Caso Bruno e Eliza

Acompanhei e li tudo até agora publicado sobre o caso Bruno. Destaco e peço que as pessoas que acompanham o Blog façam uma reflexão a cerca da ausência da família por trás dos dois personagens desta macabra história.

Uma família desestruturada está por de trás da maioria dos criminosos que superlotam as casas penais brasileiras, tudo somado a frágil sociedade brasileira, invadida por culturas e costumes alienígenas.

Para combater a criminalidade, devemos apostar em uma sociedade forte, começando pelo seu principal núcleo que é a família. Mas, contraditoriamente, estamos trilhando o pior caminho, apostando todas nossas fichas no Estado forte. Estado forte, por mais democrático, sempre resvala para tirania, invasão de privacidade, abuso de autoridade e outras coisas mais.

Apliquem-se as leis ao caso Bruno, porém, para prevenir o aparecimento de novos brunos é preciso fortalecer os mecanismos para uma sociedade forte e auto-reguladora. Uma sociedade que repudie costumes tendente ao crime.

O jogador pobre conseguiu vencer, a moça pobre tentou vencer. Os dois foram tragados pela sociedade de consumo, de festas, de glamour, das telenovelas, revistas Cara, programas de fofocas das tevês abertas, carros de luxo, muito álcool, muita droga e pouca cultura do bom senso. Um mundo de ficção, longe da realidade dura vivida nas periferias das grandes cidades brasileiras.

A Taça é da Fúria. Espanha campeã mundial

Jornalão erram

Os Jornais, na cobertura das eleições, não estão colhendo as informações corretamente e nem consultando as pessoas envolvidas no pleito. Comigo e com o PV já erraram duas vezes, nestes poucos dias.

Publicaram as listas de candidatos dos partidos e esqueceram que são dois os mecanismos de pedido de candidaturas, a coletiva e a individual.

As listas publicadas deixaram de fora todos os candidatos que tiveram suas inscrições formuladas através do pedido individual de inscrições, com isso meu nome ficou de fora das listas.

Depois, no caso das candidaturas avulsas para o mandato de Senador, noticiaram que os presidentes de partidos foram chamados as falas pelo PT. Isto não é verdade, pelo menos no caso do PV.

A semana inteira estive na região do Xingu, em nome da OAB Pará, ouvindo pessoas e entidades que serão afetadas pelas obras de Belo Monte, incluindo os Araras da Volta Grande, e não me reuni uma única vez com o presidente João Batista do PT.

Belo Monte e mais dúvidas

Os ribeirinhos não foram ouvidos

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Daqui deste ponto, no sitio Pimental, o Xingu será barrado. Esse mundão de água será desviado por dois canais até a Casa de Força Principal para impulsionar 20 turbinas. De toda água que passava por aqui um pequena parte, acredito que menos de 10% verterá por sete pequenas turbinas, chamada de casa de força complementar.

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A Volta Grande do rio Xingu sumirá. No seu lugar sobreviverá apenas um pequeno rio de menos de 10% do volume atual. As espécie aquáticas que vivem hoje ai, incluindo os peixes ornamentais, alguns raríssimos como é o caso do acará zebra, ou zebrinha, muito disputado pelos aquaristas, terão que fazer um enorme esforço de adaptação ao novo ambiente, como duvidas se conseguirão.

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Os rio Bacajá e Bacajaí, afluentes do Xingu, acostumados a desaguar num rio caudaloso e de enorme fluxo, um dia vão chegar a sua foz e tomar um susto ao ver que a Volta Grande praticamente sumiu. Estes dois corpos d'águas precisaram se adaptar.

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O povo Juruna e os Araras que bebem a água do Xingu, pescam neste Rio, lavam seus corpos e sonhos nas corredeiras enormes da Volta Grande e usam essas estradas para chegarem até Altamira; vão ter que se contentar em reduzir e interromper está longa relação amorosa com o Xingu.

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O rio Xingu seco na Volta Grande secará a vida dos pescadores ribeirinhos, brasileiros apaixonados, que nunca forma ouvidos. Mas pode encher o leito seco, da outrora Volta Grande, de bateias e mercúrio dos garimpeiros havidos por um filão ou uma boa pedra incrustrada do metal amarelo e brilhos que a muitos seduz.

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Todas as belas imagens publicadas nos post de Belo Monte foram clicadas por Ana Júlia Almeida. Não esqueçam que estas imagens estão com seus dias contados.

Belo Monte e mais dúvidas

O Povo Arara da Volta Grande

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Estive visitando a Volta Grande do rio Xingu acompanhado do cacique Luiz Xipáia e de Marilene Xipáia. Conheci e conversei com os representantes dos índios Araras da Volta Grande. Vi o local onde o Rio vai ser barrado. Fui até as comunidades ribeirinhas da Ilha da Fazenda e Ressaca, próximo ao Garimpo do Galo.

Terminei a visita mais apreensivo com os resultados das compensações sócios-ambientais.

Primeiro houve uma clara manobra da FUNAI no caso da audiência dos indígenas no processo e isso ficou claro com o evento do presidente Lula no dia 22 de junho em Altamira. Lá, no dia 22, foi entregue um documento ao Presidente e dois representantes indígenas se pronunciaram. Para quem não leu o documento, não conhece a realidade e apenas ouviu o representante Xicrim e Parakanã, saiu com impressão que os indígenas estavam a favor de Belo Monte.

Na Aldeia Arara, ouvindo o chefe Josiney narrar os bastidores do processo de elaboração do documento, dá para sentir o tamanho da manobra. Os Araras e os Juruna, povo diretamente atingidos continuam contra. Dizem que o documento não era favorável, mas apenas elencava as questões indígenas; que os dois povos ouvidos não serão atingidos pela Barragem.

O Bicho é bom?

Banca Tapajós

Em todos os municípios do Pará o Bicho está solto, até na Transamazônica. A Banca Tapajós afirma que “o bicho é bom e o povo gosta”.

TRIP dá um trip nos passageiros

O Avião da TRIP que faria o voo 5602 com destino a Altamira, com partida prevista para as 17 horas e 30 minutos deu um trip, ou seja, uma pane no sistema elétrico.

Os passageiros foram embarcados com uma hora de atraso, depois de acomodados, ficaram dentro da aeronave, em um calor infernal. De vez em quando, subia um moço de macacão, com um tapa ouvidos amarelo em cima do capacete, ia até a cabine, depois de minutos voltava, saia da aeronave e remexia lá por baixo. Fez isso umas três vezes sem nada dizer. Ah, na segunda vez não estava mais com o tapa ouvidos amarelo.

Duas aeromoças andavam de lá para, uma delas implicava com minha mochila, primeiro serviram balas e nada disseram, depois água com gelo e sempre caladas, nem aquele sorriso de aeromoça elas davam. Depois de insistentes manifestações dos passageiros, uma delas finalmente falou: – o comandante já vai dar uma explicação, pois estamos esperando uns documentos; o moço do tapa ouvidos subiu novamente.

Uma mãe, agoniada, disse: meu bichinho está desidratando. Um sujeito, parecendo italiano, levantou-se enfurecido e disse: – epliquem, epliquem, entendi “expliquem”, “expliquem”. Nada, nem uma só explicação. Um moço, parecendo um pouco mais rude, ameaçou quebrar a porta para sair. Mães se alvoroçando, pronto, o pânico estava se instalando. Ao meu lado, minha assessora de imprensa a bom tomar água. Tomou até o meu copo, mas foi só a metade.

De repente a voz do comandante: – Senhores e senhoras passageiros, estamos com uma pane elétrica, e não serei irresponsável de decolar antes que a luz do painel apague, em cinco minutos tomaremos providencias. Mas não era documento? De repente as luzes da cabine se apagaram, as turbinas também. Em cinco minutos, tudo ligado novamente e comandante pede mais dez minutos. Os passageiros ficam em pé, as mães, mais alvoroçadas ainda. Uma criancinha ao meu lado, vermelhinha, vermelhinha, grita: - estou virando uma carne frita!!! Foi a senha para todos forçamos a saída e apressamos o desembarque.

Retornamos a sala de embarque, já não sei mais se embarque ou desembarque, a moça anuncia que sairemos em quarenta minutos. Nada de lanche, nada de comunicação, nada de Anac, nada de nada. Uma passageira avisou que era presságio e desistiu. Mal sabe que no outro dia pegará o mesmo avião, só tem esse. Alertada do perigo ainda tentou anotar o prefixo, já não dava mais, a porta automática fechou.

O atraso ainda me permitiu ligar para os advogados do PV que estão no TRE fazendo a inscrição da nossa candidatura. O telefone toca novamente, é a jornalista Rita Soares do Diário do Pará. Dei entrevistas, troquei informações. Quando ia desligando veio a noticia: Vic e Valéria desistiram de concorrer as eleições, fiquei impactado, não sei avaliar se é bom ou ruim. A culpa é desta TRIP. Se estivesse embarcado para Altamira nada disso teria acontecido. Vou processar, recorrer, peticionar, sei lá! Eu só quero é embarcar para Altamira e cumprir minha agenda.

Caso Jader e Paulo Rocha

Os dois parlamentares renunciaram mandatos para escapar da possível cassação e agora enfrentarão processo judiciais para manter suas candidaturas ao cargo de Senador.

Isto é fato, pois a lei complementar 135/2010, na letra “k” do inciso I, do artigo 1º, assim dispõe.

Debati o assunto aqui e disse, na ocasião, que os brilhantes advogados das partes encontrariam meios de defende-los brilhantemente. No post, aventei duas possibilidade de defesa, incluindo a imprecisão da lei no que diz respeito aos termos “desde o oferecimento de representação ou petição capaz de autorizar a abertura de processo por infringência a dispositivo da Constituição Federal, da Constituição Estadual, da Lei Orgânica do Distrito Federal ou da Lei Orgânica do Município…”

Hoje (05), dia fatal para o registro das candidaturas, leio o brilhante artigo do advogado Egydio Salles Filho, com os mesmo argumentos: “A imperfeição da lei, nesse ponto, é viável. Diante de cada caso concreto, como saber se a representação ou petição é capaz de autorizar a abertura de um processo contra o renunciante? Representações ou petições, assim como denúncias, podem, ou não, ser rejeitadas pela autoridade judicial ou administrativa processante?

A simples instauração de um processo não permite a afirmação de culpa ou de responsabilidade de ninguém.”

O que faz deste artigo e da opinião de Egydio Salles um capítulo importante deste importante debate jurídico? E que o Escritório do Dr. Egydio e da nossa Ex-presidente da Ordem dos Advogados do Pará Angela Salles centralizará os argumentos da defesas dos dois pré-candidatos. Prometo acompanhar para aprender um pouco mais.

Grupo Reviver de Igarapé Açu

multifotos

Participei do “Arraiá do Reviver”, festa junina do Grupo de Terceira Idade de Igarapé Açu que apóia minha candidatura a deputado federal.

São senhoras da sociedade local que resolveram dizer não a essa idéia implantada de desprezo aos mais velhos. Elas se organizaram num respeitável clube que promove festas, passeios, atividades produtivas. O Grupo é muito respeitado na Cidade.

A minha estada lá na Festa do Reviver me fez pensar sobre o papel dos mais velhos em uma sociedade. Antigamente o Senado da República era reservado aos mais velhos, por isso era tratado como uma Casa Conservadora.

Hoje, além baixaram a idade do Senador, episódios que começaram com a briga Jader x Antônio Carlos Magalhães, passando por José Arruda, Renan Calheiros e José Sarney, mancharam definitivamente a imagem daquela Casa Revisora.

Nos povos indígenas o papel dos velhos como conselheiros é destacado e bem aceito por todos. Em  outras nações o conselho de anciãos é respeitado e até institucionalizado. Muitas religiões usam o conselho de presbíteros, que são os anciões, algumas chegam até a delegar a estes, e só a eles, determinados sacramentos.

A nossa geração simplesmente encostas os velhos desprezando todo o saber por eles acumulados, preferindo recorrer as Wikipédia. Será que não está ai a origem de muitos problemas, incluindo o tratamento ao meio ambiente, que enfrentamos na atualidade?

Viva o Grupo Reviver e a bela noite junina com direito a comidas típicas, quadrilha, boi bumbá e xotes de Luís Gonzaga. Curta a música e compare se não é melhor que todas as atuais:

Eleição judicializada

As eleições brasileiras estão excessivamente nas mãos dos juízes. Na terça, enquanto os partidos se debruçavam sobre as alianças, o TSE decidia verticalizar as eleições, contrariando a Constituição.

Na quarta, enquanto os candidatos preparam uma montanha de documentos para provar que são honestos, o TRE decidi que deve ter mais duas certidões. Quem é que aguenta isso?

Eleição é democracia e democracia é povo. Os juízes e os tribunais devem ficar atentos apenas para evitar os desvios e as condutas tendentes a desiquilibrar o jogo democrático.

A Justiça Eleitoral é a fiscal, em nome do povo, para deixar a eleição o mais livre possível. As manifestações, as posições, as propostas devem brotar e orientar a vontade do eleitor. Tudo que for contrário a isso é interferência indevida.

 

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