as promessas que andam fazendo por ai. Nem três esses, nem creches, nada vai poder ser feito se não tiver recurso em caixa. Pelo jeito, parece que vão sobrar dívidas. 

Ordem do dia

Alteração do centro histórico e entorno foi adiado

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O projeto do vereador Raimundo Castro permitindo a construção de prédios no centro histórico e entorno pautado para sessão da Câmara Municipal de Belém no dia de hoje teve a votação suspensa por acordo dos líderes de bancadas. O acordo foi feito para permitir votar o plano de carreiras da Guarda Municipal. O adiamento, porém, deu a possibilidade de uma reunião entre os dirigentes das entidades da sociedade civil do movimento em defesa de Belém e Raimundo Castro.

Na reunião com os líderes, Castro esclareceu que o objetivo do seu projeto é permitir que seja construído mais um andar no shopping Pátio Belém para proporcionar a revitalização do centro comercial, área da cidade que perdeu 20% do movimento, causando prejuízo financeira aos comerciantes. 

As entidades contestaram o Vereador, mostrando que a lei, da forma que está sendo proposta, permitirá que se construa prédios em toda área do centro e do entorno, indiscriminadamente, causando enorme prejuízos a nossa Cidade. 

Na minha intervenção, propus a suspensão de todas as propostas que visem alterar as leis de construções e a criação de um fórum para debater o planejamento e desenvolvimento urbano de Belém. Propus também a criação de uma Fundação Municipal de Planejamento Urbano nos mesmos moldes do Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba.

O Vereador Castro aceitou as ponderações das entidades, acordou suspender a votação do projeto para que ele seja submetido a uma avaliação técnica na quinta-feira, às 15 horas, e só depois retorne a pauta, acompanhado da avaliação técnica. Castro ainda aceito a idéia da criação do fórum para o debate do planejamento urbano, que definirá o futuro da nossa Belém.

Foi uma vitoria para todos.

Debate da Record foi de confronto entre os candidatos a prefeito de Belém

O debate da TV Record adotou o formato do confronto direto entre os candidatos e permitiu um debate mais real e sem subterfúgio, pena que o horário, 23 horas, ficou impeditivo para maioria da população que acorda cedo para trabalhar muito. O debate terminou 1 hora.
Os candidatos, naturalmente, foram influenciados pela pesquisa Vox Populi e privilegiaram os temas priorizados pelos dois candidatos, Edmilson Rodrigues e Zenaldo Coutinho. Tiveram destaques as bolsas de Edmilson e os três esses de Zenaldo Coutinho. Assuntos como gestão pública, transparência, participação da sociedade nas decisões da cidade, política de pessoal, lixo, arborização e áreas verdes, cumprimento do plano diretor e  meio ambiente, simplesmente não foram tratados. Até a geração de emprego e renda, mesmo ganhando um round, ficou na superficialidade.
Na saúde pública Anivaldo e Sérgio Pimentel, ligados a prefeitura de Belém, acusaram o Estado e a União de serem os dois grandes responsáveis pelo caos da saúde na capital. O primeiro porque não faz sua parte e não investe um tostão em atenção básica. O segundo porque tem programas ineficientes.
Na segurança pública, os candidatos devolveram a bola para o Governador, responsável constitucionalmente por prestar este serviço a população, mas completaram com serviços municipais como iluminação, mais guarda municipal. Jordy, mostrou que temos pouco mais de 900 guardas municipais, quando precisaríamos de no mínimo 1400. Prometeram criar órgãos municipais de segurança, seja uma secretaria ou o pro-paz municipal.
No saneamento ficou dito que o Estado, através da Cosanpa, recebe uma taxa de dez por cento da conta de água para o serviço de esgoto e saneamento, mas não investe um tostão. Zenaldo respondeu com a promessa de prosseguir as drenagens e macrodrenagens dos canais de Belém.
Edmilson foi cobrado por ter concedido seis aumentos de passagens de ônibus durante seu mandato e pelo projeto do bondinho, chamado de "bondinho de ouro". Edmilson teve que explicar como pretende resolver o problema de 50 mil crianças com apenas 5 creches.
Jordy apresentou dados sobre a realidade de Belém e desenvolveu suas propostas para os problemas, evitando o confronto com os outros candidatos. Escapou de ser usado por Jeferson Lima para bater nos outros candidatos que são deputados federais.
Priante partiu para o ataque a Zenaldo Coutinho, questionando sobre a posição do PSDB contrária ao Bolsa Família e as políticas sociais do Governo Federal. Lembrou que Zenaldo foi o líder da oposição ao governo Lula.
Zenaldo Coutinho insistiu nos três esses, mas fustigou Edmilson, questionando sobre o aumento das tarifas dos ônibus. Agarrou-se na idéia da união entre ele o Governador que pode salvar Belém.
Anivaldo Vale, embora tenha problemas em se expressar com mais clareza e concisão, defendeu a atual administração municipal, mantendo a linha de que será a continuidade das obras do BRT e Portal da Amazônia e atacou duramente o Governador Simão Jatene, principalmente na saúde, saneamento e segurança. Vale disse que as pessoas estão nas grades enquanto o bandido está solto e que a Cosanpa recebe dinheiro para fazer saneamento, mas apenas limpa tubos.
Jefferson Lima ligou a metralhadora giratória e bateu em todos que estão a sua frente. Foi para um confronto direto com Sergio Pimentel, acusando-se de ter fugido de um mandado de prisão. Mas  ficou com cara de ingênuo ao tentar pedir aos deputados federais que fiquem em Brasilia e o deixe ser o prefeito. Um apelo patético.
Edmilson Rodrigues, mostrou irritação e agressividade no primeiro bloco, depois do intervalo voltou mais controlado e passou a fazer o seu discurso padrão de líder da revolução que vai salvar o povo das garras da burguesia tirana.
Alfredo Costa aproveitou todas as perguntas para reafirmar suas propostas que são versões municipais dos programas federais do PT. Terminou dizendo que é o verdadeiro candidato do PT.
Sérgio Pimentel mostrou preparo para o debate e que está disposto ao embate. Destruiu com firmeza a idéia da união entre o governador e o prefeito, mostrando que a promessa de Jatene em ajudar o prefeito de Belém foi feita para Duciomar do mesmo jeito que está sendo feita para Zenaldo, mas que na prática esta união não foi capaz de se transformar em benefícios para população da capital.
Marcos Rego manteve o estilo dos seus programas de televisão.
Leny Campelo foi serena, manteve-se no debate propositivo, mostrou conhecimento dos problemas sociais, principalmente aqueles que afetam as mulheres.
Não podemos, como eleitor, nos queixar dos candidatos. Todos são preparados, conhecem os problemas da cidade, apresentam soluções segundo suas concepções de mundo e origem política. Vamos agora para o debate da Rede Globo e depois para urnas, desprezando as pesquisas duvidosas.

Ciclista morto. A culpa é do Governo.

Ciclista morre

Sem ciclovias, ciclistas arriscam suas vidas diariamente na Grande Belem. Ontem chegou a hora do pedreiro Emanuel da Rosa Silva, 33 anos, morador do bairro Águas Lindas. O rapaz foi tragado pelo ônibus nesta disputa desigual por uma espaço na pista e morreu esmagado pelas rodas do pesado veículo. O motorista do ônibus não teve culpa. O ciclista muito menos. 

As obras de duplicação da Rodovia BR 316, bancada pelo Governo Federal através do DNIT, em convênio com a Prefeitura de Ananindeua, previam a construção de uma ciclovia do Entrocamento até o Centro de Ananindeua, local bastante movimentado. Esta obra já consumiu muito dinheiro público, principalmente nos anos de 2008 e 2009.

Apenas o Convênio SIAFI n. 615647, celebrado entre o Governo Federal e prefeito de Ananindeua recebeu R$ 11 milhões conforme pode ser consultado no Portal da Transparência.

Será que este dinheiro todo foi pouco para concluir a ciclovia e proteger pedestres, ciclistas e motoristas que todos os dias trafegam pela BR 316?

Os trabalhadores da construção civil são os maiores usuários da bicicleta como meio de transporte e também as maiores vítimas de acidentes, alguns fatais, como foi o caso do pedreiro Emanuel.

É chegada a hora de compromisso com a vida das pessoas. Ciclovias já!  

Em defesa de Belém

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Entidades da sociedade civil como a ONG no Olhar, a Rede Voluntária de Educação Ambiental, Cidade Velha Viva, Observatório e Fórum Belém, se reuniram ontem na porta da Igreja da Sé para um ato simbólico em defesa da nossa cidade de Belém e contra a aprovação dos projetos de lei que visam mudar o gabarito da Almirante Barroso, Cidade Velha e entorno, o primeiro de autoria do vereador Gervasio Morgado e o segundo de responsabilidade do vereador Raimundo Castro, candidato a vice-prefeito na chapa de Anivaldo Vale. Um abaixo-assinado feito pelo movimento vem recebendo apoio de intelectuais, pesquisadores, populares e artistas. Uma das primeira pessoas ilustres a assinar o manifesto foi a cantora Gaby Amaranthos.

A votação destes dois projetos será na terça-feira, pela manhã, na Câmara Municipal, onde as entidades prometem fazer muito barulho para pedir a rejeição das leis. Alterar os gabaritos destas duas áreas significará mais transtornos para os moradores e um violento atentado ao patrimônio histórico de nossa cidade. Mas atende interesses do mercado imobiliário e do mercado financeiro, principalmente da carteira de crédito imobiliário da  Caixa Econômica Federal, que deveria priorizar o financiamento de projetos de habitação popular, de cunho social, do "Minha Casa Minha Vida".

A especulação imobiliária adotou uma tática para lá de questionável. Primeiro eles compram terrenos em áreas proibidas de construir prédios altos, pagando valor inferior por estes imóveis. Depois pressionam a Câmara Municipal para alterar o gabarito, quando isto acontece, podem construir três vezes mais e lucrar o triplo daquilo que lucrariam com o gabarito anterior. 

Cata no portal

A área do Portal da Amazônia, hoje beneficiada pelas obras da prefeitura, era uma área alagada, onde pessoas muito pobres se espremiam entre grandes áreas de fabricas, portos e madereiras, muitos deles funcionários destas empresas.

Os pobres que moravam naquelas áreas insalubres festejaram a obra do Portal, mas para os ricos a comemoração foi muito maior. As obras do Portal feitas pela prefeitura com dinheiro que será pago por todos os habitantes de Belém, valorizaram estas áreas, antes de pouca serventia para o mercado, e passaram a ter grande valor comercial, ainda mais se for possível construir ali grandes prédios de apartamentos.

Algumas perguntas impertinentes: Será que o gabarito permite construir prédios acima de dez andares? Ali é uma área considerada entorno do Centro Histórico? Se as respostas forem sim, bingo… Estamos falando de milhões que serão financiados pelas carteiras imobiliárias dos bancos públicos e privados.

Os pobres, que moram em casebres de madeira, que sofreram com as pontes, águas fétidas, doenças e que pescavam muçum quando a maré baixava, vão todos ser expulsos pela especulação, é uma questão de tempo. A obra pouco fez para proteger os interesses sociais destas pessoas.

O empresário está cumprindo o seu papel de buscar o lucro. O erro está na atitude dos vereadores, eleitos e pagos para proteger os interesses da sociedade. Vamos todos a Câmara Municipal derrotar estas leis.

P.S.: Aviso aos olheiros dos ricos especuladores de Belém: esta nota não dá direito a interpelação judicial, não adianta tentar.

 

 

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